Doação de gâmetas


O que são gâmetas?

Os gâmetas são as células sexuais, ou seja, os óvulos e os espermatozoides.


O que é a doação de gâmetas?

Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos e científicos 10 a 15% dos casos de infertilidade não conseguem ser resolvidos com a utilização das células sexuais do casal. Assim, os casais podem recorrer à inseminação artificial e à fertilização in vitro com a utilização de espermatozoides ou óvulos de dadores.


Quem pode doar e quem pode receber?

Os tratamentos com gâmetas doados podem ser efectuados aos casais por vários motivos médicos. A qualidade insuficiente dos espermatozoides e ovócitos pode estar associada a vários factores: tratamentos de quimioterapia, a menopausa precoce (falência dos ovários antes dos 45 anos), ausência ou insuficiência congénita dos ovários, abortos espontâneos de repetição, incompatibilidade genética, insucesso repetido nos tratamentos de FIV ou ICSI com os próprios ovócitos, entre outros factores.


Onde posso doar?

Porto

  • Banco Público de Gâmetas (Porto)
  • Alberto Barros (Porto)
  • CEIE (Porto)
  • CETI (Porto)

Coimbra

  • Clinimer (Coimbra)
  • Ferticentro (Coimbra)
  • Hospitais da Universidade de Coimbra (Coimbra)

Lisboa

  • Ava Clinic (Lisboa)
  • Cemeare (Lisboa)
  • Ivi Fertilidade (Lisboa)
  • Malo Clinic - Ginemed (Lisboa)
  • MAC (Lisboa)

Faro

  • Ivi Fertilidade (Faro)

Ponta Delgada

  • Meka Center (Ponta Delgada)
    “Apenas recolha de ovócitos”

Parceiro

  • Genex

Para consultar a circular normativa, carregue AQUI

Doação de Espermatozóides

Indicações

O recurso a sémen de dador é raro desde a introdução da microinjecção (ICSI), da biópsia testicular (TESE) e dos espermatídeos (ROSI, ENSI, ELSI) para tratamento da infertilidade masculina. A doação de sémen efectua-se quando o homem infértil não possui espermatozóides no sémen (azoospermia) nem no testículo (após biópsia testicular).


Preparação do sémen

Como IIU, após descongelação.


Técnica

Como IIU.


Doaçao de Ovócitos

Indicações

Insuficiência prematura do ovário; ovariectomia; anomalias congénitas dos ovários; ovócitos dismórficos; ovócitos com anomalias genéticas; contra-indicação para hiper-estimulação hormonal; Quatro ou mais falhas de gravidez com ICSI e/ou DGPI; menopausa.


Emparelhamento entre dadora e receptora (paciente)

Na doação de ovócitos, efectua-se uma consulta com o casal para se recolherem os dados físicos e uma amostra de sangue da mulher, enquanto que o homem procede à colecta do sémen que de seguida é criopreservado.

O centro procurará então uma dadora de ovócitos com as características genéticas similares à da mulher do casal infértil, uma procura segundo os processos de transplante e que pode demorar alguns meses (em média até cerca de 6 meses).

Na doação de ovócitos efectua-se um emparelhamento físico e genético entre a dadora e a mulher infértil, de modo a serem os mais iguais possíveis: etnia, grupos sanguíneos ABO/Rh, estatura, cor de pele, cor dos cabelos e cor dos olhos.

O emparelhamento entre as características da dadora e as da paciente do casal permite actualmente uma igualdade de 70% entre os genes maternos e os da dadora.

. Como o contributo materno para o bebé é de 50%, o ovócito doado leva 50x70=35% de genes maternos e 15% de genes externos. Se juntarmos os 50% do contributo paterno, dá um bebé com 85% (35%+50%) de identidade genética dos pais e só 15% de genes exógenos (que ficam limitados aos orgãos internos, e que não interferem nem aspecto físico nem no tipo de sangue).

Trata-se de uma compatibilização do tipo usado nos transplantes.


Metodologia

Quando se obtém a dadora, inicia-se a preparação do endométrio da paciente alguns dias antes (1-2 semanas) da transferência prevista dos embriões. A recolha de ovócitos da dadora é efectuada por aspiração dos ovários após hiper-estimulação controlada do ovário.

Cerca de 1 hora após a recolha, a dadora regressa ao seu domicílio em regime ambulatório. De seguida, os ovócitos da dadora são microinjectados com os espermatozóides criopreservados (após descongelação e purificação) do casal.

A cultura dos embriões é então efectuada, e a transferência dos embriões para a paciente ocorre ao 2º, 3º ou ao 5º dia do desenvolvimento embrionário. Em alternativa, criopreservam-se os embriões para ulterior transferência programada. Com a evolução tecnológica, é esperado que, ao invés de se dispor de um banco de potenciais dadoras, se disponha de um banco de ovócitos.