Gestação de substituição

A Gestação de Substituição é a única solução para mulheres que nasceram sem útero ou que o perderam na sequência de um acidente ou de uma doença (nomeadamente oncológica) de serem mães. Para elas não existe outra forma de realizarem o desejo de terem um filho biológico senão optarem pela Gestação de Substituição.

  A prática da gestação de substituição ainda é ilegal em Portugal. Há dois anos os projetos-lei do PS e do PSD foram aprovados no Parlamento português, mas a verdade é que a lei ainda não foi promulgada. Tal significa que as famílias que não têm outra possibilidade de terem um filho biológico só ficam com duas alternativas: ou desistem do seu sonho ou recorrem a um país onde a gestação de substituição é legal, correndo vários riscos.

Porque é urgente dar uma solução a estas famílias, a APFertilidade tem, desde a sua fundação, lutado para que a Gestação de Substituição seja uma prática legal em Portugal. A APFertilidade defende, contudo, que esta prática apenas deve estar disponível para as mulheres que efectivamente têm um problema clínico diagnosticado (por exemplo a ausência de útero ou um útero rudimentar) e que a doação do útero por parte da mulher que vai carregar o embrião deve ser benévola (isto é, não poderá haver nenhuma compensação financeira).