6.jpg
 

Ter filhos (1)

Publicado em Infertilidade por Fernando M. Oliveira em 28 Julho 2008

having_children1.jpg 

Um artigo na revista Newsweek (edição da segunda semana de Julho) resume alguns estudos recentes sobre a relação entre os índices de felicidade no casal e a existência de filhos. A maior parte dos estudos indica que os casais que têm filhos não apresentam maiores níveis de felicidade do que os casais sem filhos. Depreende-se pelo artigo que os casais que não têm filhos o fazem por opção e não por impossibilidade “clínica “. Para quem tem dificuldades em ter filhos, estes estudos podem parecer algo como as discussões sobre o sexo dos anjos, mas os resultados apresentados são sugestivos justamente pelo facto de mostrarem como é complexa e intrincada a percepção da felicidade e o modo por vezes perturbador como “ser” feliz se relaciona ou não com o “ter” filhos. A reportagem original pode ser lida aqui:
http://www.newsweek.com/id/143792

30 anos de FIV

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 26 Julho 2008

19-test_tube_baby1.jpg

«Conhece Louise Brown? E a sigla FIV? Pois Louise Brown, o primeiro ser humano concebido por FIV, faz hoje 30 anos. Desde então já nasceram mais de três milhões de bebés-proveta - e vêm aí mais revoluções… Lesley Brown tinha 32 anos; ela e o marido, John, andavam há anos a tentar ter filhos. Mas tal não era possível, porque Lesley tinha as trompas de Falópio - os tubinhos por onde os ovócitos viajam dos ovários até ao útero - bloqueadas. Em finais de 1977, dois médicos britânicos, Patrick Steptoe e Robert Edwards, especialistas em fertilidade, decidiram tentar algo de absolutamente pioneiro: uma fertilização in vitro.

No laboratório, colheram um ovócito nos ovários de Lesley e fertilizaram-no, fora do corpo de Lesley, com o esperma de John. Dessa maneira, numa “proveta”, foi concebido um embrião que a seguir implantaram no útero da jovem mulher.

Nove meses mais tarde, no hospital de Oldham, nos arredores de Manchester, nascia por cesariana, pouco antes da meia-noite de 25 de Julho de 1978, uma menina, Louise Joy, com dois quilos e 600 de peso. “Joy” significa “alegria” em inglês.

Ao longo desses nove meses, os médicos tentaram manter secreta a gravidez de Lesley. Mas não conseguiram: Louise tornou-se famosa no útero da mãe, que teve mesmo de se esconder temporariamente para fugir aos jornalistas “que a perseguiam por toda a cidade de Bristol”, onde morava, contou Edwards há dias à BBC. O próprio Steptoe (entretanto falecido), receoso de que o stress estivesse a pôr a gravidez em risco, escondeu-a no seu carro e levou-a para casa da mãe dele.

A prova da sensação que o caso provocou é que, quando Lesley deu finalmente entrada no hospital para ter a filha, os repórteres fizeram tudo para tentar ver a futura mãe - desde lançar um alerta de bomba para fazer evacuar as instalações até mascarar-se de empregados da limpeza. Nem os gémeos de Angelina Jolie e Brad Pitt suscitaram tal febre jornalística… Os primeiros instantes de vida de Louise foram filmados e o vídeo tornou-se famoso.

Olhando hoje para as fotografias de Louise e lendo os pormenores do seu percurso de vida, nada indica que a sua estreia na vida tenha sido algo de tão espectacular, de tão inédito - “milagroso” dizem alguns, “revolucionário”, contrapõem outros. Louise é uma pessoa de aparência banal com uma vida pacata e banal. Já trabalhou como funcionária dos correios de Bristol e como enfermeira numa escola. Casou-se e, há 18 meses, tornou-se por sua vez mãe de um menino, Cameron (concebido naturalmente).

A fertilização in vitro também ganhou em banalidade e passou a ser procedimento vulgar de procriação medicamente assistida. Poucos anos depois do nascimento de Louise, os seus pais tiveram, também por FIV, uma outra menina, Natalie. E hoje já são mais de três milhões os bebés-proveta concebidos por FIV a nível mundial. A FIV é tão comum na medicina actual que, segundo um artigo do New York Times, “quase todos os norte-americanos conhecem hoje uma família que poderia não ter existido sem a FIV ou uma das suas variantes.”

Na altura, porém, a mera existência de Louise, concebida em condições consideradas dignas da ficção científica, foi notícia no mundo inteiro e causou furor - tanto a favor como contra. Houve sectores religiosos que consideraram que os médicos estavam a brincar aos deuses e, também no New York Times, um editorialista comentou que “nunca tinha havido tanta ambivalência face a um avanço científico desde a invenção das armas nucleares”.

Uma coisa é certa: a entrada em cena da FIV significou uma revolução na medicina da reprodução e é considerada “como um dos mais notáveis avanços médicos do século XX”.»

Ler artigo completo no Público: http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2008&m=07&d=25&uid=&id=270024&sid=54367

IVF Fashion (Memórias)

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 22 Julho 2008

back-front.JPG

E porque a vida é feita de memórias, iniciamos esta rúbrica com o slogan, criado pela nossa Sara, que fez furor no fórum quando ainda eramos API.

A imagem da infertilidade

Publicado em Infertilidade, Sobreviventes por Anna Pires em 21 Julho 2008

pam1.jpg

«Esta é a minha imagem da infertilidade. Sim, quando esta foto foi tirada eu estava na lista de espera para um dos mais avançados tratamentos de fertilidade num dos mais conceituados hospitais do nosso planeta. Estávamos lá porque um médico do instituto “Silicon Valley” disse-nos que seria praticamente impossível conceber sem recorrer a procedimentos de alta tecnologia.

Enquanto brindava a mais um aniversário (na foto), secretamente estava a pensar que no aniversário seguinte estaria a segurar um bebé e não um copo de vinho na mão.

Naquele tempo de esperança e inocência (e quando ainda era loira) eu não tinha ideia nenhuma o quanto me iria apegar às imagens das ecografias a meio do ciclo. O embriologista aumentava ainda mais a minha esperança ao dizer-me que os meus embriões pareciam ser de uma mulher 10 anos mais nova. Eram “lindos”, dizia ela.

Quantos sonhos não associei a eles! E que difícil que era chegar tão perto da maternidade; passando com uma perna às costas todos os testes da medicina reprodutiva, mas chumbando o exame final! Entrei em negação nos anos que se seguiram. Ainda era jovem o suficiente para engravidar espontaneamente e, tendo sido educada na religião católica, ainda acreditava em milagres. Simplesmente não conseguia desligar-me da ideia que tínhamos chegado tão perto de criar os nossos filhos.

Apenas nestes últimos 18 meses é que decidi que estava na altura de finalmente abrir mão da esperança, enterrar o sonho e fazer o meu luto devidamente. Desde então tenho sentido de forma instintiva as emoções dolorosas que eu tinha fechado a sete chaves dentro de mim. Tem sido difícil. Nunca pensei que seria possível sentir uma tristeza tão profunda, mas houve tempo suficiente para essa tristeza ir crescendo dentro de mim. Já se passaram 12 anos desde que primeiro imaginei como seria conceber, estar grávida, e depois ver os olhos do meu marido ou o sorriso da minha mãe ou o humor do meu pai ter continuidade num filho meu. Agora estou a fechar um capítulo da minha vida.

Está na altura de olhar para a frente e não para trás (…) E para todas que ainda tentam engravidar, eu espero que compreendam que caso tenham sucesso ou não, é sempre possível apanhar os cacos e refazer a vida.»

http://coming2terms.com/2008/06/08/becoming-me.aspx

Pamela Tsigdinos, 44 anos, desistiu de tratamentos depois de longos anos a lutar contra a infertilidade, optando por uma vida sem filhos. Hoje ela dedica-se ao seu blog coming2terms, ajudando outros casais inférteis que “optaram” por uma vida sem filhos a lidar com as suas emoções.

Monsanto: Lendas e Festas da Antiguidade

Publicado em Mitos & Lendas por Anna Pires em 19 Julho 2008

monsanto.jpg

«As ruelas tornam-se mais estreitas e quase capilares, aproximando as muralhas do castelo. Deste ponto alto da serra a aldeia é só já um conjunto de telhados incrustados em declive rochoso. Obeliscos graníticos irrompem na paisagem grandiosa. As serras, os vales e uma vista quase infinita sobre a terra e o céu, o espaço…

Pela porta arqueada do castelo, onde outrora existiu um fosso com ponte levadiça, segue a procissão. No pátio, o rancho folclórico inicia a penúltima fase deste ritual milenar. Ao som do acordeão, as bonecas marafonas não param de dançar.

Adoradas como símbolo, amuleto ou potestade, não há noiva que ao casar não a coloque sobre o leito na noite de núpcias. Funciona então como a deusa da fertilidade. Não tem olhos, nada vê do que se passa na cama. E se não tem olhos, como dizem com ironia as mulheres, não pode ver a «badalica» do noivo.

Não tem boca nem ouvidos, nada ouve, nada conta. Deidade silenciosa e cúmplice que, em troca do seu silêncio, garante a continuidade da família.

Ao fim de hora e meia extenuados, músicos, bonecas e mulheres dão por finda a actuação. Mais um lanço de escadas e o bezerro chega finalmente ao destino. A amurada mais alta do castelo. Num ri-tual pagão é dita a reza e agrupados junto à muralha os lançadores esperam o momento do arremesso. Em gritaria colectiva, os objectos rituais são atirados «borda fora» e, ao embaterem nas escarpas rochosas, quebram-se abandonando as flores ao vento.

Os adufes calam-se suavemente. Debaixo do braço das mulheres repousam no regresso a casa. Instrumento de origem árabe, toda a aldeã que se preze sabe executá-lo.

Adufe é isso: uma caixa musical cujo som vai bem ao modo do cantar das gentes da Beira Baixa e das melodias ritmadas, ao «jeito» da terra cantaroladas, para exaltar a Virgem Maria, a mulher desposada, o castelo da terra ou a Senhora do Almortão.

A brisa traz o aroma de churrasco. Está na hora de descer para a aldeia. O caminho torna-se mais fácil e a arquitectura mais definida.

A construção das habitações, térreas ou de um só piso, são de traço típico popular beirão e apresentam uniformidade de estilo. Sobressaem na paisagem morena os solares pertencentes à fidalguia. Nos pátios das casas de pedra que parecem nascer entre rochas e flores assam-se febras, frangos e bacalhau. O vinho não se faz por esperar. A euforia das festas continua tarde fora até ao anoitecer pelas ruas de Monsanto: O burgo mais português.»

http://www.rotas.xl.pt/0300/a03-01-00.shtml

Infertilidade: 7 vozes, 7 rostos

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 17 Julho 2008

infertility_533.jpg

Pamela Tsigdinos, 44: «Para mim, com o avançar da idade, dou-me conta o quanto a infertilidade tem a ver com perder importantes acontecimentos da vida: o primeiro dia de escola, o Dia da Mãe (…) Todas as pequenas coisas que fazem parte do quotidiano da maioria das pessoas e que, para quem não pode ser filhos, são recordações do que nos faltam na vida.»

Barbara Collura, 44: «As pessoas dizem-nos para adoptar, mas a verdade é que demorou 2 anos, desde que paramos os tratamentos, para que o meu marido e eu tomássemos essa decisão.»

Rebecca Flick, 32: «A infertilidade é uma doença. Eu tenho uma doença. Essa doença não desaparece só porque tenho um bebé de 5 meses.»

Angela Cochran, 34 : «Eu sentia que estava a desiludir o meu marido cada vez que lhe dizia que não estava grávida. Mas ele não se sentia assim (…) Desde que comecei esta caminhada nunca mais perguntei às pessoas quando planeavam ter filhos.»

Susan Slotnick, 47: «A dor nunca desaparece, aprende-se a lidar com ela, como outras dores crónicas na vida. É difícil para quem passa por tratamentos de infertilidade ver a luz ao fundo do túnel, mas chega-se a uma solução. Quer através de tratamentos, quer através de adopção, ou mesmo optando por uma vida sem filhos. Decidirmos ser uma família de 2, foi uma boa solução para nós.»

Michelle Segar, 41: «Vamos experimentar isto, e depois outra coisa, e depois aparece um novo protocolo que se pode tentar. Sinto que as pessoas não são aconselhadas a irem mais devagar nas suas decisões (…) Depois de 2 anos de tratamentos, estávamos preparados para avançar por um novo caminho. Descobrimos que o que queríamos era sermos pais.»

Karen Abraham, 32: «Acho a Educação Sexual algo fantástico. No entanto, a maioria das raparigas não compreendem a realidade das variações que ocorrem no corpo da mulher (…) Nem todas têm ovulações ao 14º dia do ciclo, ou têm ovulações todos os meses e nem todas têm o período depois de 28 ou 30 dias.»

Oiçam estas vozes da infertilidade no New York Times

 

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 13 Julho 2008

apfertilidade.JPG

Um apelo à comunidade APFertilidade! Com tanta criatividade e imaginação que anda por aí, esta vossa fashion designer está a precisar de inspiração para a nova colecção. Enviam os vossos slogans para a nossa nova linha de t-shirts (in)férteis no blog. Publicaremos as t-shirts com os vossos slogans aqui no IVF Fashion. Conto convosco!

Fofoca (in)fértil

Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 12 Julho 2008

cindy_margolis_081507_07_cbb2.jpg

Hello Darlings! 

Sabiam que beleza e sensualidade nem sempre são sinónimos de fertilidade? Peguemos no caso da lindíssima Cindy Margolis, modelo (ex-coelhinho Playboy), actriz (de Baywatch, se não me engano), apresentadora, escritora, enfim, “superstar”, que fala abertamente dos tratamentos a que se teve de submeter para conseguir os seus filhos.

Logo que casou com Guy Starkman, começaram as tentativas para construir uma família, mas todas infrutíferas. Os dois anos seguintes foram de grande tristeza para Cindy, com os meses a passarem sem sinais de gravidez. Depois de consultarem especialistas de infertilidade, vieram os tratamentos. A Cindy descreve esse tempo como ”de grande solidão e desespero”. Se isso não bastasse, a actriz também teve que encontrar formas de combater o aumento brusco de peso devido aos tratamentos. Ora, para quem vive da sua imagem, não deve ter sido nada fácil.

À 4ª FIV veio o tão desejado positivo! Mas o pior ainda estava para vir. A Cindy ao descrever a sua gravidez diz que por um lado era o tempo de “antecipação, optimismo e sonho”, mas por outro, significava “medo, insegurança e dúvidas”. Devido às numerosas complicações que colocavam em risco a vida do bebé, Cindy foi internada às 24 semanas, onde se manteve em repouso absoluto até ao fim da gravidez. Mas a dor, as orações e as lágrimas resultaram num milagre, com o nascimento do seu filho Nicholas Isaac. Depois de mais 3 tentativas de FIV e dos médicos desaconselharem uma nova gravidez devido aos riscos, a Cindy recorreu a uma “surrogate” (barriga de aluguer), algo comum na América, para aumentar a família. Esta nova ”gravidez” trouxe as suas filhas gémeas, Sabrina e Sierra, para completarem a família.

Hoje a Cindy dá a cara pela infertilidade, como porta-voz da RESOLVE. Diz ela: «Aqui na América damos tanta importância aos valores de família, no entanto as seguradoras não cobram todos os tratamentos de fertilidade. Algumas só cobram inseminações e a primeira ou segunda tentativa de FIV. Eu sujeitei-me a 7 FIVs.». Minha querida, desculpa lá, mas sempre é melhor do que cá em Portugal, onde as seguradoras nem reconhecem a infertilidade como uma doença.

Freakonomics

Publicado em Opinião por Anna Pires em 11 Julho 2008

freakonomics.jpg 

Medicine and Statistics Don’t Mix

Stevin D. Levitt - New York Times

Some friends of mine recently were trying to get pregnant with the help of a fertility treatment. At great financial expense, not to mention pain and inconvenience, six eggs were removed and fertilized. These six embryos were then subjected to Pre-Implantation Genetic Diagnosis (P.G.D.), a process which cost $5,000 all by itself.

The results that came back from the P.G.D. were disastrous.

Four of the embryos were determined to be completely non-viable. The other two embryos were missing critical genes/D.N.A. sequences which suggested that implantation would lead either to spontaneous abortion or to a baby with terrible birth defects.

The only silver lining on this terrible result is that the latter test had a false positive rate of 10 percent, meaning that there was a one-in-ten chance that one of those two embryos might be viable.

So the lab ran the test again. Once again the results came back that the critical D.N.A. sequences were missing. The lab told my friends that failing the test twice left only a 1 in 100 chance that each of the two embryos were viable.

My friends — either because they are optimists, fools, or perhaps know a lot more about statistics than the people running the tests — decided to go ahead and spend a whole lot more money to have these almost certainly worthless embryos implanted nonetheless.

Nine months later, I am happy to report that they have a beautiful, perfectly healthy set of twins.

The odds against this happening, according to the lab, were 10,000 to 1.

So what happened? Was it a miracle? I suspect not. Without knowing anything about the test, my guess is that the test results are positively correlated, certainly when doing the test twice on the same embryo, but probably across embryos from the same batch as well.

But, the doctors interpreted the test outcomes as if they were uncorrelated, which led them to be far too pessimistic. The right odds might be as high as 1 in 10, or maybe something like 1 in 30. (Or maybe the whole test is just nonsense and the odds were 90 percent!)

Anyway, this is just the latest example of why I never trust statistics I get from people in the field of medicine, ever.

My favorite story concerns my son Nicholas:

Relatively early on in the pregnancy we had an ultrasound. The technician said that although it was very early, he thought he could predict whether it would be a boy or a girl, if we wanted to know. We said, “Yes, absolutely we want to know.” He told us he thought it would be a boy, although he couldn’t be certain.

“How sure are you?” I asked

“I’m about 50-50,” he replied.

http://freakonomics.blogs.nytimes.com/2008/04/09/medicine-and-statistics-dont-mix/?scp=8&sq=ivf&st=cse

Voz emprestada: os limites e os motivos da maternidade

Publicado em Infertilidade, Ética por APFertilidade em 09 Julho 2008

blog_70anos.jpg 

«Nesta semana, outro caso inusual de maternidade me chamou a atenção: uma indiana de 70 anos deu à luz um casal de gêmeos prematuros, na cidade de Muzaffarnagar (Índia). Ela já está sendo considerada a mulher mais velha do mundo a parir.  É verdade que ninguém pode provar a idade dela porque Omkari não tem certidão de nascimento e não sabe ao certo quando nasceu, segundo o jornal britânico Daily Telegraph.  Até então, a mãe mais velha do mundo era Adriana Iliescu, uma romena que deu à luz uma filha, aos 66 anos, em 2005.
A idade da indiana foi estimada em 70 anos porque Omkari disse que tinha nove anos quando acabou o governo britânico sobre a Índia e países vizinhos, em 1947. A aposentada, que tem duas filhas adultas e cinco netos, se submeteu a um tratamento de fertilização in vitro _com óvulos doados de uma mulher mais jovem, obviamente_ para gerar um herdeiro homem.

Seu marido, Charan Singh Panwar, 77, afirmou que o casal ficou endividado para financiar o tratamento. “Finalmente temos um filho e herdeiro”, disse ele. “Nós rezamos a Deus, visitamos santos e locais sagrados para rezar por um herdeiro. Posso morrer como um homem feliz e um pai orgulhoso”.

“Se eu sou a mãe mais velha do mundo, isso não significa nada para mim. Eu só quero ver meus bebês e cuidar deles enquanto eu ainda posso”, disse Omkari. “Minhas filhas ganharam um irmãozinho, meu marido e eu ganhamos um herdeiro - é tudo que sempre quisemos”, acrescentou.

Tanto esforço e risco para se ter um filho nessa idade tem uma explicação. A preferência por filhos homens está fortemente enraizada em muitos países asiáticos, como a Índia e a China, tanto por questões culturais quanto por questões econômicas. As filhas podem ser vistas como fonte de prejuízo, especialmente quando é preciso pagar dotes. Pais mais velhos usualmente esperam receber apoio de seus filhos e suas esposas. E filhos homens também podem ser necessários para realizar ritos funerários ou reverência a ancestrais.

Por isso, para eles, vale a pena o risco. A mãe indiana septuagenária, por exemplo, quase morreu. Chegou ao hospital inconsciente e sangrando muito. A ginecologista Nisha Malik afirmou que quando a viu, pensou primeiro que ela tivesse sofrido um acidente ou tivesse câncer. “Eu fiquei chocada quando esta senhora me disse que estava grávida. […]”»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Um selo a fazer história…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 08 Julho 2008

blog_selo.jpg 

Is This the World’s First Infertility Postage Stamp?
http://www.stampsofdistinction.com/2008/06/is-this-worlds-first-infertility.html

In March, 2008, Portugal’s postal authority CTT Correios de Portugal, S.A. may have made postal history when it issued the stamp shown on the left. It is thought that this stamp was the first ever stamp specifically issued to raise awareness of the struggles of infertility. In a March, 2008, article in Linn’s Stamp News, the de-facto industry standard for philatelic news, suggests that this is, in fact, the first stamp on this topic.

Infertility is the inability of a couple to conceive a child or, if conceived, the inability to successfully carry the child to delivery. The condition is usually associated with strong emotions such as angst, grief, anger, a sense of incompleteness, and depression. The emotional impact to the affected individual or couple can be devastating.

For years, there were only three primary options available to infertile couples. One was to try home-remedies and “quack” cures, which had successes rates attributable to simple luck. Another was to accept their childlessness, which many did reluctantly. The last, and in my opinion, most noble option, was adoption.

As doctors searched for additional options for this debilitating illness, a new technique, called in vitro fertilization, or IVF, was successfully pioneered by British doctors, Patrick Steptoe and Robert Edwards. On July 24, 1978, their technique led to the birth of Louise Joy Brown, the first baby to have been conceived outside of her mother’s body.

Louise’s parents had tried for a number of years to conceive a child, but with physically blocked Fallopian tubes, Louise’s mother was unable to conceive through natural methods. By removing her eggs, fertilizing them outside of the body, and then implanting them, Louise’s mother was finally able to become pregnant and bear a child.

This event became a watershed event in the efforts to find a cure for infertility. It meant that couples who had previously been unable to conceive due to physical impairments stood a much-greater chance of conception. While in the best case, it offers about a 50% success rate in younger women, such a percentage is a marked improvement over the miniscule success rates without IVF. It offered a ray of hope and led to more attempts in finding a cure for the illness.

Unfortunately, the high cost of in vitro fertilization has kept the procedure out of reach of many infertile couples. But each year advances are made and many procedures have come down in cost.

The stamp issued by Portugal is beautifully designed and conveys the hopes of infertile couples with its imagery. The stamp shows a stylized silhouette image of a man and woman embracing a child. The image of the child is almost ghost-like in appearance, symbolizing the hope for the child, yet at the same time highlighting the fragility of conception for infertile couples.

The stamp is denominated as 0.30 Euro (approx $0.47 USD). It is currently available for purchase from Portugal’s postal authority.

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 06 Julho 2008

ivf-cap.jpg

Elena Ray, 2004

Publicado em Imagens por Nicolau Gomes em 04 Julho 2008

blog_imagem_ray.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Fertility
Media: Photo-based mixed media. 
Elena Ray 2004
http://www.elenaray.com/

Manual para fazer um esteriótipo (infértil)

Publicado em Política por Fernando M. Oliveira em 02 Julho 2008

blog_esteriotipos1.jpg 

a) Teoria
«A Historia da Filosofia mostra que existe uma tendência universal para a generalização de todas as classes presentes do mundo real. Numa determinada classe de seres, apenas costumamos considerar um determinado factor distintivo, deixando o resto de parte, separado da “nossa” realidade.»

b) Prática
«Simone tinha consultas de infertilidade há meses naquela unidade de saúde e parece claro que conhecia os cantos à casa. No dia do sequestro, terá sido muito rápida a actuar. Terá demorado pouco mais de oito minutos nas instalações. Subiu ao piso 6 da maternidade e terá verificado, previamente, o procedimento de mudança de turno. Na maternidade, saiu e voltou a entrar. Cruzou-se com um médico, a quem saudou e que lhe retribuiu o cumprimento. Em segundos, levou o berço com o bebé de um casal de S. Miguel de Paredes, com o pretexto de fazer exames de rotina, empurrando o carrinho até ao elevador, mas optou por pegar nele ao colo e descer as escadas, acabando por sair pela porta principal, com ele escondido. O berço foi encontrado junto ao elevador.
Simone deslocou-se do hospital num carro de aluguer até Felgueiras, onde esteve escondida da família, no apartamento de um amigo, desde quarta-feira. Recorde-se que o seu companheiro deixou-a no hospital de Penafiel nesse dia, em que Simone disse que “daria à luz”. Cerca do meio-dia, telefonou para uma vizinha dizendo que tivera um menino mas que não podia receber visitas porque ia ser operada a quistos no Porto e só regressaria a casa no sábado. E foi no sábado, após ter sequestrado o bebé, às 14.20 horas, que se encontrou com o companheiro junto ao Centro de Saúde de Felgueiras.»
Jornal de Notícias – 19/06/2008
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=959462

c) Música para acompanhar
BLUR - “Stereotypes”
Album: The Great Escape (1996)
http://www.youtube.com/watch?v=fH5ve6kKqYA