Infertilidade: 7 vozes, 7 rostos
Pamela Tsigdinos, 44: «Para mim, com o avançar da idade, dou-me conta o quanto a infertilidade tem a ver com perder importantes acontecimentos da vida: o primeiro dia de escola, o Dia da Mãe (…) Todas as pequenas coisas que fazem parte do quotidiano da maioria das pessoas e que, para quem não pode ser filhos, são recordações do que nos faltam na vida.»
Barbara Collura, 44: «As pessoas dizem-nos para adoptar, mas a verdade é que demorou 2 anos, desde que paramos os tratamentos, para que o meu marido e eu tomássemos essa decisão.»
Rebecca Flick, 32: «A infertilidade é uma doença. Eu tenho uma doença. Essa doença não desaparece só porque tenho um bebé de 5 meses.»
Angela Cochran, 34 : «Eu sentia que estava a desiludir o meu marido cada vez que lhe dizia que não estava grávida. Mas ele não se sentia assim (…) Desde que comecei esta caminhada nunca mais perguntei às pessoas quando planeavam ter filhos.»
Susan Slotnick, 47: «A dor nunca desaparece, aprende-se a lidar com ela, como outras dores crónicas na vida. É difícil para quem passa por tratamentos de infertilidade ver a luz ao fundo do túnel, mas chega-se a uma solução. Quer através de tratamentos, quer através de adopção, ou mesmo optando por uma vida sem filhos. Decidirmos ser uma família de 2, foi uma boa solução para nós.»
Michelle Segar, 41: «Vamos experimentar isto, e depois outra coisa, e depois aparece um novo protocolo que se pode tentar. Sinto que as pessoas não são aconselhadas a irem mais devagar nas suas decisões (…) Depois de 2 anos de tratamentos, estávamos preparados para avançar por um novo caminho. Descobrimos que o que queríamos era sermos pais.»
Karen Abraham, 32: «Acho a Educação Sexual algo fantástico. No entanto, a maioria das raparigas não compreendem a realidade das variações que ocorrem no corpo da mulher (…) Nem todas têm ovulações ao 14º dia do ciclo, ou têm ovulações todos os meses e nem todas têm o período depois de 28 ou 30 dias.»
Oiçam estas vozes da infertilidade no New York Times

