Voz emprestada: Maternidade tardia

“No começo eu pensava estar acima de qualquer coisa. Você se apresenta, o médico lhe mostra uma gama de opções de alta tecnologia e essa é uma coisa poderosa _a promessa de um filho. Mas antes que perceba você já fracassou pelo terceiro ano consecutivo e está começando a se sentir usada e abusada, sem mencionar que você está quebrada. Você se senta nas clínicas de reprodução cujas paredes estão cobertas de figuras de bebês, mas a despeito do fato de que está tentando tão duramente quanto sabe, não consegue nenhum daqueles bebês.
Não estou mais segura de que essa tecnologia seja remotamente um fato de poder. Você pega uma mulher da minha geração, alguém que é certamente realizada, mas que está em seus 40 anos e não tem um filho. Essa tenologia se torna uma maneira de dizer a ela que qualquer coisa que realizou não é o bastante. E então, quando ela fracassa em conseguir ficar grávida_e a maioria fracassa_ isso apaga seu senso de competência profissional e sua confiança como mulher. Sei que esses procedimentos deixaram-me mais deprimida que qualquer outra coisa em minha vida”.
O relato acima é de Wendy Wasserstein, uma das mais premiadas autoras de peças da Brodway, que durante dez anos lutou para conseguir gerar um bebê. Consegui tê-lo aos 48 anos, com óvulos doados. A menina Lucy nasceu prematura, aos seis meses de gestação.
O depoimento faz parte de um livro bem interessante que estou lendo chamado “Maternidade Tardia”. Na obra, a autora Sylvia Hewlett constata que quanto mais bem-sucedida profissionalmente é a mulher, mais dificuldades ela encontrará para achar um parceiro ou ter um bebê. E o mais triste: essa situação não foi uma escolha delas. Simplesmente o tempo passou e e elas estavam ocupadas demais para perceber isso.
(Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/ )
Michael Phelps at a very Young Age…

Nuvem da infertilidade
Aqui fica a “Nuvem da infertilidade”, construída pela comunidade APF. A todos os que participaram, os nossos agradecimentos. O tamanho das palavras está relacionado com a frequência com que apareceram na nossa lista. Como podem constatar, nem tudo é negro na “Nuvem da Infertilidade”; também há clareiras e palavras com força positiva.
Desafio: Fica ainda o convite a todos os nossos amigos, para que copiem esta imagem, com link para o Blog APFertilidade. Vamos pôr a nossa nuvem a circular pelo ciberespaço, ilustrando os sentidos e as emoções da infertilidade.
PS: Deixem dp. comentário aqui, para fazermos uma visita ao vosso blog.
De férias…

Caras(os) amigas(os),
Os blogs são como as pessoas: também precisam de férias de vez em quando. Dentro de três semanas cá estaremos para retomar o diálogo, a (in)fertilidade e contribuir, na medida do possível, para trazer à luz do dia o quotidiano da nossa comunidade. No blog, como em tudo o que vamos conseguindo fazer, anima-nos a convicção de que é pela voz, pela escrita e pela presença que existimos, em todos os sentidos. Aos bloggers, especialmente, e a todos os que participaram com comentários, o nosso obrigado. Fica encontro marcado para muito breve! Até lá, fiquemos com ”Holiday”, da Madonna, um tema para quase todas as ocasiões: http://www.youtube.com/watch?v=0X7RyGBq2E8
APFertilidade