Ter filhos (2)
O Artº 16 da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” (1948) afirma que todo o indivíduo tem direito a «casar e constituir família». Este direito, inscrito num texto que reflectia o espírito gregário do pós-Guerra, tem sido nas últimas décadas abordado de diversas formas, mas algo parece reunir o consenso: é extremamente difícil conceber a existência de um direito à procriação, pois trata-se de um terreno onde as questões políticas, simbólicas e pessoais se cruzam a todo o momento, de forma intensa e por vezes contraditória. Talvez por isso a pergunta sobre o direito de ter filhos seja tão frequente. Não só as pessoas e os casais são questionados enquanto indivíduos, como a própria procriação medicamente assistida (PMA) é por vezes posta em causa.
Boa parte desta oposição social e moral à PMA assenta em valores profundamente enraizados na sociedade. Estas atitudes e valores poderiam ser associados a um misto de comunitarismo conservador e de naturalismo essencial: as pessoas acreditam que a procriação humana é algo que acontece e deve continuar a acontecer naturalmente, no contexto da vida social e familiar. A PMA deveria ser recusada porque pretende “controlar” este mundo em que as coisas acontecem simplesmente, segundo os desígnios da natureza e do acaso. Em geral, as mesmas pessoas não pensam o mesmo relativamente a outras condições médicas. Por exemplo, seria impensável deixar a natureza seguir o seu curso perante um problema cardíaco ou perante uma alergia persistente.
(continua)
Música às segundas…
Dizem que é a melhor canção de amor…
Nick Kave, The ship song
http://www.youtube.com/watch?v=FdSzNPwILYA&feature=related
Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around.
We talk about it all night long
We define our moral ground.
But when I crawl into your arms
Everything comes tumbling down.
Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Your face has fallen sad now
For you know the time is nigh
When I must remove your wings
And you, you must try to fly.
Come sail your ships around me
And burn your bridges down.
We make a little history baby
Every time you come around.
Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down.
You are a little mystery to me
Every time you come around.
IVF Fashion
Estamos de volta com a colecção Outono/Inverno da nossa linha exclusiva “IVF Fashion”. Aqui temos uma linda “baseball jersey”. Esperamos ver um dia todos os nossos leitores vestidos com ela.
Viver a vida…

A aceleração contemporânea tem motivado nos últimos tempos várias reacções a favor da lentidão, do abrandamento e da apreciação demorada das pequenas&grandes coisas da vida. Dois exemplos, tirados mais ou menos ao acaso:
1 – The School of Life
Uma escola para ensinar a degustar, a apreciar e a praticar o que chamam “biblioterapia”
http://www.theschooloflife.com/about.aspx
2 – In Praise of Slowness
Um elogio da lentidão, de Carl Honore, contra o culto da velocidade. Destaca as vantagens do tempo lento na mesa, no trabalho, nas férias… e também na cama. Termina com um capítulo sobre como educar uma criança para não ser apressada/estressada.
http://www.amazon.com/Praise-Slowness-Challenging-Cult-Speed/dp/0060750510/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1220918585&sr=1-1
