Música às segundas…
Lady Saw
“No Less Than a Women”
NB: Lady Saw escreveu esta música especialmente para as mulheres que têm dificuldades em ter filhos.
Voz emprestada: teste de fertilidade
«Especialistas em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, desenvolveram um teste que prevê quanto tempo de fertilidade as mulheres ainda têm pela frente. O teste mede o número de óvulos nos ovários femininos e indica qual deve ser o nível dele dentro de dois anos. O exame já está disponível em serviços de saúde da Europa e dos EUA, com o nome de “Plan Ahead Test” (Planeje com Antecedência, em tradução literal). Veja o site do produto http://www.early-pregnancy-tests.com/planahead-test.html
O especialista em fertilidade Bill Ledger, que desenvolveu o kit para o exame, disse que está confiante de que o teste é uma previsão exata da fertilidade, e que ele espera que permita às mulheres planejar melhor seu futuro e decidir por quanto tempo elas podem adiar a decisão de ter um filho. “Se ter uma família é a coisa mais importante, é melhor você começar a tentar ter filhos na faixa dos 20 anos – não há dúvidas de que quanto mais você adia, maior a chance de decepção”, disse ele.»
Continua aqui: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/
A esterilidade é uma doença, afinal?
Toda a gente sabe que a Clara Pinto Correia é infértil. Ela fez questão de o afirmar, de contar o seu historial de tratamentos, de mostrar o orgulho pelas duas crianças - dois irmãos - adoptados há já vários anos. Goste-se ou não de Clara Pinto Correia, foi uma das primeiras “figuras públicas” a “dar a cara” pela infertilidade, quando este assunto era pouco mais que um sussurro envergonhado nas esquinas de um sofrimento que se vivia sobretudo a dois.
Por tudo isto vale a pena recuperar um excerto de um texto da sua autoria. Pode até parecer exagerado, mas acreditem…era assim. É assim?
“[…] Em poucas palavras: as pessoas, por tendência intrínseca e hábito civilizacional, não tendem a considerar a esterilidade um problema médico como qualquer outro, tão digno de apoio e cuidado como qualquer outro. Já me fartei de dar este exemplo, mas há fins que justificam os meios e por isso desculpem a redundância. Mas é que se a gente come marisco duvidoso e passa a noite a vomitar todos os nossos entes queridos se desmultiplicam em solicitudes. Se a gente parte uma perna, toda a gente nos enche de mimos e nos decora o gesso de autógrafos. Se a gente é estéril, os mesmíssimos entes queridos desviam a conversa e nadam-nos ir adoptar uma criança e parar de choramingar. O dilema da esterilidade é mais que médico. É cultural. Podem não acreditar, mas se somos estéreis e só queríamos encostar a cabeça no ombro de alguém por uns segundos é extremamente difícil encontrar o dito ombro.”
Há momentos em que a gente se lembra da Deolinda…
Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar…
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!
Agora não, que me dói a barriga…
Agora não, dizem que vai chover…
Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais que fazer…
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!
Agora não, que falta um impresso…
Agora não, que o meu pai não quer…
Agora não, que há engarrafamentos…
Vão sem mim, que eu vou lá ter…
IVF Fashion
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Caras(os) Amigas(os),
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APFertilidade
Porque é que queremos ter filhos?
Há cerca de um ano coloquei no Fórum da APFertilidade a seguinte pergunta: “Porque é que queremos ter filhos?”. Esta é talvez a questão mais importante para nos ajudar a traçar o caminho a seguir. Eis as vossas respostas, transformadas nesta nuvem. Lanço então novo desafio: Será que algo mudou neste último ano? Serão estes ainda os mesmos motivos por que queremos ter filhos? Convido-vos a deixarem aqui o vosso comentário com as razões que vos levam a querer um filho, para assim ajustarmos (ou não!) a nuvem de Outubro, fazendo-a circular novamente pelo ciberespaço.
A Respiração dos Poetas…
No coração da neve
e no espaço
no silêncio e na infância
no amor na solidão na liberdade
na gentileza na fraternidade
o mesmo puro delírio
de iluminar as trevas
sem diminuir o sonho
e fazê-las cantar
à luz do dia
[in À Memória de Paul Éluard]
NÃO POSSO ADIAR O AMOR
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
[in Viagem Através de uma Nebulosa]
PASSAGEM
(…)
É onde agora ninguém me vem chamar
e uma outra luta prossegue imponderável.
O tempo vai chegar mas eu aqui passei
ou algo em mim passou quando o final chegar
deste fim que escuto e sou no seu passar.
[in Terraço Aberto]
A Respiração de António Ramos Rosa. Sobre o amor, nas suas múltiplas faces. Sobre a espera, a procura e o caminho. Sobre a virtude do silêncio e a exigência da voz. Sobre os retalhos das vidas de cada um(a) de nós, e sobre o que sentimos, enquanto sustemos a respiração.
Música às segundas…

Jorge Palma, sobre ilusões e situações…
“O Centro Comercial Fechou” [Vôo Nocturno, 2007]
http://www.youtube.com/watch?v=XOkbBZNgskM
«O centro comercial fechou
E a Maria vai viver a vida mais longe
Longe das ilusões
Em cima das situações
Perigosas
O Toino não morreu no mar
Acabou de adquirir um castelo na Escócia
Enfim, não é bem na Escócia
É uma cave sombria
Em Gaia.
O passado já lá está
Raio de uma sorte cinzenta
E o presente é uma réstia de esperança enquanto houver saúde
Há que cuidar do aspecto
Fazê-lo parecer natural
Por mais que seja cruel não há ninguém que ajude
Ninguém nos ensinou a usar
Nada do que recolhemos pelo caminho
Perto das ilusões
Entre o amor e as razões
Perversas
O passado já lá está
Raio de uma sorte cinzenta
E o presente é uma réstia de esperança enquanto houver saúde
Há que cuidar do aspecto
Fazê-lo parecer natural
Por mais que seja cruel não há ninguém que ajude.»
Para a “AnaCristinaBatista”
Para a amiga, companheira de todos nós, autora de centenas de mensagens de incentivo, associada da APFertilidade que encontrou a morte, quando buscava um bebé para a vida… Até sempre.
«No fundo funcionamos como uma familia. E quem fala é o coração muito sentido sempre presente nas nossas respostas. Bjs e boa noite.»
AnaCristinaBatista (17 de Set. de 2008)
http://www.youtube.com/watch?v=d_Nq9fUX2WE
«Hope there’s someone
Who’ll take care of me
When I die, will I go
Hope there’s someone
Who’ll set my heart free
Nice to hold when I’m tired…
(…)



