Música às segundas…
Sobre os riscos da FIV

Existe uma espécie de tabu quando se fala dos riscos da procriação medicamente assistida. Há já algum tempo que timidamente se especulava sobre os riscos da PMA, mas apenas com um estudo recentemente divulgado pelo New York Times, entre outros jornais, se tornou mais claro para o grande público a natureza e o grau dos problemas eventualmente causados, sobretudo pela utilização da FIV. O estudo em causa confirma um aumento dos problemas ao nível do aparelho digestivo, malformações do palato e do coração. Estes dados poderão, no caso inglês, obrigar os médicos a informarem os doentes, como parece resultar da acção da entidade reguladora local (Human Fertilisation and Embryology Authority). No entanto, antes de generalizações catastrofistas, vindas sobretudo dos que são contra toda e qualquer prática associada à PMA, vale a pena dizer que os riscos não só são muito pequenos, como não se sabe ainda se o motivo se deve à técnica da FIV em si mesma ou aos gâmetas das pessoas com problemas de fertilidade.
O espermograma…
Sexo gourmet

Uma notícia recente no Guardian dava conta dos benefícios do “sexo gourmet”. Anuncia-se assim (finalmente, dirão muitas almas…) que a velha máxima “quanto mais melhor” vale também para a fertilidade. Não só a quantidade de espermatozóides aumenta, como a sua qualidade melhora substancialmente. Mas a leitura do artigo comprova ainda a importância dos exercícios de aquecimento: «5 minutos de actividade sexual prévia à ejaculação podem aumentar em 25 milhões o número de espermatozóides». Perante estes dados, torna-se claro que as clínicas de fertilidade deveriam avançar com um up-grade urgente das instalações destinadas à recolha de esperma, dotando-as de melhores equipamentos e de espaço mais condizente com as últimas revelações científicas.
IVF Fashion
Quero ser pai…
Para assinalar o Dia do Pai, a 19 de Março, que a Associação Portuguesa de Fertilidade lança amanhã um site inédito e pioneiro em Portugal, acessível no endereço www.queroserpai.com.
«Este site é dirigido a todos os homens que gostariam de ser pais e que até ao momento se viram impossibilitados de concretizar este desejo. Ao acedê-lo, o futuro pai poderá expressar o que diria ao seu filho, para tal, terá apenas de responder a um questionário cujo objectivo será o de avaliar a realidade portuguesa e as circunstâncias deste desígnio.
Conscientes de que o filho que habita o projecto de vida de cada um destes homens expressa simultaneamente um desejo pessoal e um tributo ao nosso futuro colectivo, a APF pretende assim levar a cabo a maior sondagem de sempre realizada a nível nacional dedicada a esta temática e cujos resultados alcançados serão devidamente divulgados em data a definir.»
“Sem um filho te apagarás no poente”

«A luz real ergueu-se a oriente
com a coroa de fogo na cabeça:
e o nosso olhar, vassalo obediente,
ajoelha ante a visão que recomeça.
Enquanto sobe, Sua Majestade,
a colina do céu a passos de oiro,
adoramos-lhe a adulta mocidade
que fulge com as chamas dum tesoiro.
Mas quando o carro fatigado alcança
o cume e se despenha pela tarde,
desviamos os olhos já sem esperança:
no crepúsculo estéril nada arde.
Assim tu, meio dia ainda ardente,
sem um filho te apagarás no poente.»
William Shakespeare (Soneto nº 7), em tradução de C. de Oliveira
Original + explicação:
http://www.shakespeare-online.com/sonnets/7detail.html
Condenado ao sucesso…
A Áustria alberga as coisas mais insuspeitas. A imagem acima reproduzida ilustra a campanha de marketing PROfertil, um medicamento destinado a melhorar a qualidade do esperma, anunciado com toda a pompa, acompanhado de estudos, testemunhos e endereços. A crer pela foto, PROfertil está condenado ao sucesso. Pode visitar o site original clicando (gentilmente) sobre a foto…
Voz emprestada: infertilidade e parentalidade

Que espécie de pais fazem os casais com problemas de fertilidade? Cláudia Collucci dá voz à psicóloga Luciana Reis:
«Casais que vivenciam a infertilidade acabam tendo um tempo maior para desejarem o filho e pensarem seus papéis de pais e sua vida conjugal em relação aos casais que engravidaram sem nenhuma dificuldade. Muitos estudos com famílias que utilizaram tecnologias de reprodução assistida apontam que essas famílias possuem pais mais dedicados, mães mais afetivas e desempenhando melhor sua função maternal, quando comparadas às famílias que conceberam naturalmente»
Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/



