“Olá, mãe, eu ainda não existo”
Olá, mãe, eu ainda não existo
sou apenas o teu sonho de ternura
em busca da eternidade
Sei que me procuras com todo o risco
os teus dias são feitos de amargura
para que o destino seja natividade
Eu tenho um nome antes de nascer
e uma casa plena de afectos
para que, mãe, possas renascer
e eu seja o sentido
dos teus projectos.
Eu não desisto de ti, mãe
Sou apenas uma ideia quando olhas as estrelas
perdida no paraíso dos sonhos
Um dia serei alguém
a navegar nos teus braços como caravelas
no mar dos teus olhos risonhos
Eu sou o filho que te espera
no mundo desconhecido do além
farei parte de uma nova era
serei o filho sonhado de minha mãe.
Luís Filipe Sarmento escreveu especialmente para este dia e para este blog o poema acima transcrito. Poeta, jornalista, tradutor e realizador com trabalhos em televisão e vídeo, Luís Filipe Sarmento é autor de títulos como Trilogia da noite (1978), Nubens (1979), Fragmentos de uma conversa de Quarto (1989), Boca barroca (1990) e de A Crónica da Vida Social dos Ocultistas (2008).

3 Maio 2009 ás 10:40 pm
OBRIGADA Luís…
Não há mais nada que possa dizer… A não ser como foi importante para mim receber esta “prenda” fantástica neste dia tão especial…
Muito muito OBRIGADA por ter lido o que está escrito nas estrelas…
3 Maio 2009 ás 11:07 pm
Não posso deixar de agradecer estas palavras cheias de Amor, que dedicou a todas nós. Muito obrigada Luís Filipe Sarmento.
Jamais poderemos ser esquecidas…
cumprimentos
MRR
3 Maio 2009 ás 11:25 pm
muito Obrigada…
É lindo este poema, apesar de me fazer chorar, conseguiu animar-me neste dia que me custa tanto a passar!
bem haja…
3 Maio 2009 ás 11:29 pm
Espero que em breve o meu sonho seja realizado. O meu e o de todas a mães que por enquanto apenas se podem limitar a imaginar.
Muito obrigada pelo poema que transparece tão bem os nossos sentimentos.
Obrigada por este presente num dia em que a realidade nos dói ainda mais.
Ana Sofia Caniço
3 Maio 2009 ás 11:43 pm
Agradeço ao Luís Filipe Sarmento a doçura das palavras que nos dedica.
A imagem que ilustra este poema é a mesma para que olho diariamente, pois tenho-a pendurada em frente à minha cama.
Porque a minha maternidade está adiada, mas não perdida.
3 Maio 2009 ás 11:43 pm
simplesmente lindo, lindo, lindo…delicioso. parabéns por mexer tão bem com as palavras. obrigada
3 Maio 2009 ás 11:54 pm
Quando se junta um grande talento ( o dom da palavra) e uma grande sensibilidade, ainda por cima dum homem, eis o que sai um poema sublime!
Quem consegue conter uma lágrima? EU NÃO!
Muito obrigada por este poema que consegue traduzir o que vai na alma de todas nós que acreditamos: o nosso bébé simplesmente ainda não chegou. Está apenas um pouco mais além!
Lindita
4 Maio 2009 ás 12:42 am
Obrigada! É só o que consigo dizer! Obrigada!
4 Maio 2009 ás 1:03 pm
A única prenda que recebi até hoje, neste dia tão dificil, no qual a dor se agudiza. Muito obrigado do fundo do coração.
4 Maio 2009 ás 2:25 pm
Obrigado pelo POEMA, é lindissímo!!!
4 Maio 2009 ás 7:06 pm
Obrigada por alguém se lembrar de nós!
Está lindo lindo !
Carla.
4 Maio 2009 ás 9:19 pm
Está tudo dito e muito bem dito.
É para todas nós mais uma forma de alento para continuarmos nessa difícil caminhada.
É também uma prenda muito bonita neste dia que para nós é tão difícil…
Muito Obrigada
16 Junho 2009 ás 11:47 pm
São de facto palavras muito bonitas, que nos traz uma brisa de alento, nesta dificil caminhada.
E para o pai? Há prendinha? Já merecia!………..
Embora se pense que poderá “levar a coisa na desportiva” mas, também sofre, e muito. Também fica angustiado, frustrado, no “escuro”, sem saber “onde está o interruptor”. Também sente o chão a “escapar-lhe debaixo dos pés”. Alguns conseguem “disfarçar” melhor que outros, mas, sofrem também!…..
Bem haja pelo poema.
11 Maio 2010 ás 12:00 pm
Muito bem escrito! Resume muito bem os sentimentos de um casal que tenta ter um segundo filho ou filha!!!
Gostaria de conseguir exprimir-me assim.