Geração FIV
Continuam a surgir estudos sobre a evolução física e psicológica das crianças nascidas através de FIV. Se numa fase inicial, como é sabido, era comum dizer-se que não existia qualquer diferença ou risco no uso da FIV, nos últimos anos tem sido possível chegar a resultados mais concretos. Em Fevereiro de 2010 a revista oficial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (Fertility and Sterility) publicou um trabalho que analisava quase duas centenas de crianças nascidas através de FIV, agora com idades entre os 18 e os 26 anos. Os resultados, apesar geralmente satisfatórios, revelam uma propensão acrescida para problemas psicológicos (sobretudo défice de atenção e hiperactividade) e uma incidência maior de alguns problemas congénitos. Trata-se realmente de uma área onde há muito para fazer e para conhecer, pois não estamos sequer em posição de compreender e isolar propriamente cada uma das causas e das consequências, entre os procedimentos relacionados com a FIV, os factores relacionados com a gravidez e a frequência de múltiplos, a especificidade dos casais que recorrem à FIV ou mesmo a influência de aspectos sócio-educativos. O estudo original pode ser consultado aqui. Uma versão jornalística está disponível aqui.
