A minha vida secreta

Publicado em Opinião por Anna Pires em 04 Janeiro 2009

finger_art1.jpg

“Não SOU adoptada; as minhas origens são misteriosas.”

Como pessoa que foi adoptada, repeti esta frase inúmeras vezes ao longo da minha vida. Gosto tanto dela que a coloquei na boca de uma personagem no romance que estou agora a escrever. Tanto a personagem como eu própria temos orgulho nesta afirmação. Imaginamo-nos a viver nas páginas densas da ficção do século XIX, uma época em que a questão da origem – saber quem era o pai e a mãe – não era tão importante quanto as “circunstâncias” de cada um de nós.

Alguns dirão que cheguei a esta conclusão porque até há pouco desconhecia tudo o que rodeou a minha adopção. Mesmo a data da sua ocorrência era um segredo. (A funcionária disse-me ao telefone, “Esses são dados reservados”; e eu perguntei “Sei que não os posso ver, mas posso ao menos saber a data que consta nos registos?”. Ela responde: “Até isso está selado” – uma declaração perturbadora, pois fazia-me imaginar uma sucessão infinita de envelopes dentro de outros envelopes.

Claro, ter origens misteriosas é um assunto complicado nos dias que correm. Uma pessoa pode ser gerada num ventre desconhecido e os genes serem uma combinação entre os nossos pais e uma estranha; o ventre materno pode até misturar apenas os genes da mãe com os de um estranho – para não falar no caso dos irmãos desconhecidos que podem andar por aí, após uma doação de esperma. Existem pais adoptivos e pais biológicos, mães gestacionais e dadores de gâmetas – toda uma diversidade de adultos que podem reclamar a paternidade/maternidade com base no sangue, nos genes, no nascimento, na lei ou no afecto.

Temos direito a conhecer estas pessoas todas? Se assim for, terão estas pessoas também o direito recíproco de conhecer as crianças em cujo nascimento participaram?

Não vou sequer tentar responder a estas perguntas. Parece que estamos destinados a ter uma longa conversa sobre este assunto nos anos que aí vêm. É certo que tudo aponta para uma maior abertura, para um “direito” em conhecer. Não sou contra esta tendência. Apenas quero dar ao desconhecimento a atenção que lhe é devida.

Gosto de mistérios. Gosto do sentido absolutamente singular que advém de termos uma origem desconhecida (por mais falso que esse sentido possa ser). Tenho uma amiga próxima que também é adoptada. Trocámos umas ideias quando considerámos a possibilidade de inscrevermos os nossos nomes no registo de adopção do Estado de Nova Iorque, onde poderíamos saber algo mais sobre o nosso passado.

A minha amiga cresceu numa pequena vila perto de uma universidade. Ela tinha inventado para si própria uma fantasia satisfatória, segundo a qual a mãe e o pai tinham estado na vila como bolseiros do Banco Mundial, desempenhavam os papéis de “rei” e “rainha”, numa região remota em que toda a gente gozava de boa saúde e sobrevivia em regime dietético, baseado em iogurte de iaque, até aos 110 anos de idade. Ela decidiu não avançar com o registo. “Para mim uma família é mais do que suficiente”, disse-me.

As minhas fantasias eram mais difusas: o conjunto de pais incluía uma actriz, músicos populares, escritores e intelectuais. Tenho a certeza de que nenhum deles era como os especialistas em computação e ciência que correm nas veias da família do meu pai adoptivo. Creio que é por sua causa, por causa do exemplo destes engenheiros e professores de matemática, que eu própria entrei para engenharia informática, um campo para o qual não tenho uma inclinação natural (era suficientemente boa, mas tive de estudar bastante). Se eu tivesse sido educada por sonhadores compulsivos - escritores, leitores ou os que escrevem cartas sem fim – pessoas que certamente incluíram os meus pais “naturais”, jamais teria passado vinte anos como programadora de computadores.

E este é exactamente o meu ponto. Imagino logo a minha mãe biológica percorrendo as páginas de “Daniel Deronda” (Livro V, “Mordecai”), de George Eliot, dizendo “Querida, andas para aí a lutar com esses programas austeros e ainda nem leste ‘Middlemarch’”. E assim eu teria desistido precocemente de tentar o meu algoritmo da sorte, tal como teria passado ao lado da profissão que define a época em que vivemos.

Ninguém é o equivalente genético dos seus pais. A Natureza deu-se ao trabalho de garantir que somos diferentes (mais uma boa razão para lutarmos contra a hipótese de juntar a clonagem ao leque das opções parentais). Através do milagre da recombinação genética, cada filho, com excepção de um gémeo monozigótico, constitui-se como um indivíduo único. Até o ambiente do ventre materno opera as suas subtilezas, de modo que quando nos confrontamos com a luz do dia, estamos já por nossa conta. Conhecer cada um dos nossos antepassados jamais resolverá o mistério mais profundo, justamente o insondável que é conhecer aquilo que um dia seremos.

New York Times, 1 de Janeiro de 2009
http://www.nytimes.com/2009/01/02/opinion/02ullman.html?_r=1

[Ellen Ullman é autora de diversos livros de programação informática e de dois romances]
A tradução é do Marco, no Fórum APFertilidade:
http://forum.apfertilidade.org/phpBB2/viewtopic.php?t=22272

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 21 Dezembro 2008

ivf-tote-bag.JPG

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 03 Novembro 2008

ivffashion7.jpg

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 18 Outubro 2008

t-shirt-stroller.jpg

Porque é que queremos ter filhos?

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 10 Outubro 2008

filho11.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há cerca de um ano coloquei no Fórum da APFertilidade a seguinte pergunta: “Porque é que queremos ter filhos?”. Esta é talvez a questão mais importante para nos ajudar a traçar o caminho a seguir. Eis as vossas respostas, transformadas nesta nuvem. Lanço então novo desafio: Será que algo mudou neste último ano? Serão estes ainda os mesmos motivos por que queremos ter filhos? Convido-vos a deixarem aqui o vosso comentário com as razões que vos levam a querer um filho, para assim ajustarmos (ou não!) a nuvem de Outubro, fazendo-a circular novamente pelo ciberespaço.

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 15 Setembro 2008

baseball2.jpg

Estamos de volta com a colecção Outono/Inverno da nossa linha exclusiva “IVF Fashion”. Aqui temos uma linda “baseball jersey”. Esperamos ver um dia todos os nossos leitores vestidos com ela.

Nuvem da infertilidade

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 25 Agosto 2008

newcloud.JPG

Aqui fica a “Nuvem da infertilidade”, construída pela comunidade APF. A todos os que participaram, os nossos agradecimentos. O tamanho das palavras está relacionado com a frequência com que apareceram na nossa lista. Como podem constatar, nem tudo é negro na “Nuvem da Infertilidade”; também há clareiras e palavras com força positiva.

Desafio: Fica ainda o convite a todos os nossos amigos, para que copiem esta imagem, com link para o Blog APFertilidade. Vamos pôr a nossa nuvem a circular pelo ciberespaço, ilustrando os sentidos e as emoções da infertilidade.

PS: Deixem dp. comentário aqui, para fazermos uma visita ao vosso blog.

30 anos de FIV

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 26 Julho 2008

19-test_tube_baby1.jpg

«Conhece Louise Brown? E a sigla FIV? Pois Louise Brown, o primeiro ser humano concebido por FIV, faz hoje 30 anos. Desde então já nasceram mais de três milhões de bebés-proveta - e vêm aí mais revoluções… Lesley Brown tinha 32 anos; ela e o marido, John, andavam há anos a tentar ter filhos. Mas tal não era possível, porque Lesley tinha as trompas de Falópio - os tubinhos por onde os ovócitos viajam dos ovários até ao útero - bloqueadas. Em finais de 1977, dois médicos britânicos, Patrick Steptoe e Robert Edwards, especialistas em fertilidade, decidiram tentar algo de absolutamente pioneiro: uma fertilização in vitro.

No laboratório, colheram um ovócito nos ovários de Lesley e fertilizaram-no, fora do corpo de Lesley, com o esperma de John. Dessa maneira, numa “proveta”, foi concebido um embrião que a seguir implantaram no útero da jovem mulher.

Nove meses mais tarde, no hospital de Oldham, nos arredores de Manchester, nascia por cesariana, pouco antes da meia-noite de 25 de Julho de 1978, uma menina, Louise Joy, com dois quilos e 600 de peso. “Joy” significa “alegria” em inglês.

Ao longo desses nove meses, os médicos tentaram manter secreta a gravidez de Lesley. Mas não conseguiram: Louise tornou-se famosa no útero da mãe, que teve mesmo de se esconder temporariamente para fugir aos jornalistas “que a perseguiam por toda a cidade de Bristol”, onde morava, contou Edwards há dias à BBC. O próprio Steptoe (entretanto falecido), receoso de que o stress estivesse a pôr a gravidez em risco, escondeu-a no seu carro e levou-a para casa da mãe dele.

A prova da sensação que o caso provocou é que, quando Lesley deu finalmente entrada no hospital para ter a filha, os repórteres fizeram tudo para tentar ver a futura mãe - desde lançar um alerta de bomba para fazer evacuar as instalações até mascarar-se de empregados da limpeza. Nem os gémeos de Angelina Jolie e Brad Pitt suscitaram tal febre jornalística… Os primeiros instantes de vida de Louise foram filmados e o vídeo tornou-se famoso.

Olhando hoje para as fotografias de Louise e lendo os pormenores do seu percurso de vida, nada indica que a sua estreia na vida tenha sido algo de tão espectacular, de tão inédito - “milagroso” dizem alguns, “revolucionário”, contrapõem outros. Louise é uma pessoa de aparência banal com uma vida pacata e banal. Já trabalhou como funcionária dos correios de Bristol e como enfermeira numa escola. Casou-se e, há 18 meses, tornou-se por sua vez mãe de um menino, Cameron (concebido naturalmente).

A fertilização in vitro também ganhou em banalidade e passou a ser procedimento vulgar de procriação medicamente assistida. Poucos anos depois do nascimento de Louise, os seus pais tiveram, também por FIV, uma outra menina, Natalie. E hoje já são mais de três milhões os bebés-proveta concebidos por FIV a nível mundial. A FIV é tão comum na medicina actual que, segundo um artigo do New York Times, “quase todos os norte-americanos conhecem hoje uma família que poderia não ter existido sem a FIV ou uma das suas variantes.”

Na altura, porém, a mera existência de Louise, concebida em condições consideradas dignas da ficção científica, foi notícia no mundo inteiro e causou furor - tanto a favor como contra. Houve sectores religiosos que consideraram que os médicos estavam a brincar aos deuses e, também no New York Times, um editorialista comentou que “nunca tinha havido tanta ambivalência face a um avanço científico desde a invenção das armas nucleares”.

Uma coisa é certa: a entrada em cena da FIV significou uma revolução na medicina da reprodução e é considerada “como um dos mais notáveis avanços médicos do século XX”.»

Ler artigo completo no Público: http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2008&m=07&d=25&uid=&id=270024&sid=54367

IVF Fashion (Memórias)

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 22 Julho 2008

back-front.JPG

E porque a vida é feita de memórias, iniciamos esta rúbrica com o slogan, criado pela nossa Sara, que fez furor no fórum quando ainda eramos API.

A imagem da infertilidade

Publicado em Infertilidade, Sobreviventes por Anna Pires em 21 Julho 2008

pam1.jpg

«Esta é a minha imagem da infertilidade. Sim, quando esta foto foi tirada eu estava na lista de espera para um dos mais avançados tratamentos de fertilidade num dos mais conceituados hospitais do nosso planeta. Estávamos lá porque um médico do instituto “Silicon Valley” disse-nos que seria praticamente impossível conceber sem recorrer a procedimentos de alta tecnologia.

Enquanto brindava a mais um aniversário (na foto), secretamente estava a pensar que no aniversário seguinte estaria a segurar um bebé e não um copo de vinho na mão.

Naquele tempo de esperança e inocência (e quando ainda era loira) eu não tinha ideia nenhuma o quanto me iria apegar às imagens das ecografias a meio do ciclo. O embriologista aumentava ainda mais a minha esperança ao dizer-me que os meus embriões pareciam ser de uma mulher 10 anos mais nova. Eram “lindos”, dizia ela.

Quantos sonhos não associei a eles! E que difícil que era chegar tão perto da maternidade; passando com uma perna às costas todos os testes da medicina reprodutiva, mas chumbando o exame final! Entrei em negação nos anos que se seguiram. Ainda era jovem o suficiente para engravidar espontaneamente e, tendo sido educada na religião católica, ainda acreditava em milagres. Simplesmente não conseguia desligar-me da ideia que tínhamos chegado tão perto de criar os nossos filhos.

Apenas nestes últimos 18 meses é que decidi que estava na altura de finalmente abrir mão da esperança, enterrar o sonho e fazer o meu luto devidamente. Desde então tenho sentido de forma instintiva as emoções dolorosas que eu tinha fechado a sete chaves dentro de mim. Tem sido difícil. Nunca pensei que seria possível sentir uma tristeza tão profunda, mas houve tempo suficiente para essa tristeza ir crescendo dentro de mim. Já se passaram 12 anos desde que primeiro imaginei como seria conceber, estar grávida, e depois ver os olhos do meu marido ou o sorriso da minha mãe ou o humor do meu pai ter continuidade num filho meu. Agora estou a fechar um capítulo da minha vida.

Está na altura de olhar para a frente e não para trás (…) E para todas que ainda tentam engravidar, eu espero que compreendam que caso tenham sucesso ou não, é sempre possível apanhar os cacos e refazer a vida.»

http://coming2terms.com/2008/06/08/becoming-me.aspx

Pamela Tsigdinos, 44 anos, desistiu de tratamentos depois de longos anos a lutar contra a infertilidade, optando por uma vida sem filhos. Hoje ela dedica-se ao seu blog coming2terms, ajudando outros casais inférteis que “optaram” por uma vida sem filhos a lidar com as suas emoções.

Monsanto: Lendas e Festas da Antiguidade

Publicado em Mitos & Lendas por Anna Pires em 19 Julho 2008

monsanto.jpg

«As ruelas tornam-se mais estreitas e quase capilares, aproximando as muralhas do castelo. Deste ponto alto da serra a aldeia é só já um conjunto de telhados incrustados em declive rochoso. Obeliscos graníticos irrompem na paisagem grandiosa. As serras, os vales e uma vista quase infinita sobre a terra e o céu, o espaço…

Pela porta arqueada do castelo, onde outrora existiu um fosso com ponte levadiça, segue a procissão. No pátio, o rancho folclórico inicia a penúltima fase deste ritual milenar. Ao som do acordeão, as bonecas marafonas não param de dançar.

Adoradas como símbolo, amuleto ou potestade, não há noiva que ao casar não a coloque sobre o leito na noite de núpcias. Funciona então como a deusa da fertilidade. Não tem olhos, nada vê do que se passa na cama. E se não tem olhos, como dizem com ironia as mulheres, não pode ver a «badalica» do noivo.

Não tem boca nem ouvidos, nada ouve, nada conta. Deidade silenciosa e cúmplice que, em troca do seu silêncio, garante a continuidade da família.

Ao fim de hora e meia extenuados, músicos, bonecas e mulheres dão por finda a actuação. Mais um lanço de escadas e o bezerro chega finalmente ao destino. A amurada mais alta do castelo. Num ri-tual pagão é dita a reza e agrupados junto à muralha os lançadores esperam o momento do arremesso. Em gritaria colectiva, os objectos rituais são atirados «borda fora» e, ao embaterem nas escarpas rochosas, quebram-se abandonando as flores ao vento.

Os adufes calam-se suavemente. Debaixo do braço das mulheres repousam no regresso a casa. Instrumento de origem árabe, toda a aldeã que se preze sabe executá-lo.

Adufe é isso: uma caixa musical cujo som vai bem ao modo do cantar das gentes da Beira Baixa e das melodias ritmadas, ao «jeito» da terra cantaroladas, para exaltar a Virgem Maria, a mulher desposada, o castelo da terra ou a Senhora do Almortão.

A brisa traz o aroma de churrasco. Está na hora de descer para a aldeia. O caminho torna-se mais fácil e a arquitectura mais definida.

A construção das habitações, térreas ou de um só piso, são de traço típico popular beirão e apresentam uniformidade de estilo. Sobressaem na paisagem morena os solares pertencentes à fidalguia. Nos pátios das casas de pedra que parecem nascer entre rochas e flores assam-se febras, frangos e bacalhau. O vinho não se faz por esperar. A euforia das festas continua tarde fora até ao anoitecer pelas ruas de Monsanto: O burgo mais português.»

http://www.rotas.xl.pt/0300/a03-01-00.shtml

Infertilidade: 7 vozes, 7 rostos

Publicado em Infertilidade por Anna Pires em 17 Julho 2008

infertility_533.jpg

Pamela Tsigdinos, 44: «Para mim, com o avançar da idade, dou-me conta o quanto a infertilidade tem a ver com perder importantes acontecimentos da vida: o primeiro dia de escola, o Dia da Mãe (…) Todas as pequenas coisas que fazem parte do quotidiano da maioria das pessoas e que, para quem não pode ser filhos, são recordações do que nos faltam na vida.»

Barbara Collura, 44: «As pessoas dizem-nos para adoptar, mas a verdade é que demorou 2 anos, desde que paramos os tratamentos, para que o meu marido e eu tomássemos essa decisão.»

Rebecca Flick, 32: «A infertilidade é uma doença. Eu tenho uma doença. Essa doença não desaparece só porque tenho um bebé de 5 meses.»

Angela Cochran, 34 : «Eu sentia que estava a desiludir o meu marido cada vez que lhe dizia que não estava grávida. Mas ele não se sentia assim (…) Desde que comecei esta caminhada nunca mais perguntei às pessoas quando planeavam ter filhos.»

Susan Slotnick, 47: «A dor nunca desaparece, aprende-se a lidar com ela, como outras dores crónicas na vida. É difícil para quem passa por tratamentos de infertilidade ver a luz ao fundo do túnel, mas chega-se a uma solução. Quer através de tratamentos, quer através de adopção, ou mesmo optando por uma vida sem filhos. Decidirmos ser uma família de 2, foi uma boa solução para nós.»

Michelle Segar, 41: «Vamos experimentar isto, e depois outra coisa, e depois aparece um novo protocolo que se pode tentar. Sinto que as pessoas não são aconselhadas a irem mais devagar nas suas decisões (…) Depois de 2 anos de tratamentos, estávamos preparados para avançar por um novo caminho. Descobrimos que o que queríamos era sermos pais.»

Karen Abraham, 32: «Acho a Educação Sexual algo fantástico. No entanto, a maioria das raparigas não compreendem a realidade das variações que ocorrem no corpo da mulher (…) Nem todas têm ovulações ao 14º dia do ciclo, ou têm ovulações todos os meses e nem todas têm o período depois de 28 ou 30 dias.»

Oiçam estas vozes da infertilidade no New York Times

 

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 13 Julho 2008

apfertilidade.JPG

Um apelo à comunidade APFertilidade! Com tanta criatividade e imaginação que anda por aí, esta vossa fashion designer está a precisar de inspiração para a nova colecção. Enviam os vossos slogans para a nossa nova linha de t-shirts (in)férteis no blog. Publicaremos as t-shirts com os vossos slogans aqui no IVF Fashion. Conto convosco!

Fofoca (in)fértil

Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 12 Julho 2008

cindy_margolis_081507_07_cbb2.jpg

Hello Darlings! 

Sabiam que beleza e sensualidade nem sempre são sinónimos de fertilidade? Peguemos no caso da lindíssima Cindy Margolis, modelo (ex-coelhinho Playboy), actriz (de Baywatch, se não me engano), apresentadora, escritora, enfim, “superstar”, que fala abertamente dos tratamentos a que se teve de submeter para conseguir os seus filhos.

Logo que casou com Guy Starkman, começaram as tentativas para construir uma família, mas todas infrutíferas. Os dois anos seguintes foram de grande tristeza para Cindy, com os meses a passarem sem sinais de gravidez. Depois de consultarem especialistas de infertilidade, vieram os tratamentos. A Cindy descreve esse tempo como ”de grande solidão e desespero”. Se isso não bastasse, a actriz também teve que encontrar formas de combater o aumento brusco de peso devido aos tratamentos. Ora, para quem vive da sua imagem, não deve ter sido nada fácil.

À 4ª FIV veio o tão desejado positivo! Mas o pior ainda estava para vir. A Cindy ao descrever a sua gravidez diz que por um lado era o tempo de “antecipação, optimismo e sonho”, mas por outro, significava “medo, insegurança e dúvidas”. Devido às numerosas complicações que colocavam em risco a vida do bebé, Cindy foi internada às 24 semanas, onde se manteve em repouso absoluto até ao fim da gravidez. Mas a dor, as orações e as lágrimas resultaram num milagre, com o nascimento do seu filho Nicholas Isaac. Depois de mais 3 tentativas de FIV e dos médicos desaconselharem uma nova gravidez devido aos riscos, a Cindy recorreu a uma “surrogate” (barriga de aluguer), algo comum na América, para aumentar a família. Esta nova ”gravidez” trouxe as suas filhas gémeas, Sabrina e Sierra, para completarem a família.

Hoje a Cindy dá a cara pela infertilidade, como porta-voz da RESOLVE. Diz ela: «Aqui na América damos tanta importância aos valores de família, no entanto as seguradoras não cobram todos os tratamentos de fertilidade. Algumas só cobram inseminações e a primeira ou segunda tentativa de FIV. Eu sujeitei-me a 7 FIVs.». Minha querida, desculpa lá, mas sempre é melhor do que cá em Portugal, onde as seguradoras nem reconhecem a infertilidade como uma doença.

Freakonomics

Publicado em Opinião por Anna Pires em 11 Julho 2008

freakonomics.jpg 

Medicine and Statistics Don’t Mix

Stevin D. Levitt - New York Times

Some friends of mine recently were trying to get pregnant with the help of a fertility treatment. At great financial expense, not to mention pain and inconvenience, six eggs were removed and fertilized. These six embryos were then subjected to Pre-Implantation Genetic Diagnosis (P.G.D.), a process which cost $5,000 all by itself.

The results that came back from the P.G.D. were disastrous.

Four of the embryos were determined to be completely non-viable. The other two embryos were missing critical genes/D.N.A. sequences which suggested that implantation would lead either to spontaneous abortion or to a baby with terrible birth defects.

The only silver lining on this terrible result is that the latter test had a false positive rate of 10 percent, meaning that there was a one-in-ten chance that one of those two embryos might be viable.

So the lab ran the test again. Once again the results came back that the critical D.N.A. sequences were missing. The lab told my friends that failing the test twice left only a 1 in 100 chance that each of the two embryos were viable.

My friends — either because they are optimists, fools, or perhaps know a lot more about statistics than the people running the tests — decided to go ahead and spend a whole lot more money to have these almost certainly worthless embryos implanted nonetheless.

Nine months later, I am happy to report that they have a beautiful, perfectly healthy set of twins.

The odds against this happening, according to the lab, were 10,000 to 1.

So what happened? Was it a miracle? I suspect not. Without knowing anything about the test, my guess is that the test results are positively correlated, certainly when doing the test twice on the same embryo, but probably across embryos from the same batch as well.

But, the doctors interpreted the test outcomes as if they were uncorrelated, which led them to be far too pessimistic. The right odds might be as high as 1 in 10, or maybe something like 1 in 30. (Or maybe the whole test is just nonsense and the odds were 90 percent!)

Anyway, this is just the latest example of why I never trust statistics I get from people in the field of medicine, ever.

My favorite story concerns my son Nicholas:

Relatively early on in the pregnancy we had an ultrasound. The technician said that although it was very early, he thought he could predict whether it would be a boy or a girl, if we wanted to know. We said, “Yes, absolutely we want to know.” He told us he thought it would be a boy, although he couldn’t be certain.

“How sure are you?” I asked

“I’m about 50-50,” he replied.

http://freakonomics.blogs.nytimes.com/2008/04/09/medicine-and-statistics-dont-mix/?scp=8&sq=ivf&st=cse

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 06 Julho 2008

ivf-cap.jpg

Fofoca (in)fértil

Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 26 Junho 2008

sandrainf2.jpg

Hello Darlings!

Que mania que as pessoas têm de andarem sempre a perguntar: «Então, quando é que vêm os filhos?». Pois a minha querida amiga Sandra Bullock, de 44 anos, também não acha piada nenhuma. Há uns anos atrás, na estreia do filme “Infamous”, a actriz zangou-se com um jornalista que lhe perguntou se ela e o marido estavam à espera dum bebé. A nossa lindíssima Sandra exaltou-se e, apontando um dedo na cara da jornalista, disse: «Meu Deus, essa pergunta é horrível. E sabe que mais? E se eu não pudesse ter filhos?» É assim mesmo, Sandra. Apoiado!

Deixo aqui um desafio: o que é que gostariam de dizer às pessoas quando vos fazem este tipo de perguntas?

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 23 Junho 2008

ivffashion.JPG

PostSecret

Publicado em Imagens por Anna Pires em 20 Junho 2008

Um ano de “Vozes Amigas”

Publicado em APFertilidade por Anna Pires em 15 Junho 2008

3d_art_-_our_world.jpg

“You must be the change you want to see in the world” - Mahatma Ghandi

Foi este o lema escolhido há um ano atrás para a nossa rede de Grupos de Apoio. Um ano depois, a mudança é já bem visível:

  • Já não sentimos vergonha, porque sabemos que a infertilidade é uma condição médica;

  • Já conseguimos falar abertamente sobre a nossa doença e assim “mudar” também as pessoas à nossa volta;

  • Descobrimos caminhos e novas direcções, onde antes apenas havia portas fechadas;

  • Já não nos sentimos tão sozinhos, porque sabemos que há um cantinho especial onde vamos recarregar as baterias e alimentar a esperança quando ela começa a faltar.

E graças a todos vós, a mudança já se começa a sentir no mundo que nos rodeia. Os sinais são visíveis.

Um agradecimento muito, mas mesmo muito especial a todas as Coordenadoras dos nossos Grupos de Apoio; pela vossa dedicação, pelo carinho com que se dedicam a este projecto. Podemos dizê-lo assim: sem vós, nada disto seria possível!

João Sem-Irmãos

Publicado em Livros por Anna Pires em 13 Junho 2008

joao.jpgjoao.jpgjoao.jpgjoao.jpgjoao.jpg

 «João sem-irmãos é a história de um menino que não tinha irmãos. O João habituou-se a brincar sozinho e a fazer de cada árvore, de cada rajada de vento, seus companheiros e irmãos. Conheceu o Afonso, que tinha 6 irmãos e não sabia como brincar e como viver quando eles não estavam presentes. O João não tinha aqueles medos e ajudou-o a tirar o melhor partido da vida, mesmo estando sozinho.» 

De Paula Pato e Paulo Oliveira; Ilustração de Paulo Oliveira 

Fica aqui a recomendação deste livro para todos os pais que, tal como eu, não conseguem ou não querem ter mais filhos. Através do imaginário infantil, João explica aos meninos que também há coisas boas em ser filho único.
www.webboom.pt/ficha.asp?ID=171526

 

Viva o Stº António

Publicado em Mitos & Lendas por Anna Pires em 13 Junho 2008

festajunina14ow.jpg

«As festas juninas guardam sinais de tradições. Inúmeros povos da Antiguidade, como os celtas, os egípcios e os persas, celebravam Juno, o deus da fertilidade, durante o solstício de verão – o dia mais longo e a noite mais curta do ano, que no hemisfério norte ocorre em junho. Ao pé da fogueira, eram feitas oferendas para garantir a boa colheita, espantar os maus espíritos e trazer a prosperidade. Com o tempo, a Igreja Católica aliou essas tradições a seu calendário.

Por aqui [Brasil], as comemorações do mês de Junho foram trazidas pelos portugueses e se uniram aos costumes indígenas (que também cultuavam o fogo) e aos dos negros. Desse caldeirão de culturas, veio o nosso jeito de festejar, com dança (quadrilhas), bandeiras coloridas e comida à base de amendoim e milho. Para agradar a Santo Antônio, que recebeu o título de casamenteiro, em seu dia, 13 de Junho, é erguido um mastro com sua imagem na ponta. Quem quer encontrar seu par tem que colocar a mão nele. Essa e outras simpatias fazem parte da festa. »
http://bonsfluidos.abril.com.br/livre/edicoes/0098/03/03.shtml

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 12 Junho 2008

boxer.jpg

Cadeiras

Publicado em Artes por Anna Pires em 11 Junho 2008

 cadeira.JPG

 «Esta pintura representa uma sala de espera, numa clínica de infertilidade; queria algo mágico. O quadro está cheio de símbolos. As abelhas são as pessoas que trabalham com o Doutor (a cadeira). As abelhas trabalham arduamente, levando o pólen de flor em flor, para as fertilizar.»

Carmen Martínez Jover é uma artista plástica que tem uma paixão por “cadeiras”. O seu trabalho desperta-nos sentimentos de felicidade, de estar-junto, de solidão, de tristeza. Utilizando cores vivas, as suas pinturas contam-nos histórias de muitas famílias e emoções. As representações de cadeiras começaram por ser a sua forma de expressar sentimentos pessoais de tristeza, frustração ou impotência em relação à infertilidade; graças a estes momentos de meditação interna, conseguiu assim criar novas formas de expressar o seu amor pela vida e de persisitir na vida.

www.carmenmartinezjover.com/index02.html

Fofoca (in)fértil

Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 10 Junho 2008

alex_kingston.jpg

Hello Darlings! 

Quem é fã de ER que se acuse. Cá estou com o dedo no ar…! Já agora, alguém sabe o nome da actriz que dá vida à personagem de Dr. Elizabeth Corday? Lembram-se daquela médica que teve um romance com Benton e depois mais tarde casou com Mark Greene (o que eu chorei quando ele morreu…). Quem pensou em Alex Kingston, acertou! 

Alex Kingston batalhou 6 anos contra a infertilidade, até conseguir a sua menina, Salome, em 2001. Diz ela: «Desde os meus 18 anos que sonho ser mãe e nunca pensei que teria problemas. Mas apercebi-me durante o meu primeiro casamento [com Ralph Fiennes] que isso não iria acontecer de uma forma natural. Não foi diagnosticado qualquer problema. É daquelas coisas. Como não iria acontecer naturalmente, o Florian [marido actual] e eu decidimos avançar para FIV.» 

Diz a Alex que os tratamentos eram muito desgastantes, sobretudo quando tinha que passar 15 horas nos estúdios a gravar. A actriz teve tanto medo que os tratamentos não resultassem, que optou por não dizer a ninguém nos primeiros meses. Foi o apoio incondicional do marido que a ajudou a ultrapassar os momentos menos bons. Procurou também a ajuda de uma psicóloga e praticou ioga. Coisas que a gente percebe…

Quando questionada pelo Guardian sobre como se sentiria se a maternidade lhe tivesse escapado, diz a Alex: «A ideia de não vir a ser mãe não me assustava, porque nunca pensei que conseguiria mesmo engravidar. Já estava a tentar há tantos anos e nada; bem lá no fundo já tinha aceitado que nunca iria acontecer. Mas sim, ter-me-ia arrependido. Ainda hoje quero dar um irmão à minha filha. Pode ou não resultar, posso até ter sido uma sortuda por ter já uma criança.» 

Hoje a Alex Kingston apoia a HER trust, uma associação que se dedica a investigar a “infertilidade inexplicada”, aprofundando as questões que ainda não têm respostas.

S. Pedro de Rates

Publicado em Mitos & Lendas por Anna Pires em 09 Junho 2008

rates.jpg

 

 

 

 

 

 

«S. Pedro de Rates é a maior freguesia do concelho da Póvoa de Varzim (com uma área de 1.383 ha). Desconhece-se a sua origem: a maior parte dos estudiosos afirma-a anterior à ocupação romana ou, pelo menos, do tempo desta (o que o termo “ratis” parece comprovar).»
www.cm-pvarzim.pt/municipio/juntas-de-freguesia/s-pedro-de-rates

 «Conta a tradição que S. Pedro de Rates foi convertido ao Cristianismo pelo Apóstolo S. Tiago, aquando da sua peregrinação pela Hispânica, no século I. Durante essa viagem, cumprindo a missão de difundir a mensagem de Cristo, morto e ressuscitado havia pouco tempo, foi deixando sementes que germinaram e fortaleceram as raízes da Igreja Católica Apostólica Romana, num império hostil à nova Fé. Pedro seria um dos 7 varões ordenados pelo Apóstolo, em Santiago de Compostela, e nomeado bispo de Braga.

Na lenda, o episódio que fez dele um mártir teve origem num milagre: solicitado para curar de doença fatal a filha de um poderoso pagão, S. Pedro de Rates conseguiu-lhe tal dádiva. Reconhecida, converteu-se ao Cristianismo, o que causou a ira do pai e consequente desejo de vingança. Avisado, o Santo refugiou-se em Rates, mas foi aí encontrado e assassinado. Ficou sepultado sob as ruínas da pequena capela onde tudo aconteceu, pois, à semelhança da vida do religioso, também foi destruída.

Tempos mais tarde, do alto do monte onde se refugiara, o eremita S. Félix vislumbrava uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade e pela convicção de um chamamento piedoso. Dirigiu-se ao local, procedeu à remoção das pedras e encontrou a causa de tal clarão: o corpo de S. Pedro de Rates.

A transladação do corpo intacto para a Sé de Braga faz, também, parte da lenda. Os factores reportam-se somente à transferência, no século XVI, pelo arcebispo Frei Baltazar Limpo, de relíquias do Santo (pequenos ossos que análises realizadas apontam ter pertencido a uma criança com cerca de 12 anos). O corpo, se alguma vez existiu, teria já desaparecido.

Muito devoto do seu Santo, a Vila de Rates colocou-se sob o seu cuidado. Nos limites definidos pelo caminho do cerco ele vela para que nem fome, nem peste, nem a guerra toquem nos seus protegidos. Para tal pode contar com o apoio de S. Sebastião, que é igualmente celebrado pela paróquia, a 20 de Janeiro.

Invocado para muitas graças, S. Pedro de Rates é, no entanto, associado à esterilidade. De uma antiga fonte com o seu nome diz-se que se poderia obter a cura da enfermidade, cumprindo o seguinte ritual: a mulher deveria sentar-se sobre uma pedra furada que aí existia. Talvez por ser mercê tão divina, tem o Santo fama de vingativo para com quem não cumpre o prometido. É, provavelmente por receio desse “humor”, que muitas mulheres grávidas guardam o dia do Santo – 26 de Abril – e até para os animais fêmeas no mesmo estado não é aconselhável a utilização nos trabalhos.»
www.cm-pvarzim.pt/turismo/conhecer-a-povoa/lendas-e-crencas

Saving Grace

Publicado em Sobreviventes por Anna Pires em 08 Junho 2008

 

grace1.jpg

É uma história tocante. No suplemento do Guardian, Grace, uma mulher do Malawi, infectada com o vírus da Sida, espera agora um filho. Grace retrata a triste realidade de muitas mulheres nesta parte do globo. Depois da morte da filha e do marido, também infectados com o vírus da Sida, previa-se que o seu destino tivesse o mesmo desfecho. No entanto, depois de o Guardian ter publicado a sua história há uns anos, uma instituição humanitária interessou-se por ela e Grace passou a tomar um cocktail de medicamentos, que lhe permite levar a vida com certa normalidade. Entretanto arranjou um namorado, porque esta é a forma de as mulheres arranjarem sustento na sua comunidade, e entretanto o sonho voltou à sua vida, com a chegada de um filho. Às vezes um bebé é razão para viver duas vezes… 

“Then I wonder, I wonder,” she says, hardly able to believe what had happened. “For two and a half months I was worried. But I went to friends and talked. The friends say ah, Grace, don’t worry. Everything is the work of God.” Now, she says, “I want to have a baby. I have no baby. I’m happy to have a baby.” 
http://www.guardian.co.uk/world/2008/jun/07/aids.internationalaidanddevelopment

Infertility

Publicado em Artes por Anna Pires em 06 Junho 2008

infertility.jpg

Samira Abbassy
Infertility, 1999-2000

IVF Fashion

Publicado em IVF Fashion por Anna Pires em 05 Junho 2008

ivff.jpg

Fofoca (in)fértil

Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 03 Junho 2008

marcia-cross-twins.jpg 

Hello darlings!

Iniciamos uma nova rubrica no nosso Blog APFertilidade, dedicada agora à chamada “fofoca” e a outros assuntos VIPs. A infertilidade não toca só a nós, que somos ”common folks”, também chega às estrelas, mesmo às mais altas lá no céu de Hollywood… A grande diferença é que eles terão mais €€€€ e não costumam passar pelas listas de espera da MAC.

Ora, uma das estrelas que mais admiro pela sua honestidade é a lindíssima Marcia Cross de “Desperate Housewives”. Pois fiquem a saber que esta menina deu à luz, aos 44 anos, gémeas, fruto de doação de gâmetas.

Diz a Marcia Cross numa entrevista, «I don’t like the average woman being misled into thinking that fertility is something that goes on forever. When a woman gets older, they get a donor egg, which doesn’t make the baby any less beautiful or perfect. One’s own eggs only last so long, and sometimes at 43 or 44 you can have your own baby, but statistically it’s very difficult and expensive. You don’t want to wait that long.»

 Parabéns, Marcia!

Página Seguinte »