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Sexo e (in)fertilidade

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 18 Abril 2010

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«O post anterior fez tanto sucesso que resolvi continuar no tema sexualidade e infertilidade. Pela repercussão deu para perceber o quanto essa questão provoca mudanças na vida do casal. Em alguns casos, pode uni-los ainda mais, permitindo que falem da tristeza e da impotência frente a situações que fogem ao nosso controle, como a infertilidade. Nesses casos, esses casais poderão compartilhar sentimentos nunca antes experimentados e isso tende a fortificar ainda mais os relacionamentos. Ao mesmo tempo _e mais frequentemente_, essa experiência pode também trazer para fora sentimentos de raiva, de culpa e de desespero.

A dificuldade inicial da gravidez, os exames diagnósticos, os tratamentos, as tentativas frustradas, os abortos, tudo isso vai se somando e o sexo perde rapidamente muitas das associações ligadas ao prazer e ao divertimento. A falha em conceber pode destruir a auto-estima de homens e de mulheres e isso tem impacto direto na sexualidade. E todos esses sentimentos ficam refletidos na cama, que, em última instância, é local onde todos os “problemas” começaram.

A fertilidade é uma expressão muito básica da sexualidade. Em muitas culturas, por exemplo, o homem com vários filhos têm mais status. É considerado mais potente, mais viril do que aquele que não tem nenhum.

É preciso avaliar ainda que a resposta emocional a um diagnóstico de infertilidade envolve muitas perdas: os filhos que não foram gerados, os netos que não foram “dados” ao pai e à mãe (já ouvi muitos relatos de mulheres dizendo que a maior dor da infertilidade foi não ter podido dar ao pai/mãe o neto/a neta que ele/ela tanto sonhava), a continuidade genética, a experiência da concepção, do nascimento e assim por diante.

No enfrentamento da infertilidade, também é comum a mulher se sentir “menos mulher” e o homem, “menos homem”. As mulheres, em geral, sentem frequentemente a sua sexualidade ameaçada quando enfrentam a possibilidade de não engravidar. A chegada da menstruação as deixam fragilizadas, com sentimento de falha. “Quando vi o sangue da minha menstruação hoje, desmoronei. Toda a força que eu pensei que tinha parece ter sido drenada. O sangue parece um lembrete da minha falha. Para muitas mulheres, a menstruação é um sinal da feminilidade e do potencial para a maternidade. Para mim, significa minha falha”, relata uma leitora.

E como melhorar a sexualidade em meio a uma tempestade com essa? Infelizmente, não há uma cartilha a ser seguida. Cada um tem que descobrir dentro de si as chaves para essa intrincada fechadura, que é a vida sexual. Penso que o primeiro passo seja o resgate da auto-estima. Homens e mulheres precisam, individualmente, se sentir bem com eles mesmos, gostar do que vêem no espelho.»

Em parceria com Cláudia Collucci.

Votos de um Ano Novo muito Feliz

Publicado em APFertilidade por APFertilidade em 31 Dezembro 2009

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“The Newborn” (1920) / C. Brancusi (1876-1957)

Boas Festas

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 22 Dezembro 2009

Voz emprestada: sobre o congelamento de óvulos

Publicado em Ciência, Infertilidade por APFertilidade em 13 Dezembro 2009

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A Sociedade Britânica de Fertilidade e a Associação dos Embriologistas Clínicos emitiram novas diretrizes na revista “Human Fertility” sobre a eficácia e a segurança do congelamento de óvulos para fins médicos. As orientações seguem uma profunda revisão das pesquisas publicadas em diferentes tecnologias utilizadas no congelamento de óvulos e apresentam uma série de recomendações clínicas a serem seguidas. As principais são:

1 - O congelamento de óvulos é uma tecnologia emergente com resultados iniciais promissores. O valor do congelamento de óvulos é atualmente limitado por vários fatores, incluindo o número de ovos que podem ser obtidos e as taxas de sucesso alcançado. Há necessidade de uma grande escala mais adequada de ensaios clínicos controlados para melhorar a nossa base de conhecimentos das técnicas mais eficazes.

2 - As mulheres que desejam congelar seus óvulos devem receber informações precisas sobre a segurança e as taxas de sucesso prováveis. Devem ser dadas orientações sobre os benefícios e as limitações do congelamento de óvulos, em comparação com outras opções. Atualmente, o maior sucesso é provavelmente por meio do embrião congelado, em vez do armazenamento de óvulos.

3 - Existem dois métodos principais de congelamento de ovos: resfriamento lento e vitrificação. Estudos iniciais indicam que a vitrificação pode produzir maiores taxas de sucesso do que o resfriamento lento. Mais estudos são necessários para confirmar a segurança dos produtos químicos utilizados para congelar os ovos e a eficiência da vitrificação.

4 - Para melhores resultados, óvulos maduros devem ser recolhidos após a estimulação ovariana, semelhante ao tratamento de FIV (Fertilização In Vitro). O tipo de estimulação ovariana utilizado deve ser ditado pelas necessidades de cada paciente. Por exemplo, as mulheres com câncer hormonodependente (alguns tipos de tumor de mama, por exemplo) podem preferir os tratamentos que minimizem a exposição ao estrogênio.

A diretriz assinala ainda que, até o momento, o congelamento de óvulos está indicado apenas para mulheres que vão se defrontar com uma futura infertilidade por conta de uma cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Não deve ser usado como opção de preservação da fertilidade tendo em vista apenas o declínio da idade.

O professor Adam Balen, da Sociedade Britânica de Fertilidade, é enfático em dizer: “As atuais taxas de gravidez usando óvulos descongelados são muito pequenas, em torno de 2%. É fundamental que haja mais pesquisas e o desenvolvimento de técnicas que aumentem a segurança e o sucesso do congelamento de óvulos.”

Essa é uma informação muito importante porque, no afã de conseguir clientes e aparecer na comunicação, há clínicas brasileiras vendendo gato por lebre. Ou seja, estimulando mulheres na faixa dos 30, que ainda não tem um parceiro, a congelar seus óvulos para que no futuro realizem o sonho da maternidade. Como vocês bem notaram nas diretrizes britânicas, a coisa não é bem assim. Entendo que, para uma mulher com chances reais de se tornar estéril por conta de uma doença, o congelamento de óvulo seja sua última esperança de maternidade. Dentro desse contexto, 2% de chance é melhor do que nada. É bem diferente da situação de uma mulher jovem e saudável, que pode ser induzida a acreditar que, congelando seus óvulos, seu passaporte futuro para maternidade estará garantido.

Em parceria com Claudia Collucci:
http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Loreena McKennitt - Penelope’s Song

Publicado em Artes por APFertilidade em 12 Dezembro 2009

A pedido da Anna Pires:

Now that the time has come
Soon gone is the day
There upon some distant shore
You’ll hear me say

Long as the day in the summer time
Deep as the wine dark sea
I’ll keep your heart with mine.
Till you come to me.

There like a bird I’d fly
High through the air
Reaching for the sun’s full rays
Only to find you there

And in the night when our dreams are still
Or when the wind calls free
I’ll keep your heart with mine
Till you come to me

Now that the time has come
Soon gone is the day
There upon some distant shore
You’ll hear me say

Long as the day in the summer time
Deep as the wine dark sea
I’ll keep your heart with mine.
Till you come to me.

Voz emprestada: ICSI reduz nascimento de meninos

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 01 Dezembro 2009

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A técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides)

O número de meninos concebidos pela técnica de reprodução assistida conhecida como ICSI pode ser inferior ao que é produzido pela “Mãe Natureza”, sugere um novo estudo. Em média, existem 105 meninos nascidos para cada 100 meninas _ uma vantagem natural que ajuda a equilibrar o fato de que os meninos morrem mais no primeiro ano de vida em relação às meninas.

Entre os mais de 15 mil bebês nascidos nos EUA em 2005, por meio de reprodução assistida, os pesquisadores descobriram que, entre aqueles que foram gerados por meio da ICSI, a taxa de meninos foi de menos de 50%. Já as meninas representaram 52,5% dos nascimentos em 2005, de acordo com os resultados publicados na revista “Fertility and Sterility”.
A ICSI é normalmente usada para tratar problemas de infertilidade masculina, como uma baixa contagem de espermatozoides ou espermatozoides de má qualidade. No entanto, às vezes, ela também é utilizada quando a causa da infertilidade do casal não é clara, e algumas clínicas de fertilidade optam pela utilização de ICSI para todos os pacientes.
As implicações dos resultados atuais não são claras, de acordo com os pesquisadores, liderados pela médica Barbara Lucas, da Michigan State University em East Lansing. Cerca de 1% dos nascimentos nos EUA é resultado das técnicas de reprodução assistida. Portanto, é improvável que os efeitos dessa diminuição dos nascimentos de meninos tenha “implicações importantes para a saúde pública”, avaliam os pesquisadores. Ainda assim, eles recomendam que a ICSI só seja feita se necessário em um esforço para evitar este efeito colateral em potencial

Em parceria com Claudia Collucci:
http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Caminhada 2009 - Agradecimentos

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 27 Junho 2009

«Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar. »   Antonio Machado (Sevilha, 1875 - Coullioure, 1939)

Uma caminhada; inúmeros passos…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 29 Maio 2009

No próximo dia 21 de Junho, a Associação Portuguesa de Fertilidade promove a 2ª Caminhada pela Fertilidade, no Parque da Cidade/Porto, assinalando o Dia Nacional da Fertilidade e o Mês Internacional da Fertilidade.

Esta iniciativa, com um percurso de 2km, em por objectivo sensibilizar os cidadãos para os actuais problemas de fertilidade e visa promover a saúde reprodutiva em geral. A todos os participantes será oferecido um Kit-Caminhada, distribuído no local da concentração, onde a APFertilidade manterá uma tenda fixa com actividades recreativas.

A participação na Caminhada é gratuita, mas exige uma inscrição, por razões logísticas.

Edição de 2008:

Voz emprestada: barriga de aluguer

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 26 Maio 2009

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«Quase 20 anos depois do sucesso de “Barriga de Aluguel”, novela de Glória Peres que tinha Cássia Kiss e Cláudia Abreu como protagonistas, o assunto volta a ter destaque na mídia. E mais uma vez com uma certa dose de sensacionalismo e desinformação. Dois fatos desencadearam as repercussões desse assunto polêmico: as gêmeas da atriz Sarah Jessica Parker, 44, famosa pela série e filme homônimo, “Sexy and the city”, e da série da Globo “A Grande Família”…»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

“Olá, mãe, eu ainda não existo”

Publicado em Artes por APFertilidade em 03 Maio 2009

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Olá, mãe, eu ainda não existo
sou apenas o teu sonho de ternura
em busca da eternidade
Sei que me procuras com todo o risco
os teus dias são feitos de amargura
para que o destino seja natividade
Eu tenho um nome antes de nascer
e uma casa plena de afectos
para que, mãe, possas renascer
e eu seja o sentido
dos teus projectos.

Eu não desisto de ti, mãe
Sou apenas uma ideia quando olhas as estrelas
perdida no paraíso dos sonhos
Um dia serei alguém
a navegar nos teus braços como caravelas
no mar dos teus olhos risonhos
Eu sou o filho que te espera
no mundo desconhecido do além
farei parte de uma nova era
serei o filho sonhado de minha mãe.

Luís Filipe Sarmento escreveu especialmente para este dia e para este blog o poema acima transcrito. Poeta, jornalista, tradutor e realizador com trabalhos em televisão e vídeo, Luís Filipe Sarmento é autor de títulos como Trilogia da noite (1978), Nubens (1979), Fragmentos de uma conversa de Quarto (1989), Boca barroca (1990) e de A Crónica da Vida Social dos Ocultistas (2008).

Quero ser mãe…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 03 Maio 2009

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 300.000 mulheres portuguesas querem celebrar este dia
 
No dia da Mãe são muitas as mulheres portuguesas que não recebem presentes, que não sentem o abraço apertado de um filho, que não saboreiam o prazer de um beijo acompanhado pelo som da palavra Mãe.

Para assinalar o Dia da Mãe, a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) lança o projecto “querosermae.com”, a maior sondagem online dirigida a futuras mães e onde estas poderão dar voz ao sonho respondendo à pergunta: “O que dirá ao seu filho quando o vir pela 1ª vez?”.

A APF acredita que o Dia da Mãe é o momento justo para fazer brilhar este acto de imaginação no coração de todas as futuras mães. 
 
A infertilidade é uma doença com uma prevalência que se estima atingir 15 a 20 % da população em idade reprodutiva, afectando em Portugal cerca de 290 mil casais.

A APF nasceu como um projecto fundamentalmente destinado a apoiar, informar e defender as pessoas com problemas de fertilidade. Para saber mais sobre a APF, visite o site oficial: www.apfertilidade.org, o maior portal em português com informação sobre infertilidade.

“Viagens: a arte e a ciência de fazer bebés”

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 01 Maio 2009

Reproduzimos de seguida o trailer do que será um dos melhores documentários produzidos por clínicas de PMA (Fertility Centers of Illinois) sobre a experiência da infertilidade e o quotidiano dos tratamentos, acompanhando a história de alguns casais. O filme estreia amanhã, numa escola de artes em Chicago (The School of the Art Institute of Chicago).

O espermograma…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 27 Março 2009

Quero ser pai…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 18 Março 2009

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Para assinalar o Dia do Pai, a 19 de Março, que a Associação Portuguesa de Fertilidade lança amanhã um site inédito e pioneiro em Portugal, acessível no endereço www.queroserpai.com.
 
«Este site é dirigido a todos os homens que gostariam de ser pais e que até ao momento se viram impossibilitados de concretizar este desejo. Ao acedê-lo, o futuro pai poderá expressar o que diria ao seu filho, para tal, terá apenas de responder a um questionário cujo objectivo será o de avaliar a realidade portuguesa e as circunstâncias deste desígnio.
 
Conscientes de que o filho que habita o projecto de vida de cada um destes homens expressa simultaneamente um desejo pessoal e um tributo ao nosso futuro colectivo, a APF pretende assim levar a cabo a maior sondagem de sempre realizada a nível nacional dedicada a esta temática e cujos resultados alcançados serão devidamente divulgados em data a definir.»

Voz emprestada: infertilidade e parentalidade

Publicado em Sobreviventes por APFertilidade em 11 Março 2009

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Que espécie de pais fazem os casais com problemas de fertilidade? Cláudia Collucci dá voz à psicóloga Luciana Reis:
«Casais que vivenciam a infertilidade acabam tendo um tempo maior para desejarem o filho e pensarem seus papéis de pais e sua vida conjugal em relação aos casais que engravidaram sem nenhuma dificuldade. Muitos estudos com famílias que utilizaram tecnologias de reprodução assistida apontam que essas famílias possuem pais mais dedicados, mães mais afetivas e desempenhando melhor sua função maternal, quando comparadas às famílias que conceberam naturalmente»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Boas Festas

Publicado em APFertilidade por APFertilidade em 23 Dezembro 2008

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Voz emprestada: teste de fertilidade

Publicado em Ciência por APFertilidade em 27 Outubro 2008

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«Especialistas em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, desenvolveram um teste que prevê quanto tempo de fertilidade as mulheres ainda têm pela frente. O teste mede o número de óvulos nos ovários femininos e indica qual deve ser o nível dele dentro de dois anos. O exame já está disponível em serviços de saúde da Europa e dos EUA, com o nome de “Plan Ahead Test” (Planeje com Antecedência, em tradução literal). Veja o site do produto http://www.early-pregnancy-tests.com/planahead-test.html

O especialista em fertilidade Bill Ledger, que desenvolveu o kit para o exame, disse que está confiante de que o teste é uma previsão exata da fertilidade, e que ele espera que permita às mulheres planejar melhor seu futuro e decidir por quanto tempo elas podem adiar a decisão de ter um filho. “Se ter uma família é a coisa mais importante, é melhor você começar a tentar ter filhos na faixa dos 20 anos – não há dúvidas de que quanto mais você adia, maior a chance de decepção”, disse ele.»
Continua aqui: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/
 

A tua assinatura pode fazer a diferença…

Publicado em Política por APFertilidade em 14 Outubro 2008

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Caras(os) Amigas(os),

Permitam-nos um momento político no blog da APFertilidade:

Assinem e divulguem. Todos juntos somos mais!  

APFertilidade

Para a “AnaCristinaBatista”

Publicado em APFertilidade por APFertilidade em 02 Outubro 2008

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Para a amiga, companheira de todos nós, autora de centenas de mensagens de incentivo, associada da APFertilidade que encontrou a morte, quando buscava um bebé para a vida… Até sempre.   

«No fundo funcionamos como uma familia. E quem fala é o coração muito sentido sempre presente nas nossas respostas. Bjs e boa noite.»
AnaCristinaBatista (17 de Set. de 2008)

http://www.youtube.com/watch?v=d_Nq9fUX2WE

«Hope there’s someone
Who’ll take care of me
When I die, will I go

Hope there’s someone
Who’ll set my heart free
Nice to hold when I’m tired…

(…)

Voz emprestada: Maternidade tardia

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 31 Agosto 2008

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“No começo eu pensava estar acima de qualquer coisa. Você se apresenta, o médico lhe mostra uma gama de opções de alta tecnologia e essa é uma coisa poderosa _a promessa de um filho. Mas antes que perceba você já fracassou pelo terceiro ano consecutivo e está começando a se sentir usada e abusada, sem mencionar que você está quebrada. Você se senta nas clínicas de reprodução cujas paredes estão cobertas de figuras de bebês, mas a despeito do fato de que está tentando tão duramente quanto sabe, não consegue nenhum daqueles bebês.

Não estou mais segura de que essa tecnologia seja remotamente um fato de poder. Você pega uma mulher da minha geração, alguém que é certamente realizada, mas que está em seus 40 anos e não tem um filho. Essa tenologia se torna uma maneira de dizer a ela que qualquer coisa que realizou não é o bastante. E então, quando ela fracassa em conseguir ficar grávida_e a maioria fracassa_ isso apaga seu senso de competência profissional e sua confiança como mulher. Sei que esses procedimentos deixaram-me mais deprimida que qualquer outra coisa em minha vida”.

O relato acima é de Wendy Wasserstein, uma das mais premiadas autoras de peças da Brodway, que durante dez anos lutou para conseguir gerar um bebê. Consegui tê-lo aos 48 anos, com óvulos doados. A menina Lucy nasceu prematura, aos seis meses de gestação.

O depoimento faz parte de um livro bem interessante que estou lendo chamado “Maternidade Tardia”. Na obra, a autora Sylvia Hewlett constata que quanto mais bem-sucedida profissionalmente é a mulher, mais dificuldades ela encontrará para achar um parceiro ou ter um bebê. E o mais triste: essa situação não foi uma escolha delas. Simplesmente o tempo passou e e elas estavam ocupadas demais para perceber isso.

(Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/ )

De férias…

Publicado em APFertilidade por APFertilidade em 01 Agosto 2008

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Caras(os) amigas(os),
Os blogs são como as pessoas: também precisam de férias de vez em quando. Dentro de três semanas cá estaremos para retomar o diálogo, a (in)fertilidade e contribuir, na medida do possível, para trazer à luz do dia o quotidiano da nossa comunidade. No blog, como em tudo o que vamos conseguindo fazer, anima-nos a convicção de que é pela voz, pela escrita e pela presença que existimos, em todos os sentidos. Aos bloggers, especialmente, e a todos os que participaram com comentários, o nosso obrigado. Fica encontro marcado para muito breve! Até lá, fiquemos com ”Holiday”, da Madonna, um tema para quase todas as ocasiões: http://www.youtube.com/watch?v=0X7RyGBq2E8
APFertilidade 

Voz emprestada: os limites e os motivos da maternidade

Publicado em Infertilidade, Ética por APFertilidade em 09 Julho 2008

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«Nesta semana, outro caso inusual de maternidade me chamou a atenção: uma indiana de 70 anos deu à luz um casal de gêmeos prematuros, na cidade de Muzaffarnagar (Índia). Ela já está sendo considerada a mulher mais velha do mundo a parir.  É verdade que ninguém pode provar a idade dela porque Omkari não tem certidão de nascimento e não sabe ao certo quando nasceu, segundo o jornal britânico Daily Telegraph.  Até então, a mãe mais velha do mundo era Adriana Iliescu, uma romena que deu à luz uma filha, aos 66 anos, em 2005.
A idade da indiana foi estimada em 70 anos porque Omkari disse que tinha nove anos quando acabou o governo britânico sobre a Índia e países vizinhos, em 1947. A aposentada, que tem duas filhas adultas e cinco netos, se submeteu a um tratamento de fertilização in vitro _com óvulos doados de uma mulher mais jovem, obviamente_ para gerar um herdeiro homem.

Seu marido, Charan Singh Panwar, 77, afirmou que o casal ficou endividado para financiar o tratamento. “Finalmente temos um filho e herdeiro”, disse ele. “Nós rezamos a Deus, visitamos santos e locais sagrados para rezar por um herdeiro. Posso morrer como um homem feliz e um pai orgulhoso”.

“Se eu sou a mãe mais velha do mundo, isso não significa nada para mim. Eu só quero ver meus bebês e cuidar deles enquanto eu ainda posso”, disse Omkari. “Minhas filhas ganharam um irmãozinho, meu marido e eu ganhamos um herdeiro - é tudo que sempre quisemos”, acrescentou.

Tanto esforço e risco para se ter um filho nessa idade tem uma explicação. A preferência por filhos homens está fortemente enraizada em muitos países asiáticos, como a Índia e a China, tanto por questões culturais quanto por questões econômicas. As filhas podem ser vistas como fonte de prejuízo, especialmente quando é preciso pagar dotes. Pais mais velhos usualmente esperam receber apoio de seus filhos e suas esposas. E filhos homens também podem ser necessários para realizar ritos funerários ou reverência a ancestrais.

Por isso, para eles, vale a pena o risco. A mãe indiana septuagenária, por exemplo, quase morreu. Chegou ao hospital inconsciente e sangrando muito. A ginecologista Nisha Malik afirmou que quando a viu, pensou primeiro que ela tivesse sofrido um acidente ou tivesse câncer. “Eu fiquei chocada quando esta senhora me disse que estava grávida. […]”»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Um selo a fazer história…

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 08 Julho 2008

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Is This the World’s First Infertility Postage Stamp?
http://www.stampsofdistinction.com/2008/06/is-this-worlds-first-infertility.html

In March, 2008, Portugal’s postal authority CTT Correios de Portugal, S.A. may have made postal history when it issued the stamp shown on the left. It is thought that this stamp was the first ever stamp specifically issued to raise awareness of the struggles of infertility. In a March, 2008, article in Linn’s Stamp News, the de-facto industry standard for philatelic news, suggests that this is, in fact, the first stamp on this topic.

Infertility is the inability of a couple to conceive a child or, if conceived, the inability to successfully carry the child to delivery. The condition is usually associated with strong emotions such as angst, grief, anger, a sense of incompleteness, and depression. The emotional impact to the affected individual or couple can be devastating.

For years, there were only three primary options available to infertile couples. One was to try home-remedies and “quack” cures, which had successes rates attributable to simple luck. Another was to accept their childlessness, which many did reluctantly. The last, and in my opinion, most noble option, was adoption.

As doctors searched for additional options for this debilitating illness, a new technique, called in vitro fertilization, or IVF, was successfully pioneered by British doctors, Patrick Steptoe and Robert Edwards. On July 24, 1978, their technique led to the birth of Louise Joy Brown, the first baby to have been conceived outside of her mother’s body.

Louise’s parents had tried for a number of years to conceive a child, but with physically blocked Fallopian tubes, Louise’s mother was unable to conceive through natural methods. By removing her eggs, fertilizing them outside of the body, and then implanting them, Louise’s mother was finally able to become pregnant and bear a child.

This event became a watershed event in the efforts to find a cure for infertility. It meant that couples who had previously been unable to conceive due to physical impairments stood a much-greater chance of conception. While in the best case, it offers about a 50% success rate in younger women, such a percentage is a marked improvement over the miniscule success rates without IVF. It offered a ray of hope and led to more attempts in finding a cure for the illness.

Unfortunately, the high cost of in vitro fertilization has kept the procedure out of reach of many infertile couples. But each year advances are made and many procedures have come down in cost.

The stamp issued by Portugal is beautifully designed and conveys the hopes of infertile couples with its imagery. The stamp shows a stylized silhouette image of a man and woman embracing a child. The image of the child is almost ghost-like in appearance, symbolizing the hope for the child, yet at the same time highlighting the fragility of conception for infertile couples.

The stamp is denominated as 0.30 Euro (approx $0.47 USD). It is currently available for purchase from Portugal’s postal authority.

Voz emprestada: Antes de adotar…

Publicado em Opinião por APFertilidade em 21 Junho 2008

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Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não-gerado

«Aproveitando a proximidade do Dia das Mães e o recém-aprovado cadastro único de adoção no país, a psicóloga Luciana Leis nos escreveu um artigo muito interessante sobre o tema. Assino embaixo as colocações, especialmente quando ela diz que, antes de partir para a adoção, é preciso elaborar o luto pela perda do filho biológico que não foi gerado.

Penso que elaborar esse luto não significa, muitas vezes, enterrar em definitivo o sonho de gestação. Conheço dezenas de histórias de gravidezes improváveis após uma adoção. O importante, porém, é reconhecer que as tentativas frustradas de gravidez implicam luto e elaborá-lo é fundamental para o  exercício de outras formas de  maternidade.»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

Voz emprestada: “O senhor do adeus”

Publicado em Sobreviventes por APFertilidade em 19 Junho 2008

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«Há personagens que fazem parte da nossa vida sem que com elas tenhamos trocado uma só palavra. Habituamo-nos à sua presença e são como que património da nossa vivência. Hoje apeteceu-me falar de uma destas personagens. Há já muito que lhe quero dedicar um post e hoje resolvi finalmente fazê-lo. Escolhi-o porque passo por ele todos os dias e porque é suficientemente carismático para me roubar algumas palavras escritas.»

Versão completa: http://aromadeamora.blogspot.com/2008/06/o-senhor-do-adeus.html

Tudo por um Filho…

Publicado em Infertilidade, Opinião por APFertilidade em 17 Junho 2008

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 A capa do P2 da edição de hoje do jornal Público (17/06/2008; ed. online, 5h:33m) abre com a imagem que se supõe ser do rosto algo macerado, embora ainda jovem e inocente, da mulher que raptou um bebé no Hospital Padre Américo, em Penafiel. A jornalista Maria João Lopes recorreu para o efeito ao título que em 2004 Sandra Moutinho tinha usado para nomear um dos primeiros livros dedicados à infertilidade em Portugal (Tudo por um Filho, Ed. Dom Quixote). Admitamos que o risco de um título tão absoluto como este estava inscrito no original, mas o contexto patológico (e criminoso) em que agora é usado constitui um abuso, uma generalização grosseira, uma insinuação inaceitável. A jornalista Maria João Lopes mostrou saber pouco sobre o que significa exactamente este “tudo” para quem tem problemas de fertilidade. Preferiu o esteriótipo e pronto. Foi pena, sobretudo porque não parece ter traduzido também na capa as inúmeras ”autoridades” que convocou para alumiar o seu artigo:
http://jornal.publico.clix.pt/ 

Voz emprestada: “É preciso escoar a tristeza”

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 13 Junho 2008

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«Dr. Ricardo me liga pedindo ajuda para a divulgação de um evento na clínica de reprodução. Diz que freqüentemente acessa o blog e que, ultimamente, vem me achando triste. Pergunta se está tudo bem e se tem algo que ele possa fazer para me ajudar. Agradeço e digo que a tristeza faz parte do processo da dificuldade de gravidez. E que eu não me furto de vivê-la e nem de dividi-la neste espaço. Do contrário, não estaria sendo honesta com vocês, minhas queridas amigas virtuais.

Disse a ele que o meu lema é sempre abrir os canais para que a tristeza escoe. Deixá-la represada é o mesmo represar um rio. Uma hora ele estoura e a inundação é sempre muito pior. Também falei para o Ricardo não se impressionar com os posts tristes porque nesse espaço também há mensagens de esperança, de otimismo e de alegrias. Afinal de contas, essa também sou eu.»

Versão completa: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/

CTT - Fazer comunidade

Publicado em Imagens por APFertilidade em 10 Junho 2008

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Voz emprestada: “Mundos”

Publicado em Outros Mundos por APFertilidade em 07 Junho 2008

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«Deve acontecer com a maioria das pessoas mas sinto muitas vezes que a minha vida se divide em vários mundos, cada um deles habitado por certas pessoas e confinados a determinados locais. O mundo do trabalho, o mundo do lazer, são povoados, na sua maioria, por pessoas distintas e em locais claramente diferenciados. Na verdade esta situação não tem nada de original, mas o que é certo é que habituou o meu cérebro a uma determinada formatação.»

Versão completa: http://aromadeamora.blogspot.com/2008/01/mundos.html 

O sexo errado…

Publicado em Ética por APFertilidade em 07 Junho 2008

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As diferenças entre as legislações nacionais sobre a procriação medicamente assistida são um assunto cada vez mais crítico num mundo globalizado, onde o turismo na área médica se tem vulgarizado ao ritmo da mobilidade das pessoas, à custa das ‘low-cost” e de agências de viagens com nomes como tão sugestivos como ”Taki Talá”. Nos últimos anos têm aparecido relatos crescentes de práticas eticamente questionáveis em países algo “desregulados” no que diz respeito à PMA, como é o caso da Índia, onde os limites de idade para a adopção da gâmetas são extremamente “fluidos”. Notícias cruzadas em jornais do Reino Unido referem um casal de cidadãos ingleses (ela com 59 anos e ele com 72 anos), de origem indiana, que acaba de dar à luz gémeos que aparentemente não queriam levar para casa, por serem do “sexo errado”, uma vez que nasceram meninas em vez de rapazes. Ora, na tradição “macho” da sua comunidade de origem, apenas os homens garantem o prolongamento honrado do nome da família. Casos como este tornam mais premente que nunca a regulação internacional da PMA, mas ilustram sobretudo algo que a História recente tem sido pródiga a mostrar: não há tecnologia que por si só consiga reformar o atavismo das mentalidades.

Obstinadamente…

Publicado em Actividades por APFertilidade em 03 Junho 2008

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«Não conseguia encontrar uma palavra que exprimisse simplesmente essa espécie de interesse humano; mas creio que essa palavra existe em latim: é o studium. É pelo studium que eu me interesso por muitas fotografias, porque é culturalmente que eu participo nas figuras, nas expressões, nos gestos, nos cenários, nas acções. Um segundo elemento vem quebrar o studium: desta vez não sou eu que vou procurá-lo, é ele que salta da cena, como uma seta. O punctum de uma fotografia é esse acaso que nela me fere. Muitas vezes, o punctum é um ‘pormenor’, isto é, um objecto parcial, aquilo que eu vejo obstinadamente…»
[R. Barthes, A Câmara Clara]  

Escrever a Caminhada

Publicado em APFertilidade, Actividades por APFertilidade em 02 Junho 2008

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«Escrever é uma actividade essencialmente humana. A escrita representa a linguagem através de um conjunto de signos. Há cerca de 6 mil anos, a escrita desenvolveu-se porque as pessoas precisavam de registar, fazer contas, mas também porque queriam “contar” histórias.» 

O que vês nesta fotografia?

Publicado em APFertilidade, Actividades por APFertilidade em 01 Junho 2008

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A Caminhada no Google Maps

Publicado em Infertilidade por APFertilidade em 31 Maio 2008

O fim da inseminação artificial?

Publicado em Ciência por APFertilidade em 26 Maio 2008

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Uma das ideias mais comuns para quem faz tratamentos de fertilidade é a noção de que existe uma escala crescente, segunda a qual, existindo condições mínimas (casais com infertilidade inexplicada ou factor masculino de média gravidade), se deve primeiro começar com a inseminação intra-uterina (IIU) e só depois com a fertilização in-vitro (FIV). No entanto, estudos recentes, aliados à própria evolução da FIV, têm mostrado que em grande parte dos casos é mais barato, mais rápido e emocionalmente menos pesado para os casais, avançarem directamente para a FIV, sem passar pela inseminação. Enquanto a IIU tem taxas de sucesso em torno dos 9-10%, a FIV ultrapassa geralmente os 30%. Uma vantagem adicional consiste na possibilidade de a FIV permitir uma diminuição da gravidez gemelar, pois é possível controlar o número de embriões a transferir. Estaremos a caminho do fim da IIU? Tratando-se da técnica mais ingrata quanto às possibilidades de sucesso, não seria por aqui que nos deixaria com saudades…

Alguns estudos:

http://www.medicalnewstoday.com/articles/106685.php

http://www.biomedcentral.com/1472-6963/6/80

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