Voz emprestada: teste de fertilidade
«Especialistas em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, desenvolveram um teste que prevê quanto tempo de fertilidade as mulheres ainda têm pela frente. O teste mede o número de óvulos nos ovários femininos e indica qual deve ser o nível dele dentro de dois anos. O exame já está disponível em serviços de saúde da Europa e dos EUA, com o nome de “Plan Ahead Test” (Planeje com Antecedência, em tradução literal). Veja o site do produto http://www.early-pregnancy-tests.com/planahead-test.html
O especialista em fertilidade Bill Ledger, que desenvolveu o kit para o exame, disse que está confiante de que o teste é uma previsão exata da fertilidade, e que ele espera que permita às mulheres planejar melhor seu futuro e decidir por quanto tempo elas podem adiar a decisão de ter um filho. “Se ter uma família é a coisa mais importante, é melhor você começar a tentar ter filhos na faixa dos 20 anos – não há dúvidas de que quanto mais você adia, maior a chance de decepção”, disse ele.»
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O fim da inseminação artificial?

Uma das ideias mais comuns para quem faz tratamentos de fertilidade é a noção de que existe uma escala crescente, segunda a qual, existindo condições mínimas (casais com infertilidade inexplicada ou factor masculino de média gravidade), se deve primeiro começar com a inseminação intra-uterina (IIU) e só depois com a fertilização in-vitro (FIV). No entanto, estudos recentes, aliados à própria evolução da FIV, têm mostrado que em grande parte dos casos é mais barato, mais rápido e emocionalmente menos pesado para os casais, avançarem directamente para a FIV, sem passar pela inseminação. Enquanto a IIU tem taxas de sucesso em torno dos 9-10%, a FIV ultrapassa geralmente os 30%. Uma vantagem adicional consiste na possibilidade de a FIV permitir uma diminuição da gravidez gemelar, pois é possível controlar o número de embriões a transferir. Estaremos a caminho do fim da IIU? Tratando-se da técnica mais ingrata quanto às possibilidades de sucesso, não seria por aqui que nos deixaria com saudades…
Alguns estudos: