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Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 12 Julho 2008

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Hello Darlings! 

Sabiam que beleza e sensualidade nem sempre são sinónimos de fertilidade? Peguemos no caso da lindíssima Cindy Margolis, modelo (ex-coelhinho Playboy), actriz (de Baywatch, se não me engano), apresentadora, escritora, enfim, “superstar”, que fala abertamente dos tratamentos a que se teve de submeter para conseguir os seus filhos.

Logo que casou com Guy Starkman, começaram as tentativas para construir uma família, mas todas infrutíferas. Os dois anos seguintes foram de grande tristeza para Cindy, com os meses a passarem sem sinais de gravidez. Depois de consultarem especialistas de infertilidade, vieram os tratamentos. A Cindy descreve esse tempo como ”de grande solidão e desespero”. Se isso não bastasse, a actriz também teve que encontrar formas de combater o aumento brusco de peso devido aos tratamentos. Ora, para quem vive da sua imagem, não deve ter sido nada fácil.

À 4ª FIV veio o tão desejado positivo! Mas o pior ainda estava para vir. A Cindy ao descrever a sua gravidez diz que por um lado era o tempo de “antecipação, optimismo e sonho”, mas por outro, significava “medo, insegurança e dúvidas”. Devido às numerosas complicações que colocavam em risco a vida do bebé, Cindy foi internada às 24 semanas, onde se manteve em repouso absoluto até ao fim da gravidez. Mas a dor, as orações e as lágrimas resultaram num milagre, com o nascimento do seu filho Nicholas Isaac. Depois de mais 3 tentativas de FIV e dos médicos desaconselharem uma nova gravidez devido aos riscos, a Cindy recorreu a uma “surrogate” (barriga de aluguer), algo comum na América, para aumentar a família. Esta nova ”gravidez” trouxe as suas filhas gémeas, Sabrina e Sierra, para completarem a família.

Hoje a Cindy dá a cara pela infertilidade, como porta-voz da RESOLVE. Diz ela: «Aqui na América damos tanta importância aos valores de família, no entanto as seguradoras não cobram todos os tratamentos de fertilidade. Algumas só cobram inseminações e a primeira ou segunda tentativa de FIV. Eu sujeitei-me a 7 FIVs.». Minha querida, desculpa lá, mas sempre é melhor do que cá em Portugal, onde as seguradoras nem reconhecem a infertilidade como uma doença.

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Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 26 Junho 2008

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Hello Darlings!

Que mania que as pessoas têm de andarem sempre a perguntar: «Então, quando é que vêm os filhos?». Pois a minha querida amiga Sandra Bullock, de 44 anos, também não acha piada nenhuma. Há uns anos atrás, na estreia do filme “Infamous”, a actriz zangou-se com um jornalista que lhe perguntou se ela e o marido estavam à espera dum bebé. A nossa lindíssima Sandra exaltou-se e, apontando um dedo na cara da jornalista, disse: «Meu Deus, essa pergunta é horrível. E sabe que mais? E se eu não pudesse ter filhos?» É assim mesmo, Sandra. Apoiado!

Deixo aqui um desafio: o que é que gostariam de dizer às pessoas quando vos fazem este tipo de perguntas?

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Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 10 Junho 2008

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Hello Darlings! 

Quem é fã de ER que se acuse. Cá estou com o dedo no ar…! Já agora, alguém sabe o nome da actriz que dá vida à personagem de Dr. Elizabeth Corday? Lembram-se daquela médica que teve um romance com Benton e depois mais tarde casou com Mark Greene (o que eu chorei quando ele morreu…). Quem pensou em Alex Kingston, acertou! 

Alex Kingston batalhou 6 anos contra a infertilidade, até conseguir a sua menina, Salome, em 2001. Diz ela: «Desde os meus 18 anos que sonho ser mãe e nunca pensei que teria problemas. Mas apercebi-me durante o meu primeiro casamento [com Ralph Fiennes] que isso não iria acontecer de uma forma natural. Não foi diagnosticado qualquer problema. É daquelas coisas. Como não iria acontecer naturalmente, o Florian [marido actual] e eu decidimos avançar para FIV.» 

Diz a Alex que os tratamentos eram muito desgastantes, sobretudo quando tinha que passar 15 horas nos estúdios a gravar. A actriz teve tanto medo que os tratamentos não resultassem, que optou por não dizer a ninguém nos primeiros meses. Foi o apoio incondicional do marido que a ajudou a ultrapassar os momentos menos bons. Procurou também a ajuda de uma psicóloga e praticou ioga. Coisas que a gente percebe…

Quando questionada pelo Guardian sobre como se sentiria se a maternidade lhe tivesse escapado, diz a Alex: «A ideia de não vir a ser mãe não me assustava, porque nunca pensei que conseguiria mesmo engravidar. Já estava a tentar há tantos anos e nada; bem lá no fundo já tinha aceitado que nunca iria acontecer. Mas sim, ter-me-ia arrependido. Ainda hoje quero dar um irmão à minha filha. Pode ou não resultar, posso até ter sido uma sortuda por ter já uma criança.» 

Hoje a Alex Kingston apoia a HER trust, uma associação que se dedica a investigar a “infertilidade inexplicada”, aprofundando as questões que ainda não têm respostas.

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Publicado em Fofoca (in)fértil por Anna Pires em 03 Junho 2008

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Hello darlings!

Iniciamos uma nova rubrica no nosso Blog APFertilidade, dedicada agora à chamada “fofoca” e a outros assuntos VIPs. A infertilidade não toca só a nós, que somos ”common folks”, também chega às estrelas, mesmo às mais altas lá no céu de Hollywood… A grande diferença é que eles terão mais €€€€ e não costumam passar pelas listas de espera da MAC.

Ora, uma das estrelas que mais admiro pela sua honestidade é a lindíssima Marcia Cross de “Desperate Housewives”. Pois fiquem a saber que esta menina deu à luz, aos 44 anos, gémeas, fruto de doação de gâmetas.

Diz a Marcia Cross numa entrevista, «I don’t like the average woman being misled into thinking that fertility is something that goes on forever. When a woman gets older, they get a donor egg, which doesn’t make the baby any less beautiful or perfect. One’s own eggs only last so long, and sometimes at 43 or 44 you can have your own baby, but statistically it’s very difficult and expensive. You don’t want to wait that long.»

 Parabéns, Marcia!