Boas Festas
Para a “AnaCristinaBatista”
Para a amiga, companheira de todos nós, autora de centenas de mensagens de incentivo, associada da APFertilidade que encontrou a morte, quando buscava um bebé para a vida… Até sempre.
«No fundo funcionamos como uma familia. E quem fala é o coração muito sentido sempre presente nas nossas respostas. Bjs e boa noite.»
AnaCristinaBatista (17 de Set. de 2008)
http://www.youtube.com/watch?v=d_Nq9fUX2WE
«Hope there’s someone
Who’ll take care of me
When I die, will I go
Hope there’s someone
Who’ll set my heart free
Nice to hold when I’m tired…
(…)
De férias…

Caras(os) amigas(os),
Os blogs são como as pessoas: também precisam de férias de vez em quando. Dentro de três semanas cá estaremos para retomar o diálogo, a (in)fertilidade e contribuir, na medida do possível, para trazer à luz do dia o quotidiano da nossa comunidade. No blog, como em tudo o que vamos conseguindo fazer, anima-nos a convicção de que é pela voz, pela escrita e pela presença que existimos, em todos os sentidos. Aos bloggers, especialmente, e a todos os que participaram com comentários, o nosso obrigado. Fica encontro marcado para muito breve! Até lá, fiquemos com ”Holiday”, da Madonna, um tema para quase todas as ocasiões: http://www.youtube.com/watch?v=0X7RyGBq2E8
APFertilidade
Um ano de “Vozes Amigas”
“You must be the change you want to see in the world” - Mahatma Ghandi
Foi este o lema escolhido há um ano atrás para a nossa rede de Grupos de Apoio. Um ano depois, a mudança é já bem visível:
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Já não sentimos vergonha, porque sabemos que a infertilidade é uma condição médica;
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Já conseguimos falar abertamente sobre a nossa doença e assim “mudar” também as pessoas à nossa volta;
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Descobrimos caminhos e novas direcções, onde antes apenas havia portas fechadas;
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Já não nos sentimos tão sozinhos, porque sabemos que há um cantinho especial onde vamos recarregar as baterias e alimentar a esperança quando ela começa a faltar.
E graças a todos vós, a mudança já se começa a sentir no mundo que nos rodeia. Os sinais são visíveis.
Um agradecimento muito, mas mesmo muito especial a todas as Coordenadoras dos nossos Grupos de Apoio; pela vossa dedicação, pelo carinho com que se dedicam a este projecto. Podemos dizê-lo assim: sem vós, nada disto seria possível!
Escrever a Caminhada
«Escrever é uma actividade essencialmente humana. A escrita representa a linguagem através de um conjunto de signos. Há cerca de 6 mil anos, a escrita desenvolveu-se porque as pessoas precisavam de registar, fazer contas, mas também porque queriam “contar” histórias.»
O que vês nesta fotografia?
Voz emprestada: “O problema da demografia em Portugal”
“O problema da demografia em Portugal”
Faranaz Keshavjee
[in: Público, 18 de Maio de 2008]
Numa realidade fortemente patriarcal e masculina como a portuguesa, que não está preparada para lidar com os problemas da natalidade e da responsabilidade no nascimento e crescimento dos bebés, por razões culturais, não podemos esperar que sejam os homens a contribuir de forma eficaz para a resposta a estas preocupações. E o facto é que as decisões sobre as vidas das mulheres ainda são fruto de uma gestão predominantemente masculina.
Um dos aspectos apontados pelos demógrafos é o facto de os pais não ajudarem ou ajudarem pouco nas tarefas domésticas. Na realidade, este absentismo deve-se, sobretudo, a educarmos os nossos filhos para a compartimentação das suas tarefas mundanas. Desde pequeninos ouvimos pais aflitos se virem os rapazes a brincar com bonecas, quando afinal o que a criança faz é apenas reproduzir os modelos e referências familiares que recebe. Achamos que deviam brincar com carros e tractores, armas e super-heróis, serem activos, detestarem aspiradores, panelas e biberões. Quando crescem, estes mesmos rapazes, embora se tornem, muitos deles, excelentes nos papéis de pais e companheiros, eles são-no sem uma noção prática, experimentada, da interacção no espaço doméstico com a mulher e os filhos.»
Divulge a Caminhada no seu Blog
Para divulgar a caminhada no seu Blog pode utilizar as imagens abaixo ou pode inserir o script do banner “vire a página” (pode ver o exemplo do banner no forum) :
Script:
<script src=http://www.apfertilidade.org/_peel/peel.js” type=”text/javascript”></script>
Mais informação em : http://www.apfertilidade.org/caminhada.html
Apresentação do Blog
Caras(os) Amigas(os),
Com a criação de um Blog, a APFertilidade dá assim mais um passo para se aproximar dos seus associados e dos cibernautas que visitam o Site e o Fórum.
Este espaço pretende ser simultaneamente um Blog de natureza institucional e uma plataforma destinada a acolher conteúdos indexados em diversas categorias relacionadas com a temática da Fertilidade/Infertilidade (Ética, Política, Opinião, Artes, Humor etc.).
No seu conjunto, o que aqui se propõe é parte do projecto associativo original: um grupo de pessoas unidas num propósito comum.
APFertilidade
A Infertilidade continua em lista de espera!
A Associação Portuguesa de Fertilidade assinala este mês o seu segundo ano de existência. Criada com o objectivo de apoiar e informar os portugueses que se confrontam com problemas de fertilidade, desenvolvendo acções nas diversas áreas relacionadas com esta doença, cabe no entanto ao Estado um papel decisivo na regulamentação, no financiamento e na definição do acesso às técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA).
Nesta data significativa, após a aprovação de uma Lei que veio colmatar um vazio legal de 20 anos e cumprida a sua regulamentação, ainda que pouco célere, lamentamos publicamente a ausência absoluta de medidas “concretas” para resolver as restrições de sempre: a Lei existe e foi aprovada, mas na prática tudo continua na mesma para as centenas de milhares de portugueses que têm problemas de fertilidade.
Após ter pedido já por duas vezes uma audiência ao Ministério da Saúde, expondo detalhadamente os motivos para a nossa preocupação, a APFertilidade teve hoje conhecimento pela imprensa de que a Sra. Ministra da Saúde, Dra. Ana Jorge, terá declarado o seguinte:
“Os casais inférteis que não conseguem ser tratados pelo serviço público vão começar, até ao final do ano, a ser encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde para o sector privado”.
Congratulamo-nos por este anúncio, quebrado assim parcialmente o silêncio continuado do Ministério da Saúde quanto ao início do financiamento dos ciclos de PMA, tal como anunciado pelo Governo para 2008, no âmbito dos apoios à natalidade. No entanto, ficam por esclarecer questões fundamentais para a implementação deste plano, tais como: a calendarização concreta deste financiamento; os termos das convenções entre o público e o privado; quais os critérios de encaminhamento para o privado; qual o número de tentativas permitida; se os ciclos de tratamento são financiados a 100%, incluindo a medicação; quais os factores de exclusão relacionados com a idade, número de tentativas anteriores; e ainda se estas medidas também se aplicam a casais que pretendam ter segundos filhos e que sofram de infertilidade secundária.
A juntar aos pontos enunciados, são ainda motivo de apreensão e factores de bloqueio para a implementação do plano anunciado: o escasso apoio na medicação para PMA, extremamente dispendiosa; a inexistência de um banco público de gâmetas, tendo inclusive sido bloqueado o único projecto benévolo para a sua criação; o não reconhecimento da infertilidade como doença por parte dos seguros de saúde.
Causa-nos profunda indignação o facto de os doentes portugueses serem os únicos ausentes do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida. Trata-se de uma exclusão contrária à representatividade democrática e às boas práticas europeias e que solicitamos seja revista o mais brevemente possível.
Além deste conjunto de aspectos relacionados fundamentalmente com o direito à saúde reprodutiva, num plano social e político, a APFertilidade não compreende, nem considera coerente, a passividade do Estado perante o decréscimo da natalidade e os problemas de sustentabilidade do sistema de segurança social. Existem cerca de 15% dos portugueses que querem ter filhos, mas estão definitivamente a perder a paciência, a saúde e o que lhes resta da sua fertilidade nas intermináveis listas de espera.
