Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/apfertil/public_html/blog/index.php:19) in /home/apfertil/public_html/blog/wp-includes/feed-rss2.php on line 2
Blog Fertilidade http://www.apfertilidade.org/blog O Blog da Associação Portuguesa de (in)Fertilidade Sun, 04 Jan 2009 22:48:42 +0000 http://wordpress.org/?v=2.3.3 en A minha vida secreta http://www.apfertilidade.org/blog/2009/01/04/a-minha-vida-secreta/ http://www.apfertilidade.org/blog/2009/01/04/a-minha-vida-secreta/#comments Sun, 04 Jan 2009 17:00:58 +0000 Anna Pires http://www.apfertilidade.org/blog/2009/01/04/a-minha-vida-secreta/ finger_art1.jpg

“Não SOU adoptada; as minhas origens são misteriosas.”

Como pessoa que foi adoptada, repeti esta frase inúmeras vezes ao longo da minha vida. Gosto tanto dela que a coloquei na boca de uma personagem no romance que estou agora a escrever. Tanto a personagem como eu própria temos orgulho nesta afirmação. Imaginamo-nos a viver nas páginas densas da ficção do século XIX, uma época em que a questão da origem – saber quem era o pai e a mãe – não era tão importante quanto as “circunstâncias” de cada um de nós.

Alguns dirão que cheguei a esta conclusão porque até há pouco desconhecia tudo o que rodeou a minha adopção. Mesmo a data da sua ocorrência era um segredo. (A funcionária disse-me ao telefone, “Esses são dados reservados”; e eu perguntei “Sei que não os posso ver, mas posso ao menos saber a data que consta nos registos?”. Ela responde: “Até isso está selado” – uma declaração perturbadora, pois fazia-me imaginar uma sucessão infinita de envelopes dentro de outros envelopes.

Claro, ter origens misteriosas é um assunto complicado nos dias que correm. Uma pessoa pode ser gerada num ventre desconhecido e os genes serem uma combinação entre os nossos pais e uma estranha; o ventre materno pode até misturar apenas os genes da mãe com os de um estranho – para não falar no caso dos irmãos desconhecidos que podem andar por aí, após uma doação de esperma. Existem pais adoptivos e pais biológicos, mães gestacionais e dadores de gâmetas – toda uma diversidade de adultos que podem reclamar a paternidade/maternidade com base no sangue, nos genes, no nascimento, na lei ou no afecto.

Temos direito a conhecer estas pessoas todas? Se assim for, terão estas pessoas também o direito recíproco de conhecer as crianças em cujo nascimento participaram?

Não vou sequer tentar responder a estas perguntas. Parece que estamos destinados a ter uma longa conversa sobre este assunto nos anos que aí vêm. É certo que tudo aponta para uma maior abertura, para um “direito” em conhecer. Não sou contra esta tendência. Apenas quero dar ao desconhecimento a atenção que lhe é devida.

Gosto de mistérios. Gosto do sentido absolutamente singular que advém de termos uma origem desconhecida (por mais falso que esse sentido possa ser). Tenho uma amiga próxima que também é adoptada. Trocámos umas ideias quando considerámos a possibilidade de inscrevermos os nossos nomes no registo de adopção do Estado de Nova Iorque, onde poderíamos saber algo mais sobre o nosso passado.

A minha amiga cresceu numa pequena vila perto de uma universidade. Ela tinha inventado para si própria uma fantasia satisfatória, segundo a qual a mãe e o pai tinham estado na vila como bolseiros do Banco Mundial, desempenhavam os papéis de “rei” e “rainha”, numa região remota em que toda a gente gozava de boa saúde e sobrevivia em regime dietético, baseado em iogurte de iaque, até aos 110 anos de idade. Ela decidiu não avançar com o registo. “Para mim uma família é mais do que suficiente”, disse-me.

As minhas fantasias eram mais difusas: o conjunto de pais incluía uma actriz, músicos populares, escritores e intelectuais. Tenho a certeza de que nenhum deles era como os especialistas em computação e ciência que correm nas veias da família do meu pai adoptivo. Creio que é por sua causa, por causa do exemplo destes engenheiros e professores de matemática, que eu própria entrei para engenharia informática, um campo para o qual não tenho uma inclinação natural (era suficientemente boa, mas tive de estudar bastante). Se eu tivesse sido educada por sonhadores compulsivos - escritores, leitores ou os que escrevem cartas sem fim – pessoas que certamente incluíram os meus pais “naturais”, jamais teria passado vinte anos como programadora de computadores.

E este é exactamente o meu ponto. Imagino logo a minha mãe biológica percorrendo as páginas de “Daniel Deronda” (Livro V, “Mordecai”), de George Eliot, dizendo “Querida, andas para aí a lutar com esses programas austeros e ainda nem leste ‘Middlemarch’”. E assim eu teria desistido precocemente de tentar o meu algoritmo da sorte, tal como teria passado ao lado da profissão que define a época em que vivemos.

Ninguém é o equivalente genético dos seus pais. A Natureza deu-se ao trabalho de garantir que somos diferentes (mais uma boa razão para lutarmos contra a hipótese de juntar a clonagem ao leque das opções parentais). Através do milagre da recombinação genética, cada filho, com excepção de um gémeo monozigótico, constitui-se como um indivíduo único. Até o ambiente do ventre materno opera as suas subtilezas, de modo que quando nos confrontamos com a luz do dia, estamos já por nossa conta. Conhecer cada um dos nossos antepassados jamais resolverá o mistério mais profundo, justamente o insondável que é conhecer aquilo que um dia seremos.

New York Times, 1 de Janeiro de 2009
http://www.nytimes.com/2009/01/02/opinion/02ullman.html?_r=1

[Ellen Ullman é autora de diversos livros de programação informática e de dois romances]
A tradução é do Marco, no Fórum APFertilidade:
http://forum.apfertilidade.org/phpBB2/viewtopic.php?t=22272

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2009/01/04/a-minha-vida-secreta/feed/
Boas Festas http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/boas-festas/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/boas-festas/#comments Tue, 23 Dec 2008 21:49:06 +0000 APFertilidade http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/boas-festas/ merry-xmas.JPG

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/boas-festas/feed/
A Respiração dos Poetas http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/a-respiracao-dos-poetas-2/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/a-respiracao-dos-poetas-2/#comments Tue, 23 Dec 2008 17:00:26 +0000 Ana Fonseca http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/a-respiracao-dos-poetas-2/ A propósito do Natal… e dos desafios, sonhos e conquistas que um berço (cheio de esperança) é capaz de representar …

Poema de Natal


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/23/a-respiracao-dos-poetas-2/feed/
IVF Fashion http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/21/ivf-fashion-14/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/21/ivf-fashion-14/#comments Sun, 21 Dec 2008 19:02:27 +0000 Anna Pires http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/21/ivf-fashion-14/ ivf-tote-bag.JPG

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/21/ivf-fashion-14/feed/
Sobre o programa especial de incentivos à pma… http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/06/o-programa-especial-de-incentivos-a-pma/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/06/o-programa-especial-de-incentivos-a-pma/#comments Sat, 06 Dec 2008 22:32:15 +0000 Nicolau Gomes http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/06/o-programa-especial-de-incentivos-a-pma/ blog_natal.JPG

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/12/06/o-programa-especial-de-incentivos-a-pma/feed/
“A Igreja, a sexualidade e a bioética” http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/29/a-igreja-o-sexo-e-a-bioetica/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/29/a-igreja-o-sexo-e-a-bioetica/#comments Sat, 29 Nov 2008 16:58:30 +0000 Fernando M. Oliveira http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/29/a-igreja-o-sexo-e-a-bioetica/

igreja_sexo.jpg 

As crónicas do Padre Anselmo Borges continuam a ser dos melhores motivos para se comprar o “Diário de Notícias” aos Sábados. Podemos discordar (e discordo muitas vezes), mas a sua escrita alimenta a reflexão e, em dias como o de hoje, interroga o fundamento das posições da Igreja institucional. Ao comentar o livro “A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 anos de Humanae Vitae”, o Padre Anselmo Borges questiona o que terá “envenenado” a relação da Igreja com o corpo e a sexualidade, passando pela ideia de pecado original, pela imposição (oficial e tardia) do celibato e, importante para o que aqui interessa, sobre os limites incertos entre o que é biológico/natural e o que é artificial:

«Neste domínio da contracepção, o equívoco fundamental da encíclica Humanae Vitae encontra-se numa concepção de lei natural fixa, estática e centrada na biologia. Ora, por natureza, o ser humano é cultural e histórico e a própria realidade é processual. A sexualidade humana não pode ser vista apenas na sua vertente biológica. Como pode o Magistério fixar-se na biologia, esquecendo que, para ser verdadeiramente humana, a sexualidade envolve o biológico, o afectivo, a ternura, o amor, o espiritual? Por outro lado, na perspectiva bíblica, não criou Deus o Homem como criatura co-criadora? Não é o Homem, por natureza, interventivo, aperfeiçoador e transformador da natureza? Então, no juízo moral, o critério não pode ser o natural identificado com o bem e o artificial identificado com o mal, mas a responsabilidade digna e a dignidade responsável.»

Versão completa:
http://dn.sapo.pt/2008/11/29/opiniao/igreja_sexualidade_e_bioetica.html

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/29/a-igreja-o-sexo-e-a-bioetica/feed/
A infertilidade no mundo http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/28/a-infertilidade-no-mundo/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/28/a-infertilidade-no-mundo/#comments Fri, 28 Nov 2008 03:58:15 +0000 Fernando M. Oliveira http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/28/a-infertilidade-no-mundo/ infertility_africa.jpg

Em 2007 tive oportunidade de ouvir o especialista Willem Ombelet falar sobre a infertilidade nos países em desenvolvimento. Nessa ocasião desfilaram perante a plateia  números assustadores, representações cruéis da infertilidade noutras culturas, dificuldades em acomodar os tratamentos de PMA em países com inúmeras carências económicas, a necessidade de planos específicos e de formação básica em medicina da reprodução. Ora, o “Jornal de Angola” anunciava há dias a entrada da PMA no país, dando conta da ajuda decisiva de uma equipa de médicos brasileiros. O relato mostra-nos evidentemente o drama pessoal da infertilidade, mas acrescenta ao universo que nos é familiar outras percepções, relacionadas com a localidade angolana. Um excerto: 

«Ciúmes, tristezas, traições, divórcios e desavenças tomam conta de muitos lares por falta de um herdeiro. Domingos Fernando, 41 anos, é apenas um, no universo de muitos parceiros, que luta dia e noite para manter o casamento. A infertilidade acomete a sua esposa há onze anos. (…) Domingos Fernando disse que já recorreu a pelo menos cinco ou seis terapeutas tradicionais, mas o tratamento não resultou na concepção de mais um filho por parte de companheira. “Já fui a Viana, Rocha Pinto, atrás da FTU, 1º de Maio, até Benguela e, por um fio, iria ao Dombe Grande, porque não imagina o sentimento de culpa e a pressão que recebo da parte da mulher”, acrescentou. A companheira de Domingos sentiu-se ainda mais revoltada quando este fez outros filhos com uma outra mulher. De lá para cá, segundo Domingos, “a minha mulher diz que não ligo à situação dela e para evitar dissabores tive de reduzir à ida a segunda esposa”. Estas histórias dramáticas relacionadas, quer com a infertilidade masculina, quer com feminina, a partir dos próximos tempos, terão solução. Uma equipa de médicos brasileiros especializados em reprodução assistida está a fazer as malas rumo a Angola para trabalhar no “Projecto vida”.»

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/28/a-infertilidade-no-mundo/feed/
IVF Fashion http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/03/ivf-fashion-13/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/03/ivf-fashion-13/#comments Sun, 02 Nov 2008 23:44:19 +0000 Anna Pires http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/03/ivf-fashion-13/ ivffashion7.jpg

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/11/03/ivf-fashion-13/feed/
Música às segundas… http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/28/musica-as-segundas-3/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/28/musica-as-segundas-3/#comments Tue, 28 Oct 2008 03:53:03 +0000 Nicolau Gomes http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/28/musica-as-segundas-3/

Lady Saw
“No Less Than a Women”
NB: Lady Saw escreveu esta música especialmente para as mulheres que têm dificuldades em ter filhos.

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/28/musica-as-segundas-3/feed/
Voz emprestada: teste de fertilidade http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/27/voz-emprestada-teste-de-fertilidade/ http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/27/voz-emprestada-teste-de-fertilidade/#comments Mon, 27 Oct 2008 01:24:05 +0000 APFertilidade http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/28/voz-emprestada-teste-de-fertilidade/ voz-emprestada_relogio.jpg 

«Especialistas em fertilidade da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, desenvolveram um teste que prevê quanto tempo de fertilidade as mulheres ainda têm pela frente. O teste mede o número de óvulos nos ovários femininos e indica qual deve ser o nível dele dentro de dois anos. O exame já está disponível em serviços de saúde da Europa e dos EUA, com o nome de “Plan Ahead Test” (Planeje com Antecedência, em tradução literal). Veja o site do produto http://www.early-pregnancy-tests.com/planahead-test.html

O especialista em fertilidade Bill Ledger, que desenvolveu o kit para o exame, disse que está confiante de que o teste é uma previsão exata da fertilidade, e que ele espera que permita às mulheres planejar melhor seu futuro e decidir por quanto tempo elas podem adiar a decisão de ter um filho. “Se ter uma família é a coisa mais importante, é melhor você começar a tentar ter filhos na faixa dos 20 anos – não há dúvidas de que quanto mais você adia, maior a chance de decepção”, disse ele.»
Continua aqui: http://claudiacollucci.blog.uol.com.br/
 

]]>
http://www.apfertilidade.org/blog/2008/10/27/voz-emprestada-teste-de-fertilidade/feed/