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Blog Fertilidade O Blog da Associação Portuguesa de (in)Fertilidade 2010-05-10T00:28:31Z WordPress http://www.apfertilidade.org/blog/feed/atom/ Fernando M. Oliveira <![CDATA[A pílula faz 50 anos!]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/05/09/a-pilula-faz-50-anos/ 2010-05-10T00:28:31Z 2010-05-09T03:15:34Z blog_66.jpg

Assinala-se por esta altura o cinquentenário da pílula. Desde a sua aprovação oficial, no ano de 1960, a pílula transformou de modo profundo o controlo da natalidade, permitindo à mulher um domínio inédito sobre o corpo e a fertilidade. Curiosamente, a produção do composto químico do comprimido mais famoso do mundo teve a participação de um médico e professor de medicina em Harvard, chamado John Rock, que procurava um tratamento para a infertilidade e não o contrário. A pílula resultou portanto da investigação conjunta de médicos que pretendiam facilitar a gravidez e de outros médicos que pretendiam impedir a gravidez. E se as descobertas científicas se alcançam por vezes através de caminhos insondáveis, esta dupla origem lembra-nos que foi sobre a própria experiência da maternidade que a pílula teve maiores consequências. O controlo da gravidez permitiu à mulher ‘tomar posse’ do seu corpo e viver a maternidade sobretudo como uma experiência desejada.

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APFertilidade <![CDATA[Sexo e (in)fertilidade]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/04/18/sexo-e-infertilidade/ 2010-04-17T23:34:48Z 2010-04-17T23:33:28Z  blog_65.jpg

«O post anterior fez tanto sucesso que resolvi continuar no tema sexualidade e infertilidade. Pela repercussão deu para perceber o quanto essa questão provoca mudanças na vida do casal. Em alguns casos, pode uni-los ainda mais, permitindo que falem da tristeza e da impotência frente a situações que fogem ao nosso controle, como a infertilidade. Nesses casos, esses casais poderão compartilhar sentimentos nunca antes experimentados e isso tende a fortificar ainda mais os relacionamentos. Ao mesmo tempo _e mais frequentemente_, essa experiência pode também trazer para fora sentimentos de raiva, de culpa e de desespero.

A dificuldade inicial da gravidez, os exames diagnósticos, os tratamentos, as tentativas frustradas, os abortos, tudo isso vai se somando e o sexo perde rapidamente muitas das associações ligadas ao prazer e ao divertimento. A falha em conceber pode destruir a auto-estima de homens e de mulheres e isso tem impacto direto na sexualidade. E todos esses sentimentos ficam refletidos na cama, que, em última instância, é local onde todos os “problemas” começaram.

A fertilidade é uma expressão muito básica da sexualidade. Em muitas culturas, por exemplo, o homem com vários filhos têm mais status. É considerado mais potente, mais viril do que aquele que não tem nenhum.

É preciso avaliar ainda que a resposta emocional a um diagnóstico de infertilidade envolve muitas perdas: os filhos que não foram gerados, os netos que não foram “dados” ao pai e à mãe (já ouvi muitos relatos de mulheres dizendo que a maior dor da infertilidade foi não ter podido dar ao pai/mãe o neto/a neta que ele/ela tanto sonhava), a continuidade genética, a experiência da concepção, do nascimento e assim por diante.

No enfrentamento da infertilidade, também é comum a mulher se sentir “menos mulher” e o homem, “menos homem”. As mulheres, em geral, sentem frequentemente a sua sexualidade ameaçada quando enfrentam a possibilidade de não engravidar. A chegada da menstruação as deixam fragilizadas, com sentimento de falha. “Quando vi o sangue da minha menstruação hoje, desmoronei. Toda a força que eu pensei que tinha parece ter sido drenada. O sangue parece um lembrete da minha falha. Para muitas mulheres, a menstruação é um sinal da feminilidade e do potencial para a maternidade. Para mim, significa minha falha”, relata uma leitora.

E como melhorar a sexualidade em meio a uma tempestade com essa? Infelizmente, não há uma cartilha a ser seguida. Cada um tem que descobrir dentro de si as chaves para essa intrincada fechadura, que é a vida sexual. Penso que o primeiro passo seja o resgate da auto-estima. Homens e mulheres precisam, individualmente, se sentir bem com eles mesmos, gostar do que vêem no espelho.»

Em parceria com Cláudia Collucci.

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Nicolau Gomes <![CDATA[Tutto il resto è un rumore lontano…]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/04/17/tutto-il-resto-e-un-rumore-lontano/ 2010-04-17T17:41:46Z 2010-04-17T17:37:21Z

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Nicolau Gomes <![CDATA[Made in Lab]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/03/13/made-in-lab/ 2010-03-13T16:11:49Z 2010-03-13T16:08:03Z blog_63.jpg

A fotografia capta o momento em que alunos do Colégio de S. Miguel, em Fátima, recebem das mãos da anterior Ministra da Educação o 2º Prémio relativo ao “Concurso Região com Futuro” (ano lectivo 2008-2009), promovido pela Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI), em conjunto com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL). O projecto tinha como lema “Como contornar a Infertilidade” e propunha, além de uma série de acções de divulgação, a maquete de uma clínica de fertilidade a construir na região de Leiria. A professora Mónica Freixial coordenou o projecto e os alunos Cátia Nogueira, Cristiano Antunes, Juliana Carvalho e Roberto Oliveira conduziram os trabalhos, recolhendo informação, visitando clínicas e também o Site e o Fórum da APFertilidade. Parabéns a todos!

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Fernando M. Oliveira <![CDATA[Geração FIV]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/03/13/geracao-fiv/ 2010-03-13T16:11:28Z 2010-03-11T10:58:52Z blog_64.jpg 

Continuam a surgir estudos sobre a evolução física e psicológica das crianças nascidas através de FIV. Se numa fase inicial, como é sabido, era comum dizer-se que não existia qualquer diferença ou risco no uso da FIV, nos últimos anos tem sido possível chegar a resultados mais concretos. Em Fevereiro de 2010 a revista oficial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (Fertility and Sterility) publicou um trabalho que analisava quase duas centenas de crianças nascidas através de FIV, agora com idades entre os 18 e os 26 anos. Os resultados, apesar geralmente satisfatórios, revelam uma propensão acrescida para problemas psicológicos (sobretudo défice de atenção e hiperactividade) e uma incidência maior de alguns problemas congénitos. Trata-se realmente de uma área onde há muito para fazer e para conhecer, pois não estamos sequer em posição de compreender e isolar propriamente cada uma das causas e das consequências, entre os procedimentos relacionados com a FIV, os factores relacionados com a gravidez e a frequência de múltiplos, a especificidade dos casais que recorrem à FIV ou mesmo a influência de aspectos sócio-educativos. O estudo original pode ser consultado aqui. Uma versão jornalística está disponível aqui.

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Nicolau Gomes <![CDATA[Momentos (3): “Redemption Song”]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/02/06/momentos-3-redemption-song/ 2010-02-06T18:41:18Z 2010-02-06T18:40:22Z

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Fernando M. Oliveira <![CDATA[Duas recomendações para o tempo presente]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/01/23/duas-recomendacoes/ 2010-01-23T23:24:21Z 2010-01-23T19:24:08Z blog_62.jpg 

1. Recomendaçao para a instalação de centros de preservação da fertilidade no SNS para doentes sujeitos a terapêuticas do foro oncológico:
O CNPMA entende por bem manifestar de novo a sua posição relativamente à necessidade de instituir no SNS uma estrutura dedicada à preservação da fertilidade para doentes que venham a ser submetidos a terapêuticas do foro oncológico. Ler mais

2. Recomendaçao para a instalação de um centro público para recrutamento, selecção e recolha, criopreservação e armazenamento de gâmetas de dadores terceiros:
O CNPMA renova a recomendação já várias vezes apresentada para que, o mais urgentemente possível, seja criado no SNS um centro público para recrutamento, selecção e recolha, criopreservação e armazenamento de gâmetas de dadores terceiros, que dê resposta cabal e consistentre a esta necessidade social. Ler mais…

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Nicolau Gomes <![CDATA[O homúnculo: entre o desejo e a ficção]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2010/01/11/o-homunculo-entre-o-desejo-e-a-ficcao/ 2010-01-11T23:11:49Z 2010-01-11T22:50:37Z blog_61jpg.jpg

Numa passagem célebre do livro De Natura Rerum (1537), Paracelso imagina a possibilidade de um ser humano criado artificialmente:
«Tem-se discutido muito a idéia de que a natureza e a ciência nos teriam proporcionado meios para criar um ser humano sem a interferência da mulher. Quanto a mim acho que isto é completamente possível e não é contrário às leis da natureza. Dou aqui as normas que deverão ser observadas para que se atinja esse objectivo. Põe-se num alambique a porção suficiente de sémen humano, sela-se o alambique e este é conservado durante quarenta dias à temperatura semelhante à que prevalece no interior dum cavalo. Ao fim de este prazo, a semente humana começa a crescer, a viver e a mover-se. Já então deve possuir forma humana, embora pareça transparente e imaterial. Durante mais quarenta semanas, deve ser cuidadosamente alimentada com sangue humano e guardada no mesmo local aquecido. Torna-se então uma criança viva, com todas as características de um recém-nascido de mulher, porém menor. A isso se dá o nome de homúnculo. Deve ser tratado com todo o cuidado, até crescer o necessário e começar a evidenciar sinais de inteligência.»

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APFertilidade <![CDATA[Votos de um Ano Novo muito Feliz]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2009/12/31/votos-de-feliz-ano-novo/ 2009-12-31T01:50:03Z 2009-12-31T01:45:12Z blog_60.jpg

“The Newborn” (1920) / C. Brancusi (1876-1957)

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Nicolau Gomes <![CDATA[Momentos (2): L. Cohen, sobre Kavafis]]> http://www.apfertilidade.org/blog/2009/12/30/pathos-invernal/ 2009-12-30T11:32:51Z 2009-12-30T11:11:47Z

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