| 22-02-2008 |
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A infertilidade afecta um número cada vez maior de pessoas em Portugal, com uma prevalência que se estima atingir já cerca de 15% da população em idade reprodutiva. A Associação Portuguesa de Infertilidade (API) nasceu como um projecto fundamentalmente destinado a apoiar e informar uma comunidade que durante anos não encontrou no Serviço Nacional de Saúde resposta adequada aos seus problemas. Estudos recentes mostram que o impacto psicológico causado pela infertilidade é equivalente a uma doença crónica, pelo que a API decidiu avançar com a constituição de uma rede nacional de grupos de apoio. Beneficiando da coordenação de Anna Pires e do aconselhamento da Psicóloga Matilde Catalão, o projecto conta já com uma experiência-piloto a decorrer em Braga e, até ao final do ano de 2007, abrirão núcleos de apoio em Lisboa, Faro, Coimbra e Porto. Ao longo de 2008, terão início outros dois grupos, em cidades do interior do país. Com vista à formação de coordenadores locais, a API promoveu no passado dia 06 de Outubro, em Lisboa, o 1º de uma série de Workshops. Os grupos de apoio constituem iniciativas de cidadãos e fazem parte do projecto "Saúde para todos", elaborado pela Organização Mundial de Saúde. Numa área especialmente debilitada como a da saúde reprodutiva em Portugal, onde os ciclos de tratamento por milhão de habitantes são apenas cerca de um terço dos praticados na Europa do Norte, esta iniciativa pretende igualmente alertar a comunidade portuguesa para as inúmeras dificuldades sociais, económicas e psicológicas que continuam a afectar as pessoas com problemas de fertilidade no nosso país. Associação Portuguesa de Infertilidade
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