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in Diário de Notícias Os principais grupos privados de saúde vão investir na área da procriação medicamente assistida (PMA). É esse o caso dos Hospitais Privados de Portugal (HPP) e do grupo Espírito Santo Saúde (ESS), que estão a estudar a abertura de duas a quatro unidades. O crescimento da procura de tratamentos para a infertilidade é a principal razão apontada pelos operadores para a entrada no sector. Já a assinatura de protocolos com o Estado interessa ao sector, mas não motiva o investimento.
Luís Vasconcelos, administrador dos HPP, disse ao DN que "esta é uma área que interessa ao grupo". A legislação que regula os requisitos e critérios para avançar com a criação destas unidades foi ontem apresentada. "Prevemos abrir uma a duas unidades até ao final do ano em Lisboa", afirmou. A decisão "já está em estudo há dois anos e apenas tem a ver com o crescimento da procura". O grupo esteve à espera da legislação para poder agir de forma adequada e admite "interesse em negociar acordos com o Estado. Com a nova decisão do Governo de apoiar as pessoas, é necessária uma resposta mais rápida e isso não acontece no sector público", argumenta.
Já Isabel Vaz, administradora da ESS, reiterou o interesse estratégico da área da infertilidade: "Tem interesse como complemento à área da medicina da mulher no Hospital da Luz e da Arrábida", frisa. O aumento da procura é também o motor deste projecto. "Já temos encaminhado casais para outras clínicas, em regime de outsourcing, e temos sentido alguma pressão para o fazer, mesmo por parte das equipas de ginecologia e obstetrícia,". Por enquanto, a questão está a ser analisada e por isso não há um prazo para a abertura das unidades, "mas já temos equipas disponíveis e preparadas para o fazer".
A José de Mello Saúde não vai ao encontro da concorrência. Uma fonte do grupo explica que "a PMA é uma área que não tem interesse estratégico, até porque é contrária ao código de ética da José de Mello Saúde". O código dita que é vedada aos profissionais a prática da PMA, esterilização definitiva e aborto, uma área que por razões ligadas ao respeito pela vida humana nunca integrou a estratégia do grupo.
Durante a apresentação do documento que dita as regras dos centros, o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, Eurico Reis, afirmou haver mais clínicas interessadas neste sector, "uma delas já a tratar dos requisitos". Espera-se que, "dentro de um ano, todas as unidades estejam adaptadas às novas regras", frisa.
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