O QUE √Č

A infertilidade √© o resultado de uma fal√™ncia org√Ęnica devida √† disfun√ß√£o dos √≥rg√£os reprodutores, dos g√Ęmetas ou do conceto. Um casal √© inf√©rtil quando n√£o alcan√ßa a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual cont√≠nua sem m√©todos contracetivos. Esta defini√ß√£o √© v√°lida para o casal com vida sexual plena de amor e prazer (3-5 vezes por semana), em que a mulher tem menos de 35 anos de idade e em que ambos n√£o conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja. Tamb√©m se considera inf√©rtil o casal que apresenta abortamentos de repeti√ß√£o (a partir de tr√™s consecutivos).

> PREVALÊNCIA DA INFERTILIDADE

> MULHER

A mulher deixa de produzir ov√≥citos ap√≥s o nascimento. Na rec√©m-nascida, cada ov√°rio possui um milh√£o de fol√≠culos primordiais. Todos os meses, em cada ov√°rio, cerca de 20-30 fol√≠culos iniciam o seu crescimento mas, devido √† aus√™ncia de n√≠veis adequados de hormonas, esses fol√≠culos degeneram (atr√©sia). Em consequ√™ncia, por altura da puberdade, cada ov√°rio j√° s√≥ possui 100.000 ov√≥citos. Na adolesc√™ncia, a cada m√™s, um dos ov√°rios consegue fazer crescer um fol√≠culo at√© aos 2-3 cm, a que se segue a sua ovula√ß√£o (os ov√°rios alternam a cada m√™s). Em simult√Ęneo com este ciclo ov√°rico, a rapariga inicia os ciclos menstruais.

A partir dos 28 anos, observa-se uma perda progressiva da capacidade de resposta dos folículos primordiais aos níveis hormonais. Deste modo, o ovário tende a deixar de formar folículos maduros, dando origem, com uma frequência cada vez maior, a folículos contendo ovócitos imaturos ou a folículos com ovócitos anormais (em morfologia e em estrutura genética), podendo mesmo não ovular. Os ciclos menstruais mantêm-se geralmente ritmados, independentemente do ciclo ovárico. Estas anomalias devem-se ao facto dos ovócitos estarem parados há vários anos, o que permite o seu envelhecimento. Em consequência, por exemplo, a taxa de trissomia 21 aumenta para 1/500 recém-nascidos aos 34 anos e 1/100 recém-nascidos aos 39 anos.

> HOMEM

O homem nasce com células mãe nos testículos e só inicia a produção dos espermatozoides a partir da puberdade. Esta produção mantém-se toda a vida, apesar da concentração, morfologia normal e mobilidade dos espermatozoides tender a diminuir com a idade, geralmente já fora do período reprodutivo.

A preval√™ncia da infertilidade conjugal √© de 15-20% na popula√ß√£o em idade reprodutiva. A taxa de infertilidade masculina √© similar √† taxa de infertilidade feminina. Em m√©dia, 80% dos casos apresentam infertilidade nos dois membros do casal, sendo, geralmente, um mais grave do que o outro. A infertilidade tem aumentado nos pa√≠ses industrializados devido ao adiamento da idade de conce√ß√£o, √† exist√™ncia de m√ļltiplos parceiros sexuais, aos h√°bitos sedent√°rios e de consumo excessivo de gorduras, tabaco, √°lcool e drogas, bem como aos qu√≠micos utilizados nos produtos alimentares e aos libertados na atmosfera.

> QUEM CONSULTAR EM CASO DE INFERTILIDADE

O casal com problemas de infertilidade deve consultar um especialista de Reprodu√ß√£o Medicamente Assistida (RMA), quer nas consultas de infertilidade dos hospitais p√ļblicos, quer nas cl√≠nicas privadas dessa especialidade.

> CAUSAS

> PRINCIPAIS CAUSAS DE INFERTILIDADE FEMININA

Por altera√ß√Ķes hormonais, a mulher pode ter per√≠odos sem menstrua√ß√£o (amenorreia). Na presen√ßa de ciclos menstruais regulares, a mulher pode n√£o ovular, pode ovular ov√≥citos imaturos ou ov√≥citos com altera√ß√Ķes (morfol√≥gicas e/ou gen√©ticas). V√°rios dist√ļrbios hormonais contribuem para a disfun√ß√£o ovulat√≥ria, como o excesso de prolactina, dos androg√©nios (ov√°rio poliqu√≠stico), ou das hormonas tiroideias (doen√ßas da tiroide). Nos casos mais graves, pode ocorrer insufici√™ncia ov√°rica prematura, situa√ß√£o em que o ov√°rio deixa de produzir fol√≠culos (mulheres <35 anos). Nestes casos, a mulher deve efetuar teste gen√©tico para o X-fr√°gil).

> S√ćNDROME DOS OV√ĀRIOS POLIQU√ćSTICOS

O OV√ĀRIO POLIQU√ćSTICO (PCOS) apresenta sinais e sintomas que podem indicar a sua exist√™ncia, como obesidade, pilosidade aumentada, acne e irregularidades menstruais. No PCOS, os quistos impedem a forma√ß√£o de ov√≥citos maduros ou mesmo a ovula√ß√£o porque respondem aos n√≠veis hormonais e crescem, ocupando o espa√ßo livre necess√°rio para o desenvolvimento do ov√≥cito. O diagn√≥stico do PCOS faz-se por ecografia e doseamentos hormonais dos androg√©nios (aumentados) e da 21 -hidroxilase (se diminu√≠da, pedir estudo das muta√ß√Ķes do gene). A adolescente com PCOS deve efetuar medica√ß√£o inibidora dos androg√©nios, para n√£o sofrer insufici√™ncia prematura do ov√°rio. Na idade em que pensa em engravidar, e se tal n√£o ocorrer espontaneamente, ap√≥s a paragem da medica√ß√£o, a mulher deve efetuar laparoscopia para cauterizar os quistos. Nos casos ligeiros, basta medica√ß√£o com an√°logos da GnRH.

> ENDOMETRIOSE

A ENDROMETRIOSE √© tamb√©m uma doen√ßa cong√©nita, em que existem focos de endom√©trio (epit√©lio que reveste a cavidade uterina) espalhados em v√°rias regi√Ķes do corpo (as zonas mais frequentes s√£o os ov√°rios, as trompas e a cavidade abdominal). Nesta doen√ßa, a mulher apresenta dores muito fortes antes da menstrua√ß√£o, durante a menstrua√ß√£o ou nas rela√ß√Ķes sexuais. Os focos ect√≥picos de endom√©trio surgem durante o desenvolvimento fetal. N√£o se sabe se √© de causa gen√©tica ou se est√° ligado a fatores t√≥xicos ambientais (ar, alimentos). A endometriose causa disfun√ß√£o ovulat√≥ria porque os focos ect√≥picos respondem aos n√≠veis hormonais como se fosse o endom√©trio uterino, desregulando o ov√°rio. Por laparoscopia (celioscopia: endoscopia da cavidade abdominal), estes focos podem ser destru√≠dos por coagula√ß√£o. No caso de quistos endometriais do ov√°rio (ENDOMETRIOMA), deve-se efetuar ex√©rese cir√ļrgica conservadora. Se tal n√£o for poss√≠vel e a doen√ßa for bilateral, deve-se poupar um dos ov√°rios e tentar supress√£o com medica√ß√£o usando an√°logos da GnRH at√© se conseguir o beb√©.

> OBSTRUÇÃO TUBAR

A OBSTRU√á√ÉO DAS TROMPAS deve-se geralmente a uma infe√ß√£o genital que √© assintom√°tica. Por vezes, a infe√ß√£o das trompas causa uma inflama√ß√£o aguda (salpingite) seguida de dilata√ß√£o das trompas (hidrosalpinge), que obriga √† sua remo√ß√£o cir√ļrgica (salpingectomia). Evitam-se estas infe√ß√Ķes com a monogamia de rela√ß√£o fiel e est√°vel ou com a utiliza√ß√£o de preservativo, no caso da exist√™ncia de rela√ß√£o sexual fora de uma rela√ß√£o est√°vel. Noutros casos, recorre-se √† laquea√ß√£o das trompas como m√©todos anticoncetivos.

> MUCO CERVICAL INCOMPETENTE

A cavidade uterina encontra-se protegida pelo muco que reveste o colo uterino. Este muco cervical é também responsável pela limpeza e seleção dos espermatozoides. Se o muco cervical não for competente, os espermatozoides não conseguem penetrar na cavidade uterina.

> ANOMALIAS DO CARI√ďTIPO

O cari√≥tipo √© a an√°lise dos 46 cromossomas que todos n√≥s possu√≠mos nas c√©lulas do corpo. Esta an√°lise efetua-se nos leuc√≥citos (gl√≥bulos brancos) obtidos por pun√ß√£o venosa. A altera√ß√£o do n√ļmero ou da estrutura dos cromossomas est√° associado com insufici√™ncia prematura do ov√°rio, disfun√ß√£o ovulat√≥ria, produ√ß√£o de ov√≥citos imaturos, produ√ß√£o de ov√≥citos morfol√≥gica e/ou geneticamente anormais, anomalias do desenvolvimento embrion√°rio, falhas da implanta√ß√£o, abortamentos de repeti√ß√£o e anomalias fetais.

> PATOLOGIA UTERINA

FIBRIOMAS Os fibromas s√£o tumores benignos do m√ļsculo liso (miom√©trio) do √ļtero. Podem impedir a gravidez por ocupa√ß√£o de espa√ßo e, se fizerem proemin√™ncia na cavidade uterina, dificultam a implanta√ß√£o e podem induzir abortamento.

P√ďLIPOS S√£o tumores benignos pediculados do endom√©trio. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implanta√ß√£o devido a ocuparem espa√ßo e a desencadearem inflama√ß√£o, e podem induzir abortamento.

HIPERPLASIA BENINGNA DO ENDOM√ČTRIO Por desregula√ß√£o hormonal ou infe√ß√£o cr√≥nica, o endom√©trio pode espessar de tal modo que impede a implanta√ß√£o ou induz abortamento.

HIPOPLASIA DO ENDOM√ČTRIO Se o endom√©trio n√£o crescer (12-14 mm) na altura da implanta√ß√£o, a gravidez dificilmente poder√° ocorrer. Deve-se a d√©fices hormonais ou a muta√ß√Ķes gen√©ticas dos recetores das hormonas esteroides para a progesterona e os estrog√©nios.

ENDOMETRITE As infe√ß√Ķes silenciosas do endom√©trio s√£o frequentes, sendo geralmente causadas por bact√©rias de transmiss√£o sexual ou p√≥s-curetagem (micoplasma, clam√≠dea, listeria). Em casos menos frequentes, pode ser devida √† infe√ß√£o persistente pelo parasita protozo√°rio toxoplasma ou pelo v√≠rus do colo uterino HPV (v√≠rus do papiloma humano). Estas infe√ß√Ķes impedem a implanta√ß√£o e podem causar abortamento.

SIN√ČQUIAS S√£o ader√™ncias (cicatrizes) do endom√©trio, geralmente secund√°rias a infe√ß√Ķes genitais ou √† curetagem (raspagem) do endom√©trio durante a interrup√ß√£o volunt√°ria da gravidez (IVG ou abortamento provocado). Dificultam a implanta√ß√£o e podem induzir abortamento.

> TUMORES MALIGNOS

Os tumores malignos obrigam frequentemente √† remo√ß√£o cir√ļrgica do √≥rg√£o, a quimioterapia (QT) e a radioterapia (RT). Quer a QT, quer a RT (se for p√©lvica), s√£o agentes esterilizantes dos ov√°rios. No caso de tumores malignos atingirem os √≥rg√£os genitais, pode haver necessidade de remo√ß√£o cir√ļrgica do √ļtero (histerectomia), das trompas (salpingectomia) e/ou dos ov√°rios (ooforectomia). A ooforectomia √© tamb√©m uma op√ß√£o frequente no cancro da mama.

> MALFORMA√á√ēES ANAT√ďMICAS

Existem mulheres que nascem com malforma√ß√Ķes anat√≥micas cong√©nitas dos √≥rg√£os genitais. Estas malforma√ß√Ķes s√£o muito raras e variadas, indo desde a aus√™ncia total do √≥rg√£o at√© variados graus de dismorfia da vagina, √ļtero, trompas e/ou ov√°rios. Em casos tamb√©m muito raros, pode ocorrer mau desenvolvimento anat√≥mico com ambiguidade sexual (intersexo).

> GRAVIDEZ ECT√ďPICA

Quando a implanta√ß√£o e a gravidez ocorre na cavidade abdominal (se o ov√≥cito fecundado cair da trompa para a cavidade abdominal) ou na trompa de Fal√≥pio, o tratamento obriga √† interrup√ß√£o da gravidez e excis√£o da trompa afetada. Por vezes, no caso da gravidez abdominal, pode haver necessidade de remo√ß√£o cir√ļrgica do √ļtero. Se a gravidez ect√≥pica for recorrente (2 consecutivas), o casal deve ser submetido a tratamento de fertilidade, utilizando a t√©cnica da fecunda√ß√£o in vitro (FIV) para evitar novos casos.

> INTERRUP√á√ÉO VOLUNT√ĀRIA DA GRAVIDEZ

Sobretudo se efetuada por pessoal n√£o-m√©dico e fora de instala√ß√Ķes hospitalares, o aborto provocado pode originar les√Ķes graves do endom√©trio (sin√©quias), infe√ß√Ķes cr√≥nicas do endom√©trio (endometrite), infe√ß√Ķes tubares (com obstru√ß√£o das trompas) e perfura√ß√£o uterina com histerectomia de urg√™ncia.

> ABORTAMENTOS DE REPETIÇÃO

Os abortamentos do primeiro trimestre (até às 12 semanas de gestação) são geralmente devidos a problemas genéticos parentais. Nestes casos incluem-se a idade avançada do ovário (após os 35 anos, a taxa de erros ovocitários aumenta), as anomalias do cariótipo (erros genéticos no ovócito ou no espermatozoide que causam um desenvolvimento embrionário deficiente; nesta situação, o abortamento é considerado uma defesa materna contra um produto inviável ou fortemente anómalo), as doenças da coagulação e as doenças autoimunes. Noutros casos, os abortamentos devem-se a causas não genéticas, como as sinéquias do endométrio, os pólipos do endométrio, a fibromas que fazem procedência para a cavidade uterina, a infeção das trompas ou a endometrite.

> AUTO-ANTICORPOS

As doen√ßas autoimunes s√£o doen√ßas gen√©ticas em que o sistema imunol√≥gico da pessoa ataca o pr√≥prio organismo. Nestes casos, as secre√ß√Ķes uterinas cont√™m um excesso de anticorpos que pode impedir a implanta√ß√£o. Um caso particular √© o da mulher com anticorpos anti-espermatozoide, em que os anticorpos bloqueiam os espermatozoides, n√£o os deixando fecundar o ov√≥cito.

> CAUSA DESCONHECIDA

Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis. Em muitos casos, existem anomalias genéticas dos ovócitos, para os quais não existem testes de deteção. Frequentemente, estes só se descobrem durante a fecundação in vitro (FIV), momento em que se podem observar os ovócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário. Podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhos da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais.

> PRINCIPAIS CAUSAS DE INFERTILIDADE MASCULINA

> ALTERAÇÃO DO ESPERMOGRAMA

Com o espermograma avalia-se, no s√©men ejaculado (por masturba√ß√£o ap√≥s 3 dias de abstin√™ncia: rela√ß√£o sexual boa, 3 dias sem rela√ß√Ķes, colheita na manh√£ do 4¬ļ dia), o volume, o pH, a viscosidade, o tempo de liquefa√ß√£o, a concentra√ß√£o, mobilidade, morfologia e resist√™ncia dos espermatozoides, as infe√ß√Ķes e a presen√ßa de auto-anticorpos. As altera√ß√Ķes do espermograma podem ser devidas a causas gen√©ticas (principal causa) ou secund√°rias (infe√ß√Ķes genitais, √°lcool, tabaco, drogas, t√≥xicos ambientais, t√≥xicos profissionais, t√≥xicos alimentares, sobreaquecimento, medicamentos, sedentarismo).

O tempo de abstinência (2-5 dias) serve para acumular uma grande quantidade de espermatozoides no canal excretor que se localiza a seguir ao testículo (epidídimo), e que funciona como reservatório dos espermatozoides até à ejaculação. Essa quantidade é a essencial para se poderem efetuar todos os testes necessários.

O volume m√©dio normal do s√©men √© de 2-5 mL. A HIPOSPERMIA (diminui√ß√£o do volume do s√©men) e a HIPERSPERMIA (aumento do volume do s√©men) indicam um n√ļmero reduzido ou aus√™ncia de espermatozoides.

A concentra√ß√£o normal de espermatozoides √© maior ou igual a 20 milh√Ķes/mL. Quando h√° uma diminui√ß√£o da concentra√ß√£o dos espermatozoides fala-se em OLIZOOSPERMIA a. A aus√™ncia de espermatozoides √© identificada como AZOOSPERMIA.

Um pH ácido indica infeção pelo bacilo da tuberculose ou ausência congénita dos canais excretores.

A viscosidade aumentada e o aumento do tempo de liquefação (mais de 30 minutos) é indicação para análise genética do gene CFTR.

A MOBILIDADE DOS ESPERMATOZOIDES √© vari√°vel, mas os fecundantes t√™m de apresentar uma mobilidade progressiva r√°pida maior ou igual a 25% do total (ASTENOZOOSPERMIA: diminui√ß√£o da mobilidade progressiva r√°pida dos espermatozoides; NECROZOOSPERMIA: imobilidade total por morte dos espermatozoides). A morfologia normal dos espermatozoides deve ser maior ou igual a 15%. Se existir uma diminui√ß√£o do n√ļmero de espermatozoides morfologicamente normais, est√°-se perante um caso de TERATOZOOSPERMIA.

A resist√™ncia da membrana (mede a capacidade da mobilidade durante os 1-2 dias necess√°rios no trajeto desde o canal vaginal at√© encontrar e fecundar o ov√≥cito na extremidade distal da trompa) √© calculada pela vitalidade e pelo teste hipo-osm√≥tico, que devem ser maiores ou iguais a 60%. A presen√ßa de c√©lulas germinais imaturas indica descama√ß√£o do epit√©lio germinal. Ocorre geralmente nas infe√ß√Ķes ou na diminui√ß√£o da qualidade e n√ļmero dos espermatozoides.

A aglutinação de espermatozoides indica a presença de anticorpos anti-espermatozoide.

A presença de leucócitos, bactérias, fungos ou protozoários indica infeção. Obriga a espermocultura para identificação dos micro-organismos e posterior tratamento.

> CRIPTORQUIDIA

Situação congénita muito frequente em Portugal e caracterizada pela descida incompleta dos testículos para o escroto, ficando na região abdominal ou no canal inguinal. Causa azoospermia secretora.

No caso de posição do testículo na região inguinal, a criptorquidia pode e deve ser corrigida cirurgicamente (orquidopexia: reposição do testículo na bolsa escrotal) até aos 2 anos de vida. No caso do testículo se encontrar na cavidade abdominal (por não se palpar na região inguinal), deve ser feito TAC ou RMN para saber onde se localiza.

Uma vez localizado, a criança deve ser operada porque o testículo intra-abdominal degenera ou transforma-se numa neoplasia maligna. Se o exame não permitir visualizar o testículo na cavidade abdominal, então trata-se de uma ausência congénita do testículo (anorquidia), o que obriga a tratamento hormonal virilizante.

> ANOMALIAS END√ďCRINAS

Toda a criança de sexo masculino com anorquidia, criptorquidia, diminuição do volume testicular, atraso de crescimento ou atraso das características sexuais secundárias próprias da puberdade (pilosidade, voz, pénis) deve ser estudada em termos endocrinológicos.

Os défices do desenvolvimento sexual tratam-se com testosterona e a estimulação da produção de espermatozoides faz-se com FSH e LH.

> ANOMALIAS DO CARI√ďTIPO

A altera√ß√£o do n√ļmero ou da estrutura dos cromossomas pode causar azoospermia secretora ou perda da qualidade do s√©men.

As anomalias nos espermatozoides podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhos da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais. Um caso particular é o síndrome de Klinefelter (47,XXY), com estatura elevada e hipogonadismo.

> EJACULA√á√ÉO RETR√ďGRADA

Nos homens operados à próstata, o sémen durante a ejaculação pode refluir para a bexiga urinária, em vez de ser expelido para o exterior através da uretra.

> ANEJACULAÇÃO

As les√Ķes da medula espinhal ou dos nervos p√©lvicos, as doen√ßas vasculares, determinadas medica√ß√Ķes e dist√ļrbios psicol√≥gicos podem causar aus√™ncia de ere√ß√£o e/ou de ejacula√ß√£o (anejacula√ß√£o).

S√£o relativamente frequentes nos casos das les√Ķes vertebro-medulares, traum√°ticas (quedas, acidentes de via√ß√£o, agress√Ķes) ou por tumores da medula espinhal, que geralmente se acompanham de paraplegia.

Tamb√©m s√£o frequentes nos casos das les√Ķes dos nervos p√©lvicos secund√°rios √† cirurgia oncol√≥gica abdominal ou √†s doen√ßas neurodegenerativas.

São também frequentes nas doenças que obstruem os vasos sanguíneos, como a diabetes, as doenças cardiovasculares e os acidentes cerebrovasculares.

Em casos mais raros, a anejaculação é de causa psíquica.

> AZOOSPERMIA OBSTRUTIVA

Deve-se a uma obstru√ß√£o ou a aus√™ncia cong√©nita dos canais genitais excretores (epid√≠dimo, canal deferente). Nos casos de causa gen√©tica, os pacientes devem efetuar uma ecografia renal (existem casos associados a malforma√ß√Ķes dos rins), uma ecografia p√©lvica (para verificar se existem malforma√ß√Ķes das ves√≠culas seminais ou malforma√ß√Ķes/obstru√ß√£o dos canais ejaculadores), bem como um estudo das muta√ß√Ķes gen√©ticas do gene CFTR (inclusive da esposa, se o marido tiver muta√ß√Ķes do CFTR).

Pode também dever-se à vasectomia (método contracetivo masculino: laqueação dos canais deferentes).

Mais frequentemente √© um efeito colateral de infe√ß√Ķes genitais como, tuberculose; doen√ßas de transmiss√£o sexual: s√≠filis, gonorreia, clam√≠dea, micoplasma, micoses, HPV, herpes genital), ou de uma cirurgia escrotal (hidrocelo, varicocelo, remo√ß√£o de quistos de epid√≠dimo, ex√©rese de tumores testiculares, tentativa de recanaliza√ß√£o dos canais excretores por anomalias da jun√ß√£o entre o epid√≠dimo e o canal deferente ou por obstru√ß√£o inflamat√≥ria do epid√≠dimo; tentativa de recanaliza√ß√£o do canal deferente ap√≥s vasectomia) ou ainda de uma cirurgia de corre√ß√£o de h√©rnia inguinal (herniorrafia).

> AZOOSPERMIA SECRETORA

Esta doen√ßa tem m√ļltiplas causas, gen√©ticas e secund√°rias. O paciente apresenta azoospermia porque o test√≠culo n√£o produz espermatozoides ou produz espermatozoides em n√ļmero insuficiente.

Pode ser devida a criptorquidia, anomalias do cari√≥tipo, muta√ß√Ķes gen√©ticas do cromossoma Y, dist√ļrbios end√≥crinos, infe√ß√£o testicular (papeira), exposi√ß√£o a t√≥xicos ambientais e profissionais, ou a QT/RT.

> CAUSA DESCONHECIDA (IDIOP√ĀTICA)

Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis.

Em muitos casos, existem anomalias moleculares dos espermatozoides, para os quais não existem testes de deteção.

Frequentemente, estes só se descobrem durante a fecundação in vitro, momento em que se podem observar os ovócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário.

As causas mais frequentes são a incapacidade de ligação ou de penetração dos revestimentos externos do ovócito, a incapacidade de fusão com o ovócito ou de o ativar após a fusão.

As anomalias nos espermatozoides podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhos da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais.

> LES√ēES DO ESCROTO

HIDROCELO Acumulação congénita de líquido no escroto. Causa diminuição da qualidade do sémen.

VARICOCELO Varizes do escroto. Causa diminui√ß√£o da qualidade do s√©men. Quistos do epid√≠dimo. Podem ser cong√©nitos ou secund√°rios a infe√ß√Ķes. Podem causar azoospermia obstrutiva.

TOR√á√ÉO TESTICULAR Acidental. Pode levar √† remo√ß√£o cir√ļrgica do test√≠culo (orquidectomia).

> TUMORES MALIGNOS

Os tumores malignos obrigam frequentemente √† remo√ß√£o cir√ļrgica do √≥rg√£o, a quimioterapia (QT) e a radioterapia (RT). Quer a QT, quer a RT (se for p√©lvica), s√£o agentes esterilizantes dos test√≠culos.

No caso dos tumores malignos atingirem os √≥rg√£os genitais, pode haver necessidade de remo√ß√£o cir√ļrgica do test√≠culo, um procedimento conhecido como ORQUIDETOMIA.

> ANOMALIAS ANAT√ďMICAS

Alteração da morfologia dos genitais externos: intersexo.

Altera√ß√Ķes do tamanho e forma do p√©nis (microp√©nis), ou da localiza√ß√£o do meato urin√°rio (hiposp√°dias; episp√°dias).

Altera√ß√Ķes do tamanho e localiza√ß√£o dos test√≠culos (hipotrofia: diminui√ß√£o moderada do volume; atrofia: diminui√ß√£o marcada do volume; criptorquidia; anorquidia: aus√™ncia cong√©nita do test√≠culo).

> OUTRAS CAUSAS

> FREQU√äNCIA DAS RELA√á√ēES SEXUAIS

Uma elevada frequ√™ncia de rela√ß√Ķes sexuais √© ben√©fica e n√£o diminui a qualidade do s√©men. N√£o devem √© ser efetuadas com a inten√ß√£o ou preocupa√ß√£o de se alcan√ßar a conce√ß√£o, por causar ansiedade desnecess√°ria. Devem ocorrer apenas por amor e prazer entre o casal. Deste modo, n√£o √© necess√°rio estar atento ao dia prov√°vel da ovula√ß√£o.

> ANTECEDENTES FAMILIARES

A infertilidade pode ser hereditária, pelo que se deve avaliar cuidadosamente a história familiar referente a casos de infertilidade, casamentos intrafamiliares e doenças genéticas, hematológicas, respiratórias, cardiovasculares, endócrinas, autoimunes, renais, neurológicas, psiquiátricas e oncológicas.

> H√ĀBITOS, ALIMENTA√á√ÉO, DESPORTO, PROFISS√ÉO E MEDICAMENTOS

SUBST√āNCIAS QU√ćMICAS Afetam a qualidade dos ov√≥citos e dos espermatozoides, podendo tamb√©m atingir o desenvolvimento da placenta e do feto.

AUMENTO DA TEMPERATURA ESCROTAL Ocorre com os motoristas, nos trabalhadores junto a fornos e fontes de radiação, nos indivíduos que passam horas consecutivas sentados no escritório, e com o uso de roupa apertada. Provoca perda da qualidade do sémen.

NICOTINA Provoca les√Ķes no material gen√©tico dos ov√≥citos, tornando-os incompetentes para originar um embri√£o saud√°vel. Nas fumadoras, quando o ov√≥cito √© normal e o embri√£o implanta, a nicotina, porque causa aterosclerose e espasmo arterial, condiciona risco de parto prematuro e atraso do crescimento fetal intrauterino. Nos homens, a nicotina causa diminui√ß√£o da l√≠bido, d√©fice da ere√ß√£o, e perda da qualidade do s√©men (oligozoospermia e astenozoospermia).

SUBST√āNCIAS T√ďXICAS Causam les√£o gen√©tica dos ov√≥citos, anomalias fetais, parto prematuro, atraso do crescimento fetal intrauterino e s√≠ndrome de abstin√™ncia do rec√©m-nascido. Nos homens causa perda da libido, impot√™ncia, diminui√ß√£o da qualidade e aumento de les√Ķes gen√©ticas dos espermatozoides.

√ĀLCOOL O alcoolismo cr√≥nico associa-se a dist√ļrbios end√≥crinos, √† perda da fun√ß√£o renal e hep√°tica, √† aterosclerose e √† hipertens√£o arterial. Estas causam desregula√ß√£o end√≥crina do ov√°rio (pode, por isso, condicionar d√©fice da ovula√ß√£o e diminui√ß√£o da qualidade gen√©tica e morfol√≥gica dos ov√≥citos), perda da l√≠bido e aumento das infe√ß√Ķes genitais. Tamb√©m facilitam as complica√ß√Ķes na gravidez e no parto, e condicionam fetos com les√Ķes cerebrais. O etanol provoca les√Ķes diretas no material gen√©tico dos ov√≥citos, tornando-os incompetentes para originar um embri√£o saud√°vel. No homem, o alcoolismo provoca perda da l√≠bido e da ere√ß√£o, bem como perda da qualidade do s√©men (oligo-terato-astenozoospermia).

OBESIDADE Associa-se a dist√ļrbios end√≥crinos (doen√ßas da tiroide, diabetes), √† perda da fun√ß√£o renal e hep√°tica, √† aterosclerose e √† hipertens√£o arterial. Estas causam disfun√ß√£o ovulat√≥ria, diminui√ß√£o da qualidade gen√©tica e morfol√≥gica dos ov√≥citos, les√£o do endom√©trio, perda da libido, dispareunia (dor nas rela√ß√Ķes sexuais) e infe√ß√Ķes genitais de repeti√ß√£o (diabetes, excesso de humidade nas pregas). Tamb√©m facilitam as complica√ß√Ķes na gravidez e no parto, e condicionam fetos macross√≥micos e diab√©ticos. No homem, s√£o respons√°veis pela perda da l√≠bido e da ere√ß√£o.

MAGREZA A perda excessiva da gordura pode condicionar disfunção ovulatória e amenorreia.

SEDENTARISMO Favorece a obesidade e o sobreaquecimento escrotal.

MEDICAMENTOS Podem diminuir a líbido e dificultar a ereção, como os anti hipertensores e os antidepressivos.

QU√ćMICOS INDUSTRIAIS E ALIMENTARES E POLUI√á√ÉO DO AR Dioxinas, hidrocarbonetos, c√°dmio, zinco, cr√≥mio, merc√ļrio, chumbo, carne (com hormonas esteroides) e peixe (com merc√ļrio). Causam les√Ķes gen√©ticas nos g√Ęmetas, embri√Ķes e fetos.

RADIA√á√ēES Proximidade de instala√ß√Ķes geradoras de eletricidade ou de energia radioativa, telem√≥veis de gera√ß√£o antiga, computadores. Causam les√Ķes gen√©ticas nos g√Ęmetas, embri√Ķes e fetos.

> DOEN√áAS SIST√ČMICAS

DOEN√áAS CARDIOBASCULARES, ERITROCIT√ĀRIAS, DA HEMOGLOBINA E DA COAGULA√á√ÉO Devido ao risco de hemorragia e trombose imp√Ķem um maior cuidado no tratamento hormonal da infertilidade e uma maior vigil√Ęncia da gravidez e do parto (descolamento da placenta, parto prematuro). Podem interferir com a implanta√ß√£o e causar abortamentos de repeti√ß√£o. No homem podem causar dificuldade na ere√ß√£o ou anejacula√ß√£o.

DOEN√áAS RESPIRAT√ďRIAS A doen√ßa dos c√≠lios im√≥veis (sinusite cr√≥nica, bronquite cr√≥nica, bronquiectasias) impede o movimento do embri√£o ao longo das trompas em dire√ß√£o √† cavidade uterina e causa imobilidade dos espermatozoides. A asma e as dificuldades respirat√≥rias tamb√©m dificultam a gravidez e o parto.

DOEN√áAS AUTOIMUNES Tiroidite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, l√ļpus eritematoso sist√©mico. Podem causar infertilidade, quer porque os auto-anticorpos impedem a fecunda√ß√£o ou a implanta√ß√£o, quer porque podem originar abortamentos de repeti√ß√£o por rejei√ß√£o materno-fetal.

DOENÇAS GASTROINTESTINAIS Doença celíaca, doença de Chron, colite ulcerosa, hemocromatose, doença de Wilson, hepatites. Podem estar associadas a disfunção ovulatória, perda da qualidade do sémen, dificuldades na implantação e abortamentos de repetição.

DOEN√áAS NEUROL√ďGICAS Paraplegia, doen√ßas neurodegenerativas. Podem causar perda da libido ou dispareunia na mulher, e perda da libido, dificuldade da ere√ß√£o ou anejacula√ß√£o no homem.

DOEN√áAS PSIQUI√ĀTRICAS E MENTAIS Legalmente, o atraso mental impede o recurso ao tratamento da infertilidade. Os medicamentos usados em psiquiatria causam perda da libido, disfun√ß√£o er√©ctil, anejacula√ß√£o e perda da qualidade do s√©men. Podem tamb√©m interferir com a implanta√ß√£o e induzir anomalias fetais.

> TRAUMATISMOS E ACIDENTES

Podem causar infertilidade se lesarem os √≥rg√£os genitais ou causarem incapacidade para ter rela√ß√Ķes sexuais. No homem, pode tamb√©m causar aus√™ncia de ere√ß√£o e anejacula√ß√£o (paraplegia).

> STRESS OCUPACIONAL E STRESS ASSOCIADO À INFERTILIDADE E AOS TRATAMENTOS DE RMA

A ANSIEDADE e a DEPRESS√ÉO n√£o provocam diretamente altera√ß√Ķes dos espermatozoides nem dos ov√≥citos. Por√©m, indiretamente, o STRESS √© causa de infertilidade, afetando a conce√ß√£o espont√Ęnea, a qualidade do s√©men e a implanta√ß√£o. V√°rios exemplos testemunham o impacto da ansiedade e da depress√£o:

- os homens bloqueiam frequentemente quando t√™m de ter rela√ß√Ķes sexuais em dias e horas predeterminadas; a aus√™ncia de liga√ß√Ķes afetivas fortes condiciona uma diminui√ß√£o do n√ļmero das rela√ß√Ķes sexuais e da qualidade do s√©men;

- quando os homens têm que se masturbar para colher o sémen destinado ao tratamento, cerca de 1-5% bloqueiam psicologicamente e não conseguem executar a tarefa, sendo necessário usar métodos alternativos;

- cerca de 10/15% das amostras de s√©men colhidas para o tratamento apresentam piores par√Ęmetros do que as amostras colhidas fora dos tratamentos; - em cerca de 10% dos casais, ap√≥s estes serem bem recebidos pelo m√©dico e quando este os descansa e inicia o estudo correto para o diagn√≥stico, surge uma gravidez espont√Ęnea apenas devido ao relaxamento;

- ap√≥s a transfer√™ncia dos embri√Ķes para a cavidade uterina, a mulher reage psicologicamente como se fosse seguro ir engravidar e desenvolve muita ansiedade na espera da an√°lise da implanta√ß√£o e na ecografia da 5-7¬™ semana, o que causa muito sofrimento, provoca queixas psicossom√°ticas e baixa a taxa de gravidez. Por esse motivo, quando vem a menstrua√ß√£o ou a an√°lise da ő≤hCG √© negativa, entram muito facilmente em depress√£o; - ocorrem div√≥rcios durante os tratamentos, por culpabiliza√ß√£o intraconjugal.

Existem tamb√©m dist√ļrbios psicol√≥gicos que podem gerar disfun√ß√£o sexual, com incapacidade de ter rela√ß√Ķes sexuais (aus√™ncia de ere√ß√£o ou vaginismo), muitas vezes por d√©fice afetivo real entre o casal, outras vezes por um passado traumatizante (viola√ß√£o).

√Č, por isso, essencial um acompanhamento psicol√≥gico, se assim o desejarem, para al√©m do suporte das consultas m√©dicas.

> PREVENÇÃO E PRESERVAÇÃO

> NUTRIÇÃO

A alimentação deve ser variada e equilibrada, com farináceos, vegetais, saladas, fruta (2-3 peças/dia), leite (0,5-1 L/dia) e derivados, carne e peixe (100 g por refeição; equilibrar peixe e carne) e 1,5 L água/dia.

Deve-se evitar uma alimenta√ß√£o rica em a√ß√ļcares e gorduras, pois favorece a diabetes, as doen√ßas da tiroide, as doen√ßas cardiovasculares (aterosclerose, acidentes cerebrovasculares, insufici√™ncia card√≠aca, angina de peito, hipertens√£o arterial, varizes), a insufici√™ncia hep√°tica e a insufici√™ncia renal.

Os alimentos ricos em vitaminas antioxidantes melhoram o desempenho dos espermatozoides.

Evitar carne de animais alimentados com ra√ß√Ķes qu√≠micas e derivadas de produtos animais, pois cont√™m frequentemente, hormonas esteroides e antibi√≥ticos.

Evitar produtos hortícolas e frutas tratadas quimicamente, bem como todos os produtos contendo ingredientes químicos, pois podem apresentar químicos tóxicos para os ovócitos e espermatozoides.

> RADIA√á√ēES

Evitar viver junto a centrais termoelétricas ou nucleares. Interditar mais de 2 horas por dia o uso de televisão ou computadores para fins recreativos. Interditar o uso de telemóveis antes da adolescência.

> DESPORTO

Regular (3x/semana).

> ROUPA

Boxers, calças não apertadas, fraldas largas e ventiladas (sexo masculino)

> VACINAS

Sempre em dia, incluindo a da rubéola, hepatite B e papeira.

> CIRURGIA

Correção da criptorquidia até aos 2 anos. Hidrocelo/Varicocelo: cirurgia só se de grande volume (visível a olho nu) ou se provocar dor.

> D√ČFICES DO DESENVOLVIMENTO F√ćSICO E SEXUAL

O pediatra deve diagnosticar precocemente os dist√ļrbios gen√©ticos e end√≥crinos (atraso do crescimento, d√©fice cognitivo, altera√ß√Ķes f√≠sicas, d√©fice ou precocidade da puberdade).

A corre√ß√£o dos dist√ļrbios end√≥crinos sexuais, por urologista, deve ser mista, testosterona para o hipogonadismo e FSH/LH para manter a espermatog√©nese.

Os dist√ļrbios femininos devem ser tratados pela Ginecologia.

> H√ĀBITOS

N√£o consumir tabaco, √°lcool e subst√Ęncias t√≥xicas.

> SONO

Manter um mínimo de 8 horas de sono regular.

> SEXUALIDADE

Explicar que a sexualidade é natural e essencial para o equilíbrio dos humanos, e que esta é um equilíbrio entre sexo e amor.

Explicar que a dissocia√ß√£o entre sexo e amor provoca ang√ļstias, transtornos, sofrimento e desilus√Ķes. Explicar adequadamente a anatomia e a fisiologia da reprodu√ß√£o.

Evitar educa√ß√£o baseada na culpa. Evitar rela√ß√Ķes sexuais antes de uma liga√ß√£o afetiva forte.

Usar sempre preservativo se se tratar de uma relação sexual ocasional (relação sexual de qualquer tipo) ou se o casal ainda não fez análises.

Introduzir anticoncetivo oral se se der o in√≠cio de rela√ß√Ķes sexuais est√°veis e frequentes (mais de uma vez por m√™s).

> PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE EM ONCOLOGIA

Criopreservar ovócitos/tecido ovárico e espermatozoides/tecido testicular antes de cirurgia genital, quimioterapia ou radioterapia.

> ECOGRAFIA P√ČLVICA FEMININA

Aos 15 anos, para despiste de anomalias org√Ęnicas e tumores.

> MAMOGRAFIA/ECOGRAFIA MAM√ĀRIA

Aos 15 anos, para despiste de anomalias e tumores. Anual após início de vida sexual.

> CITOLOGIA DO COLO UTERINO

A citologia do colo uterino deve ser efetuada todos os anos ap√≥s o in√≠cio da vida sexual para despiste do cancro do colo do √ļtero.

> ESPERMOGRAMA

Aos 18 anos, para despiste de infertilidade.

> CONSULTAR M√ČDICO DE RMA

Se existir historial familiar de infertilidade; acne, pilosidade aumentada, per√≠odos irregulares ou amenorreia; les√Ķes genitais; anomalias do p√©nis ou dos test√≠culos.

> EQUIPAMENTO COMPLETO DE PROTECÇÃO

No trabalho industrial.

> EXAMES AUXILIARES DE DIAGN√ďSTICO

> NO HOMEM

Antes dos exames, é obrigatória uma boa história clínica, pessoal e familiar, seguido de um exame físico rigoroso e completo. De seguida, devem ser pedidos exames auxiliares de diagnóstico para complementar a história clínica e o exame físico. Estes exames são obrigatórios e devem ser efetuados antes do início de qualquer tipo de tratamento.

> HEMOGRAMA, LEUCOGRAMA, VSE, GRUPO SANGU√ćNEO ABO/RH, BIOQU√ćMICA

HEMOGRAMA Estudo dos eritrócitos (glóbulos vermelhos) e da hemoglobina. Avalia a presença de anomalias dos eritrócitos e de anemia.

LEUCOGRAMA Estudo dos leuc√≥citos (gl√≥bulos brancos). Avalia o estado imunol√≥gico geral, as parasitoses, infe√ß√Ķes, alergias e leucemias.

VSE Velocidade de sedimentação eritrocitária. Avalia o estado imunológico geral.

GRUPO SANGU√ćNEO ABO/Rh Para prevenir a incompatibilidade sangu√≠nea conjugal e assim proteger o feto e as futuras gravidezes.

PLAQUETAS E ESTUDO DA COAGULAÇÃO DO SANGUE

BIOQU√ćMICA Glicemia em jejum. Avalia a diabetes. √Ācido √ļrico, creatinina. Avalia a fun√ß√£o renal. Colesterol total, triglicer√≠deos. Avalia as dislipidemias (aterosclerose). Transaminases (TGO, TGP), bilirrubinas (direta, indireta, total), ő≥GT, fosfatase alcalina, DHL, prote√≠nas totais, albumina. Avalia a fun√ß√£o hep√°tica.

> URINA II, COM ESTUDO DO SEDIMENTO

Avalia a função renal e o epitélio urinário.

> SEROLOGIAS

Microorganismos de transmissão sexual à mulher e ao feto, ou que causam azoospermia.

Micoplasma, Clamidia, VDRL/TPHA. CMV, EBV, HSV2, HPV, HIV1, HIV2, AgHBs, AcHBs, HVC.

> ESTUDO HORMONAL

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO TESTICULAR A LH atua sobre as células de Leydig induzindo a secreção da testosterona (T). A FSH atua sobre as células de Sertoli induzindo a secreção de fatores de crescimento (GF). A T e os GF atuam sobre as células germinais induzindo a secreção dos espermatozoides. Fora do testículo, a T induz o desenvolvimento das características sexuais secundárias.

FSH Quando elevada, sugere ausência de células germinais.

LH A diminuição da LH e da FSH sugerem hipogonadismo hipogonadotrófico por défice de secreção hormonal pela hipófise ou défice de estimulação da hipófise pelo hipotálamo; o aumento da LH e FSH sugere hipogonadismo hipergonadotrófico por inexistência de células de Leydig e de células de Sertoli ou por défice dos recetores nestas células.

T-total e T-livre A diminuição da T causa hipogonadismo.

ő≤hCH Para despiste do cancro do test√≠culo.

> ESTUDOS GEN√ČTICOS

CARI√ďTIPO Avalia os cromossomas nos leuc√≥citos do sangue perif√©rico. Permite despistar anomalias estruturais ou num√©ricas dos cromossomas. Podem causar d√©fice de produ√ß√£o de espermatozoides e anomalias dos espermatozoides. Os espermatozoides com anomalias cromoss√≥micas originam d√©fices da fecunda√ß√£o, do desenvolvimento embrion√°rio, da implanta√ß√£o, abortamentos de repeti√ß√£o e anomalias fetais. Nos casos com risco ‚Č•25% de transmiss√£o da anomalia ao feto deve-se efetuar diagn√≥stico gen√©tico pr√©-implanta√ß√£o (DGPI) para sele√ß√£o de embri√Ķes saud√°veis. Nos casos restantes, deve-se estudar nos espermatozoides a taxa de g√Ęmetas com anomalias cromoss√≥micas (t√©cnica FISH). Se a taxa for superior a 15%, deve-se efetuar DGPI para sele√ß√£o de embri√Ķes saud√°veis.

MICRODELE√á√ēES DO CROMOSSOMA Y Causam oligozoospermia severa (dele√ß√£o da regi√£o AZFc ou dos genes DAZ1 e DAZ2) ou azoospermia secretora (dele√ß√£o das regi√Ķes AZFa, AZFb ou AZFc). Na oligozoospermia grave (<5 milh√Ķes de espermatozoides/ml) deve-se criopreservar espermatozoides porque a situa√ß√£o pode ser evolutiva. Os espermatozoides com microdele√ß√Ķes do cromossoma Y podem dar origem a crian√ßa inf√©rtil do sexo masculino, pelo que se sugere diagn√≥stico gen√©tico pr√©-implanta√ß√£o (DGPI) para sele√ß√£o de sexo feminino.

MUTA√á√ēES DO GENE CFTR Causam azoospermia obstrutiva. Se houver muta√ß√£o, a esposa tem de ser estudada. Se ambos positivos, existe risco elevado de se gerar uma crian√ßa com fibrose qu√≠stica, pelo que se sugere DGPI.

> ESPERMOGRAMA

Exame para analisar a quantidade e qualidade dos espermatozoides do homem.

> ESPERMOCULTURA

Para despistar infeção genital se forem detetados leucócitos no espermograma.

> TESTE IMUNOL√ďGICO DO S√ČMEN

Para despistar anticorpos anti-espermatozoide em caso de aglutinação no espermograma.

> ESTUDO ECOGR√ĀFICO

ECOGRAFIA RENO-VESICAL Na azoospermia obstrutiva, pode detetar les√Ķes dos rins, dos ureteres e da bexiga urin√°ria, que cursam frequentemente com anomalias cong√©nitas dos canais genitais excretores.

ECOGRAFIA P√ČLVICA TRANSRETAL Em situa√ß√£o de azoospermia obstrutiva, despista les√Ķes cong√©nitas e inflamat√≥rias da pr√≥stata, ampola do canal deferente, ves√≠culas seminais e canais ejaculadores.

ECOGRAFIA ESCROTAL Em caso de azoospermia serve para despistar les√Ķes do cord√£o esperm√°tico (varicocelo, hidrocelo), dos test√≠culos (tumores, volume), epid√≠dimos (dilata√ß√£o obstrutiva, quistos) e canais deferentes (aus√™ncia cong√©nita).

> ESTUDOS ESPECIAIS NOS ESPERMATOZ√ďIDES DO S√ČMEN OU NO TECIDO TESTICULAR

ESTUDO MOLECULAR DO IMPRINTING GEN√ďMICO Aconselhado na oligozoospermia severa (<5 milh√Ķes/ml) e na azoospermia secretora.

ESTUDO DOS CROMOSSOMAS POR HIBRIDIZAÇÃO IN SITU (FISH) Perante caso de teratozoospermia e nas anomalias do cariótipo.

ESTUDO MOLECULAR DOS RECETORES DOS ANDROG√ČNIOS Na oligozoospermia severa e na azoospermia secretora.

ESTUDO MOLECULAR DA DOEN√áA DE HUNTINGTON (repeti√ß√Ķes CAG) Nos pacientes com esta doen√ßa.

TESTE DA IMATURIDADE DA CROMATINA (d√©fice de substitui√ß√£o das histonas pelas protaminas). Para situa√ß√Ķes de teratozoospermia e na azoospermia.

TESTE DA FRAGMENTAÇÃO D CROMATINA (Apoptose). Na teratozoospermia e na azoospermia.

MICROSCOPIA ELETR√ďNICA DE TRANSMISS√ÉO Na astenozoospermia (se ‚Č•90% de espermatozoides im√≥veis); na teratozoospermia (se ‚Č•90% de espermatozoides com a mesma anomalia); na azoospermia secretora.

> NA MULHER

Antes dos exames, é obrigatória uma boa história clínica, pessoal e familiar, seguida de um exame físico rigoroso e completo. De seguida, devem ser pedidos exames auxiliares de diagnóstico para complementar a história clínica e o exame físico. Estes exames são obrigatórios e devem ser efetuados antes do início de qualquer tipo de tratamento.

> HEMOGRAMA

ESRTUDO DOS ERITR√ďCITOS (gl√≥bulos vermelhos) E DA HEMOGLOBINA Avalia a presen√ßa de anomalias dos eritr√≥citos e de anemia. LEUCOGRAMAL Estudo dos leuc√≥citos (gl√≥bulos brancos). Avalia o estado imunol√≥gico geral, as parasitoses, infe√ß√Ķes, alergias e leucemias.

VSE Velocidade de sedimentação eritrocitária. Avalia o estado imunológico geral.

GRUPO SANGU√ćNEO ABO/Rh Para prevenir a incompatibilidade sangu√≠nea conjugal e assim proteger o feto e as futuras gravidezes.

ESTUDO DA COAGULAÇÃO Plaquetas, tempo de trombina, tempo de protrombina, tempo parcial de tromboplastina. Para prevenir acidentes hemorrágicos durante o tratamento e para despistar doenças da coagulação. Em casos especiais: Factor V de Leiden, Haplotipos da protrombina, Factor VIII, Factor IX. Avalia risco de patologia trombótica genética, uma causa frequente de abortamento.

CIN√ČTICA DO FERRO CTFF (capacidade total de fixa√ß√£o do ferro), Fe (ferro), ferritina (dep√≥sitos tecidulares de Fe), transferrina (transporte de Fe no sangue), satura√ß√£o da transferrina. Avalia a presen√ßa de anemia.

BIOQU√ćMICA Glicemia em jejum. Avalia a diabetes. √Ācido √ļrico, creatinina. Avalia a fun√ß√£o renal. Colesterol total, triglicer√≠deos. Avalia as dislipidemias (aterosclerose). Transaminases (TGO, TGP), bilirrubinas (direta, indireta, total), ő≥GT, fosfatase alcalina, DHL, prote√≠nas totais, albumina. Avalia a fun√ß√£o hep√°tica.

IONOGRAMA K (pot√°ssio), Na (s√≥dio), Cl (cloro). Avalia a fun√ß√£o card√≠aca e renal. P (f√≥sforo), Ca (c√°lcio), Mg (magn√©sio). Avalia a gl√Ęndula paratir√≥ide, a fun√ß√£o renal e o estado √≥sseo.

> URINA II, COM ESTUDO DO SEDIMENTO

Avalia a função renal e o epitélio urinário.

> SEROLOGIAS

TOXOPLASMA √Č um protozo√°rio fetot√≥xico. Se apresentar infe√ß√£o (IgM positiva), ter√° de efetuar tratamento com antibi√≥tico antes de iniciar a gravidez. N√£o existe imunidade nem vacina. Os anticorpos permitem distinguir se durante a gravidez ocorre re-infe√ß√£o ou infe√ß√£o de novo, efetuando-se ent√£o um tratamento com antibi√≥tico, que √© in√≥cuo para o feto. No caso de IgM persistentemente positiva, deve efetuar teste de afinidade das Igs (negativa se alta afinidade).

MICOPLASMA, CLAM√ćDIA, LISTERIA S√£o bact√©rias que podem causar infertilidade (les√£o do endom√©trio, obstru√ß√£o tubar).

VDRL/TPHA (s√≠filis) √Č uma bact√©ria feto-t√≥xica. Pode ser causa de infertilidade (les√£o do endom√©trio, obstru√ß√£o tubar).

RUB√ČOLA √Č um v√≠rus fetot√≥xico. A paciente tem de estar imune (IgG positiva, IgM negativa). Se n√£o estiver, ter√° de efetuar vacina e adiar por 6-12 meses o tratamento da infertilidade.

CMV (CITOMEGALOV√ćRUS), EBV (V√ćRUS EPSTEIN-BARR) S√£o v√≠rus feto-t√≥xicos. Se apresentar infe√ß√£o (IgM positiva), ter√° de adiar a gravidez at√© √† cura (IgG positiva, IgM negativa).

HSV2 (V√ćRUS DO HERPES GENITAL), HPV (V√ćRUS DO PAPILOMA HUMANO) S√£o v√≠rus feto-t√≥xicos. Se apresentar infe√ß√£o (IgM positiva), ter√° adiar a gravidez at√© √† cura (IgG positiva, IgM negativa). Se positivar durante a gesta√ß√£o, o parto ter√° de ser obrigatoriamente por cesariana.

HIV1/HIV2 (V√ćRUS DA IMUNODEFICI√äNCIA HUMANA), HVB (MARCADORES DO V√ćRUS DA HEPATITE: AgHBs, AcHBs), HVC (V√ćRUS DA HEPATITE C). S√£o v√≠rus feto-t√≥xicos. Na sua presen√ßa, obriga a tratamento antes de se iniciar a gravidez. No caso masculino, ap√≥s o tratamento, o s√©men tem de ser analisado para comprovar a aus√™ncia de DNA v√≠rico nos espermatozoides.

> ESTUDO HORMONAL

Deve realizar-se ao 3¬ļ dia (fase proliferativa do endom√©trio. Avalia a capacidade do ov√°rio em responder aos n√≠veis hormonais com desenvolvimento de fol√≠culos) e ao 21¬ļ dia (fase lute√≠nica do endom√©trio. Avalia a capacidade de implanta√ß√£o) do ciclo menstrual.

DIA 3 DO CICLO PRL (Prolactina). O seu aumento obriga √† determina√ß√£o da macroprolactina, pois o aumento √† custa desta fra√ß√£o deve ser considerado normal. O aumento (sem ser por macroPRL) obriga a RX/TAC da sela turca para despiste de tumores da hip√≥fise. Se sem altera√ß√Ķes no RX/TAC, deve ser tratado porque causa disfun√ß√£o ovulat√≥ria. FSH (Hormona fol√≠culo-estimulante). Acima de 20U (e sobretudo acima de 40U) sugere menopausa. No caso de mulheres com <35 anos, sugere insufici√™ncia ov√°rica prematura e deve obrigar ao despiste do X-fr√°gil (anomalia gen√©tica). LH (Hormona luteinisante). Avalia a fun√ß√£o ov√°rica. A invers√£o dos valores (LH>FSH) implica disfun√ß√£o ovulat√≥ria, ov√°rio poliqu√≠stico ou in√≠cio de insufici√™ncia ov√°rica. E2 (Estradiol). Avalia o crescimento folicular. P (Progesterona). Avalia a capacidade do endom√©trio na implanta√ß√£o. A sua diminui√ß√£o sugere d√©fice da 21-hidroxilase, situa√ß√£o que pode cursar com obesidade, dislipidemia, hirsutismo, acne e amenorreia (ov√°rio poliqu√≠stico). DHEA-sulfato (Sulfato de dihidroxi-epiandrosterona), ‚ąÜ4-androstenediona, testosterona total, testosterona livre. O aumento de androg√©nios sugere ov√°rio poliqu√≠stico. T3-livre (tri-iodotironina), T4-livre (tiroxina), TSH (hormona estimuladora da tiroide). Avalia a fun√ß√£o tiroideia. As anomalias da fun√ß√£o da gl√Ęndula tiroideia causam disfun√ß√£o ovulat√≥ria.

DIA 21 da MENSTRUAÇÃO FSH, E2, LH, P.

> ESTUDO IMUNOL√ďGICO

Teste cruzado de incompatibilidade entre grupos sanguíneos. Nas suspeitas de incompatibilidade ABO/Rh. Pode induzir falhas da implantação e abortamentos de repetição.

COOMBS DIRETO E INDIRETO Avalia a possibilidade de rejeição materno-fetal. A sua positividade pode induzir falhas da implantação e abortamentos de repetição.

őĪ1 ANTI-TRIPSINA. Pode causar abortamento. √Č uma situa√ß√£o que pode ser heredit√°ria.

IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES, FATOR REUMATOIDE, WAALER-ROSE A sua positividade dificulta a implantação e favorece o abortamento. Trata-se com doses baixas de ácido acetil-salicílico ou de corticosteróides (imunosupressão ligeira).

ANA (anticorpos antinucleares), ANCA (anticorpos anti leuc√≥citos), anticorpos anti mitoc√īndria, Anticorpos anti m√ļsculo liso. A sua positividade dificulta a implanta√ß√£o e favorece o abortamento. Trata-se com imunossupress√£o ligeira.

ANTICORPOS ANTICARDIOLIPINA (antifosfolípido) A sua positividade impede a implantação e favorece o abortamento. Trata-se com imunossupressão ligeira.

ANTICORPOS ANTITIROIDEUS Avalia a função tiroideia. A sua positividade impede a implantação e favorece o abortamento. Trata-se com imunossupressão ligeira.

> CARI√ďTIPO

Avalia os CROMOSSOMAS nos leucócitos do sangue periférico. Permite despistar anomalias estruturais ou numéricas dos cromossomas, que podem causar insuficiência prematura do ovário, anovulação, anomalias genéticas dos ovócitos, défice da fecundação, anomalias do desenvolvimento embrionário, défices da implantação e abortamentos de repetição.

> GR√ĀFICO DE TEMPERATURAS

Avalia a ovulação.

> CITOLOGIA CERVICAL

Estudo das c√©lulas da vagina e do colo uterino (c√©rvix). Permite o despiste de les√Ķes vaginais e do colo uterino (inflama√ß√Ķes, infe√ß√Ķes, tumores), as quais devem ser tratadas antes de iniciar a gesta√ß√£o.

> ESTUDO MICROBIOL√ďGICO DO EXSUDADO VAGINAL E CERVICAL

Despista infe√ß√Ķes por parasitas (tricomonas), fungos (candida albicans) e bact√©rias (clam√≠dea, micoplasma).

> ESTUDO DA COMPETÊNCIA DO MUCO CERVICAL

Deve efetuar-se no período ovulatório, após 2-3 dias de abstinência sexual. O casal tem a sua relação sexual na noite que antecede a manhã do exame do muco cervical (ideal: 2-8h; máximo 9-24h). Na clínica, o médico de RMA colhe muco do canal cervical com seringa de tuberculina sem agulha e observa o muco cervical ao microscópio. O teste é positivo se observar pelo menos um espermatozoide móvel progressivo (ideal: cinco espermatozoides progressivos rápidos na objetiva de 40X). Se o teste é negativo, indica que o muco que reveste o colo uterino é adverso e imobiliza ou destrói os espermatozoides.

> ECOGRAFIA P√ČLVICA ENDOVAGINAL

Permite avaliar o √ļtero, o endom√©trio, as trompas e os ov√°rios.

√öTERO Malforma√ß√Ķes anat√≥micas. Algumas les√Ķes t√™m corre√ß√£o cir√ļrgica, outras impedem definitivamente a gravidez, obrigando a empr√©stimo ben√©volo de √ļtero. Tumores malignos. Requer histerectomia e tratamento oncol√≥gico. Quando curada, obriga a empr√©stimo ben√©volo de √ļtero para a gesta√ß√£o. Tumores benignos (fibromiomas). S√£o pass√≠veis de corre√ß√£o cir√ļrgica conservadora. P√≥lipos, sin√©quias (cicatrizes) e hiperplasia do endom√©trio. Necessitam de corre√ß√£o cir√ļrgica (curetagem: raspagem; com anestesia geral ou epidural) e an√°lise an√°tomo-patol√≥gica.

TROMPAS Malforma√ß√Ķes anat√≥micas, ades√Ķes p√©lvicas (a salpingite pode colar as trompas √† bexiga ou ao intestino, deformando-as), obstru√ß√£o, hidrosalpinge (dilata√ß√£o anormal, inflamat√≥ria e infeciosa, das trompas; se vis√≠vel na ecografia, recomenda-se a sua remo√ß√£o cir√ļrgica).

OV√ĀRIOS Malforma√ß√Ķes anat√≥micas, tumores malignos (requer cirurgia e tratamento oncol√≥gico), tumores benignos (teratoma: requer cirurgia), quistos simples ou foliculares (se de grande dimens√£o e est√°veis ao longo de tr√™s ciclos consecutivos, requer aspira√ß√£o e despiste de cancro do ov√°rio), quistos de endometriose (requer tratamento hormonal ou cir√ļrgico conservador), ov√°rio poliqu√≠stico (requer tratamento hormonal ou cir√ļrgico conservador).

FUNDO DO SACO DE DOUGLAS A acumula√ß√£o de l√≠quido no espa√ßo entre a face posterior do √ļtero e a coluna limbo-sagrada sugere hidrosalpinge.

> HISTEROSALPINGOGRAFIA

Em posição ginecológica, introduz-se uma sonda no colo uterino e injeta-se um pequeno volume de contraste na cavidade uterina. De seguida, efetuam-se RX sequenciais. Avalia a anatomia do:
√öTERO Malforma√ß√Ķes cong√©nitas, tumores, p√≥lipos, sin√©quias.
TROMPAS Malforma√ß√Ķes cong√©nitas, hidrosalpinge, obstru√ß√£o, ader√™ncias.

> HISTEROSCOPIA

√Č uma endoscopia da cavidade uterina. Efetua-se sob ligeira seda√ß√£o endovenosa e tem-se alta no mesmo dia. Na cavidade uterina permite detetar e remover pequenas anomalias cong√©nitas, ades√Ķes inflamat√≥rias, pequenos p√≥lipos e fibromas, bem como estudar o aspeto do endom√©trio. Nas trompas, permite conhecer se as trompas s√£o perme√°veis ou possuem anomalias, e por vezes tentar desobstrui-las.

> CELIOSCOPIA (LAPAROSCOPIA)

√Č uma endoscopia da cavidade p√©lvica por uma incis√£o abdominal de 1 cm, sob ligeira seda√ß√£o endovenosa, tendo-se alta no mesmo dia. Permite diagnosticar e corrigir diversas les√Ķes:
ENDOMETRIOSE Permite o diagn√≥stico e a avalia√ß√£o da sua extens√£o (√ļtero, trompas, ov√°rios, cavidade abdominal). No caso de se tratar de pequenas les√Ķes, estas podem ser destru√≠das por laser ou coagula√ß√£o.
OV√ĀRIO POLIQU√ćSTICO Cirurgia ou coagula√ß√£o m√ļltipla cortical.
QUISTOS E TUMORES NOS OV√ĀRIOS Aspira√ß√£o ou excis√£o cir√ļrgica.
ADER√äNCIAS Remo√ß√£o de ader√™ncias inflamat√≥rias que impe√ßam a ovula√ß√£o (distor√ß√£o entre ov√°rio e trompas) ou o transporte tubar (distor√ß√Ķes tubares).
DESOBSTRUÇÃO TUBAR Na obstrução inflamatória ou pós-laqueação.
BI√ďPSIA DE OV√ĀRIO Para criopreserva√ß√£o de tecido ov√°rico (em oncologia).

> INFERTILIDADE DE A a Z

> A

> ABORTO

Interrup√ß√£o da gravidez, espont√Ęnea ou provocada, de um embri√£o vi√°vel ou feto no √ļtero.

> ABSTINÊNCIA SEXUAL

Aus√™ncia de rela√ß√Ķes sexuais.

> ADENOMIOSE

Invas√£o benigna da parede muscular do √ļtero por parte do seu revestimento interno.

> ADERÊNCIA

Quando estruturas intra-abdominais se encontram coladas entre si.

> AGONISTA

Subst√Ęncia (f√°rmaco, transmissor, toxina) que se une e posteriormente estimula um recetor, desencadeando uma s√©rie de acontecimentos que conduzem a uma resposta biol√≥gica. A uni√£o dos agonistas atua sobre um recetor para produzir efeitos similares √†s liga√ß√Ķes naturais enquanto os antagonistas bloqueiam a a√ß√£o das liga√ß√Ķes dos neurotransmissores. Os f√°rmacos podem ser agonistas diretos e indiretos: os primeiros atuam sobre o recetor p√≥s-sin√°ptico e os segundos aumentam os efeitos do neurotransmissor natural sobre o seu recetor, enquanto que os neurotransmissores conhecidos s√£o agonistas de recetores, ainda que alguns sejam antagonistas funcionais.

> AGONISTA DA HORMONA LIBERTADORA DE GONADOTROPINA

An√°logos sint√©ticos das hormonas naturais libertadoras de gonadotropinas (GnRH), que inicialmente estimulam a hip√≥fise para sintetizar hormona estimulante de fol√≠culos (FSH) e a hormona luteinizante (LH) e, posteriormente, inibem os recetores de GnRH. Isto origina um decr√©scimo da estimula√ß√£o do ov√°rio e a cessa√ß√£o da libera√ß√£o c√≠clica de estrog√©nios e progesterona. Em diversos estudos foi observado que estes f√°rmacos podem ser eficazes no tratamento do s√≠ndrome pr√©-menstrual (que inclui depress√£o, irritabilidade) em 50% a 75% das mulheres tratadas. N√£o obstante, noutros estudos n√£o se confirmaram estas conclus√Ķes.

> AMENORREIA

Ausência de períodos menstruais.

> AN√ĀLISE SEMINAL

Exame tamb√©m chamado Espermograma, o qual tem o objetivo de quantificar e qualificar os espermatozoides e o l√≠quido seminal. Os principais par√Ęmetros avaliados s√£o: Volume do ejaculado, quantidade de espermatozoides, mobilidade e morfologia.

> ANDROGÊNIOS

Hormona que estimula a atividade dos órgãos sexuais masculinos secundários e promove o desenvolvimento das características sexuais masculinas. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo feminino.

> ANEJACULAÇÃO

Aus√™ncia de ere√ß√£o e/ou de ejacula√ß√£o devido a les√Ķes da medula espinal ou dos nervos p√©lvicos, a doen√ßas vasculares, determinadas medica√ß√Ķes e dist√ļrbios psicol√≥gicos.

> ANOVULAÇÃO

Falha ou ausência de ovulação.

> APARELHO REPRODUTOR MASCULINO

Constitu√≠do por: Gonadas (2 test√≠culos); Vias genitais (epid√≠dimo, canal deferente e uretra); Gl√Ęndulas anexas (pr√≥stata, ves√≠culas seminais e gl√Ęndulas de cowper) e √ďrg√£o sexual externo (p√©nis).

> ASPIRAÇÃO FOLICULAR

Aspiração do líquido folicular, onde estão presentes os folículos, com vista à posterior inseminação com os espermatozoides. O procedimento é realizado através da vagina, utilizando-se uma agulha e ultrassonografia para localizar o folículo no ovário.

> ASTENOZOOSPERMIA

Diminuição da mobilidade progressiva rápida dos espermatozoides.

> AZOOSPERMIA

Ausência de espermatozoides.

> B

> BI√ďPSIA

Remoção de uma amostra de tecido para exame microscópico.

> BLASTOCISTO

Embrião com cerca de cinco dias após a fertilização.

> BLAST√ďMERO

Cada uma das células que constitui o embrião numa fase precoce do seu desenvolvimento.

> BOLSA ESCROTAL

√Č uma bolsa externa de pele e m√ļsculo que cont√©m os test√≠culos. √Č uma extens√£o do abd√≥men e est√° localizado entre o p√©nis e o √Ęnus. A fun√ß√£o da bolsa escrotal, √© manter os test√≠culos a uma temperatura inferior √† do resto do corpo (34.4¬ļ C). O calor excessivo destr√≥i os espermatozoides. Sendo um m√ļsculo, o escroto contrai-se e distende-se, conforme seja necess√°rio aumentar ou reduzir, respetivamente, temperatura no seu interior.

> C

> CANAL CERVICAL

Parte mais baixa do √ļtero, interior do colo uterino, que se estende para dentro da vagina. Dilata-se durante o trabalho de parto para permitir a passagem do beb√©.

> CARI√ďTIPO

An√°lise dos cromossomas.

> CAT√ČTER

Equipamento descart√°vel extremamente flex√≠vel utilizado para transferir os pr√©-embri√Ķes ou g√Ęmetas para o interior da cavidade uterina.

> CAVIDADE UTERINA

Cavidade virtual do interior do √ļtero, onde se encontra um revestimento chamado endom√©trio.

> CICLO MENSTRUAL

O ciclo menstrual de uma mulher come√ßa no 1¬ļ dia em que ela menstrua e vai at√© o √ļltimo dia antes da pr√≥xima menstrua√ß√£o. Num ciclo normal, a menstrua√ß√£o demora de 28 a 30 dias para aparecer, e dura, em m√©dia, de tr√™s a cinco dias. O que determina a quantidade do fluxo √© o tamanho do √ļtero, a quantidade de endom√©trio (revestimento interno do √ļtero) e a quantidade de hormonas: estrog√©nio e progesterona produzidos pelo ov√°rio. O ciclo menstrual √© regido por uma s√©rie de altera√ß√Ķes hormonais, que funcionam de forma interativa entre as gl√Ęndulas hipot√°lamo, hip√≥fise, ov√°rios, adrenal e tiroide. Qualquer disfuncionamento nesta cadeia de eventos pode levar a mulher a ter altera√ß√Ķes na menstrua√ß√£o. O ciclo pode ser dividido em fases, a fase folicular e a l√ļtea, que tem como divis√£o a ovula√ß√£o.

> CITOPLASMA

Protoplasma da c√©lula, exclusive o do n√ļcleo.

> COLO UTERINO

Parte mais baixa do √ļtero que se estende para dentro da vagina. Esta dilata-se durante o trabalho de parto para permitir a passagem do beb√©.

> CONCEPÇÃO

Ato de conceber ou ser concebido.

> CONCEPÇÃO ASSISTIDA

O mesmo que Reprodução Assistida.

> CONTAGEM DE ESPERMATOZ√ďIDES

O n√ļmero de espermatozoides num ejaculado. Tamb√©m chamado de concentra√ß√£o de espermatozoides e expresso como o n√ļmero de espermatozoides por mililitro.

> CORPO L√öTEO

Estrutura que se forma no local de um fol√≠culo ov√°rico ap√≥s libertar um √≥vulo. O corpo l√ļteo liberta estrog√©nio e progesterona, duas hormonas necess√°rias para a manuten√ß√£o da gravidez. Se a gravidez acontece, o corpo l√ļteo funciona por cinco ou seis meses. Se a gravidez n√£o acontece, ele para de funcionar.

> CRIOPRESERVAÇÃO

Armazenamento de √≥rg√£os ou tecidos a temperaturas muito baixas. Os embri√Ķes que n√£o s√£o usados em ciclos de ART podem ser criopreservados para uso futuro.

> CRIPTORQUIDIA

Descida incompleta dos testículos para o escroto, ficando na região abdominal ou no canal inguinal.

> CROMOSSOMA

Estrutura onde est√° o material gen√©tico respons√°vel pelas fun√ß√Ķes das c√©lulas. Temos 23 pares de cromossomas, entre eles o X e o Y (cromossomas sexuais).

> CURETAGEM

Tamb√©m conhecida por raspagem, √© um exame complementar utilizado em ginecologia, quer para diagn√≥stico quer para tratamento. A curetagem pode ser utilizada para recolha de amostras do endom√©trio, ou para evacua√ß√£o do conte√ļdo uterino duma gravidez n√£o evolutiva, associada a altera√ß√Ķes fetais que possa constituir uma amea√ßa para a m√£e. A curetagem exige a dilata√ß√£o do colo do √ļtero para ter acesso √† cavidade uterina; a dilata√ß√£o √© feita com instrumentos pr√≥prios que se designam de velas; ap√≥s a dilata√ß√£o do colo do √ļtero a colheita de material do endom√©trio ou a evacua√ß√£o da cavidade uterina √© feita com a utiliza√ß√£o dum instrumento designado de cureta.

> CURVA DA TEMPERATURA CORPORAL BASAL

Registo da temperatura da mulher (todas as manh√£s, ao acordar e pela mesma hora), com vista √† identifica√ß√£o das altera√ß√Ķes que representam a ovula√ß√£o.

> D

> DESENVOLVIMENTO FOLICULAR

Crescimento do(s) folículo(s) que geralmente é acompanhado por exame de ultrassonografia trans-vaginal.

> DIAGN√ďSTICO GEN√ČTICO PR√Č-IMPLANTAT√ďRIO (DGPI)

Diagn√≥stico gen√©tico realizado a partir da aspira√ß√£o de um ou mais blast√≥meros de um pr√©-embri√£o ou do primeiro corp√ļsculo polar do ov√≥cito, obtido por FIV ou ICSI, atrav√©s de micromanipula√ß√£o. Pode ser feito em n√≠vel g√©nico por t√©cnicas de biologia molecular (PCR ‚Äď Rea√ß√£o da Cadeia de Polimerase) ou em n√≠vel citogen√©tico (FISH ‚Äď Hibridiza√ß√£o in situ pela fluoresc√™ncia).

> DNA RECOMBINANTE

DNA que foi modificado de modo que contenha genes provenientes de duas fontes diferentes. A tecnologia recombinante é frequentemente usada para produzir medicamentos de elevada pureza.

> DOA√á√ÉO DE √ďVULOS

Processo de coleta de √≥vulos de uma doadora. Estes s√£o fertilizados com o espermatozoide do c√īnjuge da recetora no laborat√≥rio de FIV. Os embri√Ķes s√£o transferidos √† recetora.

> DOADORA

Pessoa que doa espontaneamente os seus óvulos para serem utilizados em tratamentos de RMA.

> DOEN√áAS GEN√ČTICAS

Dividem-se em dois grupos: as cromoss√≥micas, detetadas no mapeamento cromoss√≥mico do feto e os chamados dist√ļrbios monog√™nicos, comuns em gestantes com idade acima de 35 anos. Os dist√ļrbios monog√©nicos podem ser detetados em exames, geralmente solicitados pelo obstetra, a gestantes que apresentam doen√ßas ligas ao sexo. Os exames tamb√©m s√£o indicados para casais portadores de transloca√ß√Ķes cromoss√≥micas, mulheres que tenham filhos com cromossomopatias (s√≠ndrome de Down, entre outras doen√ßas), ou ainda, que tenham filhos com m√° forma√ß√£o.

> E

> ECOGRAFIA

Exame através de ultrassons para visualizar os órgãos reprodutores; por exemplo, para monitorizar o desenvolvimento folicular.

> EIXO HIPOT√ĀLAMO-HIP√ďFISE

Estrutura anat√≥mica entre regi√Ķes do c√©rebro e da gl√Ęndula hip√≥fise que tem a fun√ß√£o de regular todo o sistema end√≥crino.

> EJACULAÇÃO

Expulsão do líquido (sémen) que contém os espermatozoides.

> EJACULA√á√ÉO RETR√ďGRADA

Quando o sémen durante a ejaculação reflui para a bexiga urinária em vez de ser expelido para o exterior através da uretra.

> EJACULADO

Mesmo que l√≠quido seminal ou esperma. √Č um l√≠quido esbranqui√ßado que se elimina pela uretra (canal no interior do p√©nis que tamb√©m transporta a urina) durante a ejacula√ß√£o. O s√©men √© o resultado de uma mistura de secre√ß√Ķes originadas nos test√≠culos, onde se produzem os espermatozoides, com as secre√ß√Ķes da pr√≥stata, ves√≠culas seminais e gl√Ęndulas bulboretrais. Normalmente, cada cent√≠metro c√ļbico de s√©men cont√©m milh√Ķes de espermatozoides, embora a maior parte do volume do s√©men seja formado pelas secre√ß√Ķes das gl√Ęndulas do aparelho reprodutor masculino (principalmente pr√≥stata e ves√≠culas seminais).

> EMBRIÃO

Conjunto de células que se formam após a fertilização de um óvulo com um espermatozoide e que é a primeira etapa do desenvolvimento de um ser vivo. O período embrionário termina na 8ª semana depois da fecundação, quando passa a ser denominado de feto.

> EMBRI√ēES EXCEDENT√ĀRIOS

Embri√Ķes resultantes de t√©cnicas de Procria√ß√£o Medicamente Assistida que n√£o foram implantados no √ļtero da mulher e, por isso, foram congelados at√© ser decidido o seu destino.

> ENDOM√ČTRIO

Mucosa que reveste a parede uterina, √© formado por fibras musculares lisas e estimulado por uma hormona folicular chamada estradiol e pela progesterona produzida pelo corpo l√ļteo (ov√°rio), tem um aumento na sua espessura por ocorrer divis√£o celular. N√£o ocorrendo a implanta√ß√£o, o endom√©trio descola-se da parede uterina e sai pela vagina, o que chamamos de menstrua√ß√£o.

> ENDOMETRIOMA OV√ĀRICO

Tamb√©m designados por ‚Äúquistos chocolate‚ÄĚ s√£o quistos que se encontram unidos ao ov√°rio e que cont√™m tecidos do endom√©trio. Geralmente medem entre 1 cm e 10 cm e s√£o caracter√≠sticos da endometriose.

> ENDOMETRIOSE

Doen√ßa que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presen√ßa de endom√©trio em locais fora do √ļtero. Os locais mais comuns da endometriose s√£o: Fundo de Saco de Douglas (atr√°s do √ļtero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ov√°rios, superf√≠cie do reto, ligamentos do √ļtero, bexiga, e parede da p√©lvis. O principal sintoma √© a dor, √†s vezes muito forte, na √©poca da menstrua√ß√£o. Dores para ter rela√ß√Ķes tamb√©m s√£o comuns. Dores na bexiga e no intestino, na √©poca da menstrua√ß√£o, tamb√©m s√£o sinais que devem ser investigados. Mas muitas mulheres que t√™m endometriose n√£o sentem nada. Apenas tem dificuldade em engravidar. Por outro lado ter endometriose n√£o √© sin√≥nimo de infertilidade, muitas mulheres com endometriose engravidam normalmente. No entanto, 30 a 40 % das mulheres que tem endometriose t√™m dificuldade em engravidar.

> ENDOMETRITE

Infe√ß√Ķes do endom√©trio causadas geralmente por bact√©rias de transmiss√£o sexual ou p√≥s-curetagem (micoplasma, clam√≠dea, listeria) ou, em casos menos frequentes, devido a infe√ß√Ķes persistentes pelo parasita protozo√°rio toxoplasma ou pelo v√≠rus do colo uterino HPV (v√≠rus do papiloma humano). Estas infe√ß√Ķes impedem a implanta√ß√£o e podem provocar abortamento.

> EPID√ćDIMO

O epid√≠dimo (junto aos g√©meos) √© um pequeno ducto contornado que fica por tr√°s do test√≠culo, no escroto, na base do canal deferente, condutor do esperma do test√≠culo at√© a pr√≥stata. O epid√≠dimo √© t√£o longo como o test√≠culo, em forma de "C" achatado, junto a um dos lados do test√≠culo. √Č um sistema tubular complexo que coleta o esperma e o acumula at√© ser necess√°rio. Depois de ter sido armazenado no epid√≠dimo, o esperma avan√ßa atrav√©s do canal deferente at√© √† pr√≥stata, onde se mistura com o s√©men origin√°rio das ves√≠culas seminais e move-se pela pr√≥stata at√© a uretra durante a ejacula√ß√£o.

> ESP√ČCULO

Aparelho usado no exame ginecol√≥gico para que possa ser visualizado o colo do √ļtero, popularmente chamado de "bico de pato".

> ESPERMA

O mesmo que s√©men. √Č um l√≠quido esbranqui√ßado que se elimina pela uretra (canal no interior do p√©nis que tamb√©m transporta a urina) durante a ejacula√ß√£o. O s√©men √© o resultado de uma mistura de secre√ß√Ķes originadas nos test√≠culos, onde se produzem os espermatozoides, com as secre√ß√Ķes da pr√≥stata, ves√≠culas seminais e gl√Ęndulas bulboretrais. Normalmente, cada cent√≠metro c√ļbico de s√©men cont√©m milh√Ķes de espermatozoides, embora a maior parte do volume do s√©men seja formado pelas secre√ß√Ķes das gl√Ęndulas do aparelho reprodutor masculino (principalmente pr√≥stata e ves√≠culas seminais).

> ESPERMATOG√ČNESE

Processo de produção dos espermatozoides.

> ESPERMATOZOIDE

C√©lula reprodutora masculina; o g√Ęmeta masculino. √Č uma c√©lula com motilidade ativa, capaz de nadar livremente, e que consiste numa cabe√ßa e numa cauda ou flagelo. A cabe√ßa, que constitui o maior volume do espermatozoide, consiste no n√ļcleo, onde o material gen√©tico est√° muito concentrado. Os dois ter√ßos anteriores do n√ļcleo est√£o cobertos pelo acrossoma, que, limitado por uma membrana contendo enzimas, facilita a penetra√ß√£o do espermatozoide no √≥vulo. A cauda √© respons√°vel pela motilidade do espermatozoide e na √°rea intermedi√°ria da cauda encontramos os produtores de energia celular. Estes vivem em m√©dia 24 horas no trato genital feminino, por√©m alguns espermatozoides s√£o capazes de fecundar o √≥vulo ap√≥s tr√™s dias. Existem dois tipos de espermatozoides normais. Um deles cont√©m o cromossoma X (respons√°vel pela forma√ß√£o de um ser do sexo feminino) e o outro cont√©m o cromossoma Y (respons√°vel pela forma√ß√£o de um ser do sexo masculino). Para percorrer a sua trajet√≥ria, o espermatozoide necessita nadar 11 cent√≠metros por hora (equivalente a um homem atravessar uma piscina de 50 metros em 5 segundos). Geralmente 200 a 500 milh√Ķes de espermatozoides s√£o depositados na parte posterior da vagina, e apenas 300 a 500 alcan√ßam o local da fecunda√ß√£o. O tempo desta corrida pode ser de 5 a 45 minutos. O vencedor entra no √≥vulo (por√©m a sua cauda n√£o) e √© respons√°vel por uma nova vida.

> ESPERMOGRAMA

Exame laboratorial que avalia no s√©men ejaculado o volume, pH, viscosidade, o tempo de liquefa√ß√£o, a concentra√ß√£o, a mobilidade, a morfologia e resist√™ncia dos espermatozoides, as infe√ß√Ķes e a presen√ßa de anticorpos.

> ESTERILIDADE

A esterilidade é a incapacidade para produzir descendência. Uma condição irreversível que impede a conceção.

> ESTIMULAÇÃO DA OVULAÇÃO

Processo atrav√©s do qual os ov√°rios s√£o estimulados ‚Äď atrav√©s da administra√ß√£o de medicamentos ‚Äď a produzir e libertar mais √≥vulos do que aquele que, normalmente, a mulher liberta.

> ESTRADIOL

Hormona feminina que nivela o desenvolvimento dos folículos, altamente estrogénica que é um álcool esteroide, fenólico, cristalino, branco (C18H24O2).

> ESTROG√ČNIO

Hormona que estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e controla o curso do ciclo menstrual, produzida nos ovários. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo masculino.

> ESTUDO HORMONAL

Exames solicitados para avaliar a produção das hormonas.

> ESTUFA

Equipamento necess√°rio para que ocorra o desenvolvimento dos pr√©-embri√Ķes, pois mant√©m a mesma concentra√ß√£o de CO2, humidade e temperatura do interior das trompas uterinas.

> F

> FECUNDAÇÃO

União de um óvulo com um espermatozoide, a partir da qual é criado um embrião.

> FERTILIDADE

Estado ou qualidade de ser fértil.

> FERTILIZAÇÃO

Em biologia chama-se fertilização ao momento em que um espermatozoide penetra num óvulo e onde a combinação dos seus materiais genéticos cria um embrião. Normalmente ocorre dentro da trompa de Falópio (in vivo), mas também pode ocorrer em uma placa de Petri (in vitro). (Veja também Fertilização In Vitro.).

> FERTILIZAÇÃO ASSISTIDA

O mesmo que Reprodução Assistida.

> FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV)

Express√£o latina que designa todos os fen√≥menos biol√≥gicos que t√™m lugar fora dos sistemas vivos, no ambiente controlado de um laborat√≥rio. Significa "em vidro". Foi popularizada pelas t√©cnicas de reprodu√ß√£o assistida (fertiliza√ß√£o in vitro). √Č a t√©cnica mais amplamente utilizada e de facto resolve v√°rios dist√ļrbios da fertilidade, particularmente problemas de tubas uterinas e defici√™ncias dos espermatozoides. T√©cnica de PMA, atrav√©s da qual um √≥vulo √© fertilizado fora do corpo da mulher, ou seja, em meio laboratorial. √Č um processo de quatro etapas. Na primeira delas, a hormona fol√≠culo-estimulante (FSH) √© utilizada para estimular o crescimento do maior n√ļmero de √≥vulos poss√≠vel. Tal desenvolvimento m√ļltiplo aumenta as chances de fertiliza√ß√£o e de gravidez. Na segunda etapa, o hCG √© usado para estimular a libera√ß√£o dos √≥vulos maduros, que s√£o colectados dos ov√°rios, por via vaginal, utilizando-se uma agulha fina visualizada por ultra-som. Na terceira etapa, os √≥vulos s√£o transferidos para uma placa no laborat√≥rio, na qual s√£o colocados juntamente com os espermatozoides para que ocorra a fertiliza√ß√£o. Na etapa final, alguns √≥vulos fertilizados ou embri√Ķes s√£o transferidos para o interior do √ļtero por meio de um cateter.

> FETO

Entre as oito semanas após a fertilização do óvulo (embrião) e o nascimento da criança.

> FIBROMIOMA

Tumor benigno (n√£o-maligno e que n√£o determina risco de vida) de tecido fibroso que pode ocorrer na parede uterina. Pode ocorrer totalmente sem sintomas ou pode causar padr√Ķes menstruais anormais ou infertilidade.

> FLUXO MENSTRUAL

Também conhecido como menstruação, é o fenómeno fisiológico do período fértil da mulher, que permite a eliminação periódica do endométrio com fluxo sanguíneo. A menstruação geralmente começa nas jovens a partir dos 12 anos de idade. Mas pode começar a qualquer momento entre os 8 e 16 anos.

> FOLICULAR

Referente a Folículo.

> FOL√ćCULO

Sacos preenchidos por fluídos existentes no ovário, os quais contêm os ovócitos libertados aquando da ovulação. Em cada mês, desenvolve-se um ovócito dentro do ovário num folículo.

> G

> G√āMETA

Uma célula reprodutiva. O espermatozoide em homens, o óvulo em mulheres.

> GEN√ďTIPO

Constituição genética determinada pelos alelos de um organismo. Em geral o termo é sinónimo de genoma. O genótipo é a constituição genética de uma característica observada ou proteína, enquanto que os traços macroscópicos visíveis representam o fenótipo.

> GESTAÇÃO

Os nove meses em que a mulher está grávida. Começa na fertilização do óvulo com o espermatozoide e termina no parto.

> GIFT

Mesmo que Transfer√™ncia Intrafalopiana de G√Ęmetas. T√©cnica de PMA em que a fertiliza√ß√£o do √≥vulo da mulher com o espermatozoide do homem decorre no interior da trompa de Fal√≥pio.

> GLANDE

Parte final do pénis.

> GL√āNDULAS

Tecidos glandulares capazes de elaborar subst√Ęncias qu√≠micas que s√£o lan√ßadas diretamente no sangue. Estas subst√Ęncias s√£o denominadas hormonas.

> GONADOTROFINA CORI√ĒNICA (HCG)

A hormona produzida no in√≠cio da gravidez que mant√©m o corpo l√ļteo produzindo progesterona. Tamb√©m √© usada atrav√©s de inje√ß√£o para desencadear a ovula√ß√£o ap√≥s alguns tratamentos de fertilidade, sendo utilizada tamb√©m em homens para estimular a produ√ß√£o de testosterona.

> GONADOTROFINA HIPOFIS√ĀRIA

A gonadotrofina √© a hormona que atua no desenvolvimento e estimula√ß√£o das gl√Ęndulas sexuais masculinas ou femininas. A hipofis√°ria √© a hormona segregada no lobo anterior da hip√≥fise que favorece o desenvolvimento do corpo amarelo, na mulher, e estimula a produ√ß√£o de testosterona no homem.

Hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH).

> GRAVIDEZ ANEMBRI√ďNICA

Gravidez sem embri√£o.

> GRAVIDEZ ECT√ďPICA

Sucede quando a implanta√ß√£o e gravidez ocorre na cavidade abdominal (quando o ov√≥cito fecundado cai da trompa para a cavidade abdominal) ou na trompa de Fal√≥pio, ao inv√©s de no √ļtero.

> GRAVIDEZ ESPONT√āNEA

Gravidez que ocorre sem recurso a técnicas de PMA, resultante de uma relação sexual desprotegida.

> GRAVIDEZ M√öLTIPLA

Quando existem dois ou mais fetos na mesma gesta√ß√£o. Acontece mais frequentemente de forma manipulada. √Č muito raro ocorrer gravidez m√ļltipla natural com mais de tr√™s fetos.

> H

> HIDROCELO

Acumulação congénita de líquido no escroto e que causa diminuição da qualidade do sémen.

> HIDROSSALPINGE

Acumulado de l√≠quido seroso que produz distens√£o da parede das trompas, que ocorre devido a obstru√ß√£o do √≥stio abdominal e uterino de uma ou duas trompas em consequ√™ncia de malforma√ß√Ķes, processo inflamat√≥rio (mais frequente).

> HIPERESTIMULA√á√ÉO OV√ĀRICA

Condição rara, que ocorre quando muitos folículos crescem e causam distensão abdominal, desconforto, náuseas, e algumas vezes dificuldade para respirar. Em casos extremos torna-se necessária a hospitalização. Pode ser evitada pela monitoração cuidadosa.

> HIPERPLASIA BENIGNA DO ENDOM√ČTRIO

Quando por desregulação hormonal ou infeção crónica, o endométrio espessa de tal modo que impede a implantação ou induz abortamento.

> HIPERSPERMIA

Aumento do volume do sémen.

> HIPOGONADISMO

Função ovárica ou testicular inadequada, que é demonstrada pela baixa produção de espermatozoides ou pela ausência da produção do folículo, assim como por níveis baixos ou ausentes de FSH e LH.

> HIPOPLASIA DO ENDOM√ČTRIO

Quando por d√©fices hormonais ou muta√ß√Ķes gen√©ticas dos recetores das hormonas esteroides para a progesterona e estrog√©nios, o endom√©trio n√£o cresce (12-14mm) na altura da implanta√ß√£o, o que dificulta a gravidez.

> HIPOSPERMIA

Diminuição do volume do sémen.

> HISTEROSALPINGOGRAFIA (HSG)

A histerossalpingografia √© um exame radiol√≥gico de diagn√≥stico de patologias uterinas e tub√°rias. Consiste na introdu√ß√£o de um l√≠quido in√≥cuo de contraste, atrav√©s do canal cervical, que vai permitir visualizar a cavidade do √ļtero e avaliar a permeabilidade das trompas. Trata-se de uma t√©cnica segura e de execu√ß√£o r√°pida uma vez que os avan√ßos cient√≠ficos e instrumentais dos √ļltimos anos permitiram sintetizar materiais intrusivos mais flex√≠veis, desenvolver procedimentos t√©cnicos menos dolorosos e baixar a dose de radia√ß√£o necess√°ria. Al√©m disso, e porque se trata de uma t√©cnica digital, permite uma an√°lise de resultados em tempo real. Em casos de impermeabilidade devido a ader√™ncias nas paredes tub√°rias, a press√£o do l√≠quido radiopaco introduzido pode ser suficiente para desobstruir as trompas, raz√£o pela qual algumas mulheres com esta causa de infertilidade conseguem engravidar logo no primeiro ciclo menstrual ap√≥s a realiza√ß√£o do exame.

> HISTEROSCOPIA

Exame que permite a visualiza√ß√£o direta do interior do √ļtero, com introdu√ß√£o de um instrumento de √≥tica via vaginal, denominado histerosc√≥pio, e visualiza√ß√£o atrav√©s do monitor de v√≠deo. A realiza√ß√£o de investiga√ß√Ķes e diagn√≥sticos √© ambulat√≥ria e n√£o requer internamento. As histeroscopias cir√ļrgicas s√£o feitas sem incis√Ķes ou cortes, em ambiente hospitalar, com internamento de, no m√°ximo, 24 horas.

> HORMONA FOL√ćCULO-ESTIMULANTE (FOLLICLE STIMULATING HORMONE, FSH)

Hormona hipofisiária que estimula o desenvolvimento folicular e a espermatogénese (desenvolvimento dos espermatozoides). Na mulher, a FSH estimula o crescimento dos folículos ováricos. No homem, a FSH estimula as células de Sertoli nos testículos e dá suporte à produção de espermatozoides. Níveis elevados de FSH estão associados com insuficiência gonadal tanto em homens quanto em mulheres.

> HORMONA LIBERADORA DE GONADOTROFINAS (GONADOTROPIN RELEASING HORMONE, GNRH)

Subst√Ęncia segregada a cada noventa minutos por uma parte do c√©rebro chamada hipot√°lamo. Essa hormona faz com que a hip√≥fise segregue LH e FSH, o que estimula as g√≥nadas.

> HORMONA LUTEINIZANTE (LUTEINIZING HORMONE, LH)

Hormona hipofisária que estimula as gónadas. No homem, a LH é necessária para a espermatogênese e para a produção de testosterona. Na mulher, a LH é necessária para a produção de estrogénio.

> HORMONAS

Subst√Ęncia qu√≠mica espec√≠fica segregada pelo sistema end√≥crino, que √© produzida num √≥rg√£o ou em determinadas c√©lulas do mesmo e √© liberada e transportada diretamente pelo sangue ou por outros flu√≠dos corporais. A sua fun√ß√£o √© exercer uma a√ß√£o reguladora (ativadora ou inibidora) em outros √≥rg√£os ou regi√Ķes do corpo. Em geral trabalham devagar e agem por muito tempo, regulando o crescimento, o desenvolvimento, a reprodu√ß√£o e as fun√ß√Ķes de muitos tecidos, bem como os processos metab√≥licos do organismo. Nas mulheres, por volta dos 40 anos de idade, h√° uma queda brusca na produ√ß√£o de hormonas, que √© chamada de menopausa; nos homens, essa queda √© chamada de andropausa. Algumas hormonas mais conhecidas s√£o as que regulam as fun√ß√Ķes sexuais dos mam√≠feros (a testosterona e o estrog√©nio) e hormonas que regulam o n√≠vel de glicose no sangue (como a insulina).

> I

> IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO

A inser√ß√£o do embri√£o no interior do tecido de modo que possa estabelecer contacto com o suprimento de sangue da m√£e para a sua nutri√ß√£o. A implanta√ß√£o usualmente ocorre na camada que recobre internamente o √ļtero; no entanto, numa gravidez ect√≥pica, pode ocorrer noutro local.

> INDUÇÃO DA OVULAÇÃO

Tratamento médico realizado para iniciar a ovulação.

> INFERTILIDADE

A incapacidade de conceber ap√≥s um ano de rela√ß√Ķes sexuais n√£o protegidas (seis meses se a mulher tem mais de 35 anos de idade) ou a incapacidade de manter a gravidez at√© o termo.

> INJEC√á√ÉO INTRACITOPLASM√ĀTICA DE ESPERMATOZOIDE

(INTRACYTOPLASMIC SPERM INJECTION, ICSI)

Uma micromanipula√ß√£o (ocorre sob microscopia), procedimento no qual um √ļnico espermatozoide √© injetado diretamente no interior do √≥vulo para possibilitar a fertiliza√ß√£o com contagens de espermatozoides muito baixas ou com espermatozoides n√£o-m√≥veis (espermatozoides que n√£o nadam efetivamente em dire√ß√£o ao √≥vulo). O embri√£o √©, ent√£o, transferido para o √ļtero.

> INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL (ARTIFICIAL INSEMINATION, AI)

Introdu√ß√£o de espermatozoides diretamente no interior da vagina ou no √ļtero, com o uso de um cateter. Geralmente √© indicada para casais com infertilidade masculina, como baixo volume de s√©men, baixa concentra√ß√£o ou motilidade diminu√≠da dos espermatozoides bem como para problemas de desempenho sexual e para utiliza√ß√£o de um dador de espermatozoides. Mas a insemina√ß√£o artificial tamb√©m pode ser utilizada para tratar casos de infertilidade feminina, como problemas do muco cervical ou fatores imunol√≥gicos. √Č um procedimento relativamente simples e indolor, realizado no consult√≥rio m√©dico. Numa t√©cnica denominada insemina√ß√£o intrauterina (IIU), o m√©dico insere os espermatozoides diretamente no interior do √ļtero, pr√≥ximo do momento da ovula√ß√£o. Caso a mulher tenha muco cervical em pequena quantidade ou ausente, esse procedimento aumenta as hip√≥teses de fertiliza√ß√£o. Algumas vezes, mais de uma insemina√ß√£o √© realizada para garantir que a insemina√ß√£o coincida com a ovula√ß√£o.

> INSEMINAÇÃO INTRA-UTERINA (IIU)

Procedimento no qual o m√©dico coloca os espermatozoides diretamente no interior do √ļtero atrav√©s do colo usando um cateter.

> INSUFICI√äNCIA OV√ĀRICA

Incapacidade do ov√°rio de responder √† estimula√ß√£o da FSH proveniente da hip√≥fise, devido a les√£o ou malforma√ß√£o do ov√°rio, ou a uma doen√ßa cr√≥nica, tal como uma doen√ßa autoimune. √Č diagnosticada por FSH elevada no sangue.

> INTERRUP√á√ÉO VOLUNT√ĀRIA DA GRAVIDEZ

Identificado com a sigla IVG ou ainda designado aborto induzido, √© um procedimento que deve ser realizado precocemente em servi√ßos de sa√ļde legais e autorizados. A Lei determina que a IVG deve ser realizada ‚Äúpara evitar perigo de morte ou de grave e duradoura les√£o para o corpo ou para a sa√ļde f√≠sica ou ps√≠quica da mulher gr√°vida, e seja realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez‚ÄĚ. Em caso de op√ß√£o da mulher, a interrup√ß√£o da gravidez deve ocorrer at√© √†s 10 semanas de gesta√ß√£o.

> J

Esta letra n√£o apresenta defini√ß√Ķes.

> L

> LAPAROSCOPIA

Exame da região pélvica, usando um pequeno telescópio chamado de laparoscópio, para observação da cavidade abdominal, introduzido numa incisão abaixo do umbigo.

> LAQUEA√á√ÉO TUB√ĀRIA

Ligadura cir√ļrgica das trompas de fal√≥pio, que fazem o caminho dos ov√°rios at√© o √ļtero.

> L√ćQUIDO FOLICULAR

L√≠quido do interior dos fol√≠culos que possuem v√°rias subst√Ęncias necess√°rias para o crescimento e nutri√ß√£o do ov√≥cito.

> L√ćQUIDO SEMINAL

L√≠quido onde existem os espermatozoides, resultado de uma mistura de secre√ß√Ķes originadas da pr√≥stata, ves√≠culas seminais e gl√Ęndulas bulboretrais.

> M

> MATURA√á√ÉO ESPERM√ĀTICA

Processo atrav√©s do qual os espermatozoides adquirem a capacidade de entrar em contacto com o ov√≥cito, penetrar nos seus revestimentos e fundir com seu n√ļcleo (capacidade de fertiliza√ß√£o). Este processo envolve uma s√©rie de trocas moleculares entre os espermatozoides e os flu√≠dos epididim√°rios. Durante a matura√ß√£o esperm√°tica, os espermatozoides tamb√©m desenvolvem a sua capacidade de mobiliza√ß√£o (motilidade esperm√°tica).

> MEIO DE CULTURA

Destinam-se ao cultivo de micro-organismos. Estes meios fornecem os princ√≠pios nutritivos indispens√°veis ao seu crescimento. Entre os principais est√£o uma fonte de carbono (geralmente a√ß√ļcar) e energia.

> MENOPAUSA

Fim da ovulação da mulher e, logo, da sua capacidade reprodutiva.

> MENSTRUAÇÃO

Ciclo mensal que se traduz numa pequena hemorragia, resultante de um óvulo que, aquando da ovulação, é libertado e não fertilizado.

> MESA (MICROSURGICAL EPIDIDYMAL SPERM ASPIRATION)

Aspira√ß√£o Microcir√ļrgica de Espermatoz√≥ide do Epid√≠dimo. T√©cnica de obten√ß√£o de espermatozoides no epid√≠dimo de homens azoosp√©rmicos, em geral por causa obstrutiva, atrav√©s de aspira√ß√£o microcir√ļrgica do epid√≠dimo exposto por incis√£o da bolsa escrotal.

> MICROMANIPULAÇÃO

Uma variedade de técnicas que podem ser realizadas num laboratório sob microscopia. Um embriologista manipula o óvulo e os espermatozoides para aumentar as hipóteses de gravidez. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides, ICSI.)

> MICROMANIPULADOR

Aparelho utilizado para a realização da Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides, ICSI. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides, ICSI.)

> MIOMA

Tumor benigno (n√£o-maligno e que n√£o determina risco de vida) de tecido fibroso que pode ocorrer na parede uterina. Pode ser totalmente sem sintomas ou causar padr√Ķes menstruais anormais ou infertilidade.

> MOBILIDADE

O mesmo que motilidade. Capacidade dos espermatozoides em nadar. Motilidade deficiente significa que os espermatozoides têm dificuldade para nadar em direção ao óvulo.

> MONITORIZAÇÃO DA OVULAÇÃO

Observação, através de ecografias, da ovulação, nomeadamente quando esta é estimulada por medicamentos.

> MORFOLOGIA

Forma dos espermatozoides em relação às três principais partes analisadas. Cabeça, peça intermediária e cauda.

> MOTILIDADE

Capacidade dos espermatozoides em nadar. Motilidade deficiente significa que os espermatozoides têm dificuldade para nadar em direção ao óvulo.

> MUCO CERVICAL

Secre√ß√£o eliminada pelo colo uterino por a√ß√£o da hormona estrog√©nio. Normalmente √© espesso, mas torna-se mais fino durante o per√≠odo de ovula√ß√£o, possibilitando a passagem dos espermatozoides da vagina para o √ļtero e sua sobreviv√™ncia.

> N

> NECROZOOSPERMIA

Imobilidade total por morte dos espermatozoides.

> N√öCLEO

Parte da célula que possui o DNA.

> O

> OLIGOZOOSPERMIA

Diminui√ß√£o da concentra√ß√£o (n√ļmero) dos espermatozoides.

> OV√ĀRIO

√ďrg√£o reprodutor feminino onde s√£o produzidos os g√Ęmetas femininos, os √≥vulos. Produz hormonas, como o estrog√©nio e a progesterona.

> OV√ĀRIOS POLIQU√ćSTICOS

Ov√°rios com tamanho acima do normal e com quistos.

> OV√ďCITOS

√ďvulo assim que sai do fol√≠culo. √Č o mesmo que o √≥vulo.

> OVULAÇÃO

Libertação do óvulo a partir do folículo ovárico.

> √ďVULO

Célula sexual feminina produzida pelos ovários. Após a fecundação, o óvulo passa a chamar-se zigoto.

> P

> P√ČNIS

√ďrg√£o sexual dos indiv√≠duos do sexo masculino, que cont√©m os canais dos aparelhos urin√°rio e genital que comunicam com o exterior do corpo. √Č, portanto, um √≥rg√£o com uma fun√ß√£o dupla: na reprodu√ß√£o e na excre√ß√£o da urina.

> PER√ćODO F√ČRTIL

Os dias próximos da ovulação.

> PESA

Aspira√ß√£o percut√Ęnea de espermatozoides do epid√≠dimo.

> PICO DA HORMONA LUTEINIZANTE (PICO DO LH)

Libertação de hormona luteinizante (LH) que causa libertação de um óvulo maduro a partir do folículo.

> P√ďLIPO

Destina-se a denominar tumores benignos que se fixam na cavidade uterina e no colo do √ļtero por uma haste ou ped√≠culo. Os p√≥lipos endometriais s√£o prolifera√ß√Ķes glandulares focais organizadas da camada basal, havendo crescimento excessivo do tecido epitelial, estroma e vasos sangu√≠neos em quantidades vari√°veis. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implanta√ß√£o devido a ocuparem espa√ßo e a desencadearem inflama√ß√£o e podem induzir abortamento.

> PR√Č-EMBRI√ÉO

Resultado da fertilização do ovócito pelo espermatozoide.

> PREP√öCIO

Tecido de pele que recobre a glande no pénis.

> PROCESSAMENTO SEMINAL

Técnicas laboratoriais que removem o plasma seminal e procuram isolar espermatozoides móveis, separando-os dos outros constituintes celulares.

> PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA (PMA)

Reprodução resultante da intervenção médica.

> PROGESTERONA

Hormona feminina, produzida pelo corpo l√ļteo durante a segunda metade de um ciclo menstrual. Espessa a camada de revestimento interno do √ļtero com o fim de prepar√°-la para aceitar a implanta√ß√£o de um √≥vulo fertilizado.

> PROLACTINA

Hormona que estimula a produção do leite materno nas mulheres. Níveis elevados de prolactina resultam numa condição conhecida como hiperprolatinemia, uma condição que interfere na ovulação. Os testes sanguíneos para determinar se essa é a causa de um problema ovulatório usualmente são realizados no início do ciclo.

> PUNÇÃO

Aspiração do líquido folicular, onde estão presentes os folículos, com vista à posterior inseminação com os espermatozoides. O procedimento é realizado através da vagina, utilizando-se uma agulha e ultrassonografia para localizar o folículo no ovário.

> Q

> QUISTOS

Estruturas de forma ovóide, constituídas por um saco sem orifício de abertura, contendo no seu interior um fluido, e que podem aparecer em cavidades, tecidos e órgãos do corpo humano.

> QUISTOS FUNCIONAIS

Acontece quando não se consegue romper o folículo e o ovócito não é libertado.

> R

> RECEPTORA

Paciente que receber√° pr√©-embri√£o(√Ķes) provenientes de ov√≥citos de doadoras fertilizados com espermatozoides do seu parceiro.

> RECUPERA√á√ÉO DO √ďVULO

Procedimento usado para obtenção de óvulos a partir dos folículos ováricos para uso em fertilização in vitro. O procedimento pode ser realizado durante laparoscopia ou através da vagina, utilizando-se uma agulha e ecografia para localizar o folículo no ovário.

> REDU√á√ÉO EMBRION√ĀRIA

Desvitaliza√ß√£o de embri√Ķes para que os restantes se desenvolvam normalmente. √Č uma hip√≥tese para casos de gesta√ß√Ķes m√ļltiplas.

> REPRODUÇÃO ASSISTIDA

Ver Tecnologias de Reprodução Assistida.

> ROPA

A Rece√ß√£o de √ďvulos da Parceira ou Fertiliza√ß√£o Rec√≠proca √© um m√©todo exclusivo para casais de mulheres utilizado na FIV ou ICSI. No ROPA, uma das mulheres do casal doa os √≥vulos e a sua parceira √© quem ir√° gerar a crian√ßa. O m√©todo √© utilizado em Portugal.

> S

> SALPINGECTOMIA

Remo√ß√£o cir√ļrgica de uma trompa.

> SALPINGITE

Inflamação das trompas geralmente causadas por infeção.

> S√ČMEN

O mesmo que esperma. √Č um l√≠quido esbranqui√ßado que se elimina pela uretra (canal no interior do p√©nis que tamb√©m transporta a urina) durante a ejacula√ß√£o. O s√©men √© o resultado de uma mistura de secre√ß√Ķes originadas nos test√≠culos, onde se produzem os espermatozoides, com as secre√ß√Ķes da pr√≥stata, ves√≠culas seminais e gl√Ęndulas bulboretrais. Normalmente, cada cent√≠metro c√ļbico de s√©men cont√©m milh√Ķes de espermatozoides, embora a maior parte do volume do s√©men seja formado pelas secre√ß√Ķes das gl√Ęndulas do aparelho reprodutor masculino (principalmente pr√≥stata e ves√≠culas seminais).

> S√ćNDROME DOS OV√ĀRIOS MICRO-POLIQU√ćSTICOS (SOMP)

Doen√ßa caracterizada pela presen√ßa de microquistos ovarianos encontrados na periferia dos ov√°rios, associada com altera√ß√Ķes do ciclo menstrual ou em alguns casos com aus√™ncia de menstrua√ß√£o, podendo estar associada a aumento de pelos e obesidade. Pode ocasionalmente dificultar a gesta√ß√£o.

> SIN√ČQUIA

O mesmo que Ader√™ncia. A ader√™ncia ou sin√©quia intrauterina, √© a ader√™ncia parcial ou total das faces internas da cavidade uterina por les√£o do endom√©trio, ocorre principalmente ap√≥s infe√ß√Ķes genitais ou ap√≥s manobras ou procedimentos intracavit√°rios, especialmente curetagens uterinas dr√°sticas ou repetidas, quase sempre ap√≥s abortamento ou parto. Dificultam a implanta√ß√£o e podem induzir abortamento.

> T

> TECNOLOGIAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA (ASSISTED REPRODUCTIVE TECHNOLOGIES, ART)

Alguns casais necessitam de procedimentos mais sofisticados, conhecidos como tecnologias de reprodu√ß√£o assistida (ART, do ingl√™s), que ajudam a unir o espermatozoide ao √≥vulo ou seja ajudam a conce√ß√£o sem rela√ß√Ķes sexuais. ART representa uma esperan√ßa aos casais que n√£o respondem aos outros tratamentos e envolve as mesmas terapias hormonais utilizadas na indu√ß√£o da ovula√ß√£o, al√©m de t√©cnicas para aumentar a fertiliza√ß√£o do √≥vulo pelo espermatozoide.

> TERATOZOOSPERMIA

Diminui√ß√£o do n√ļmero de espermatozoides morfologicamente normais.

> TESA (TESTICULAR SPERM ASPIRATION)

Aspira√ß√£o Testicular do Espermatozoide ‚Äď T√©cnica de obten√ß√£o de espermatozoides no test√≠culo atrav√©s de aspira√ß√£o percut√Ęnea com agulha.

> TESE (TESTICULAR SPERM EXTRACTION)

T√©cnica de obten√ß√£o de espermatozoides por bi√≥psia testicular. Pode ser realizada por via cir√ļrgica ou percut√Ęnea com agulhas de bi√≥psia.

> TESTE P√ďS-COITAL

Exame microscópico do muco cervical realizado após a relação sexual para determinar a compatibilidade do muco com o espermatozoide. Utilizado para detetar problemas na interação espermatozoide-muco e a qualidade do muco cervical.

> TEST√ćCULO

Gonada sexual masculina dos animais sexuados produzindo as c√©lulas de fecunda√ß√£o chamadas de espermatozoides (os g√Ęmetas masculinos). Geralmente ocorre aos pares e encontram-se protegidos por uma bolsa, chamada escroto ou no interior do corpo dos animais (geralmente os r√©pteis ou os marinhos). Tamb√©m t√™m fun√ß√£o de gl√Ęndulas produzindo hormonas masculinas. A sua fun√ß√£o √© hom√≥loga √† dos ov√°rios das f√™meas. Nos seres humanos, os test√≠culos s√£o suspensos pelos cord√Ķes esperm√°ticos formados por vasos sangu√≠neos e linf√°ticos, nervos, cremaster, epid√≠dimo e canal deferente.

> TESTOSTERONA

Hormona masculina responsável pela formação de características sexuais secundárias e que dá suporte à estimulação sexual. A testosterona também é necessária para a espermatogénese (desenvolvimento dos espermatozoides).

> TRANSFER√äNCIA DE BLAST√ďCITO

Um avan√ßo recente no tratamento da infertilidade, no qual os embri√Ķes se desenvolvem por 4 ou 5 dias (at√© que atinjam a fase de blast√≥cito) em vez dos usuais 2 ou 3 dias da FIV.

> TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÃO

Coloca√ß√£o de um ovo (pr√©-embri√£o), que foi fertilizado fora do √ļtero, no interior do √ļtero ou da trompa de Fal√≥pio de uma mulher.

> TRANSFER√äNCIA DE PR√Č-EMBRI√ēES

Coloca√ß√£o de um ovo (pr√©-embri√£o), que foi fertilizado fora do √ļtero, no interior do √ļtero ou da trompa de Fal√≥pio de uma mulher.

> TRANSFER√äNCIA INTRAFALOPIANA DE G√āMETA (GAMETE INTRAFALLOPIAN TRANSFER, GIFT)

Técnica de PMA em que a fertilização do óvulo da mulher com o espermatozoide do homem decorre no interior da trompa de Falópio.

> TRANSFERÊNCIA INTRAFALOPIANA DE ZIGOTOS

Técnica de PMA que consiste na introdução nas trompas de falópio de zigotos.

> TRATAMENTO DE FERTILIDADE

Qualquer método ou procedimento usado para aumentar a fertilidade ou aumentar a probabilidade de gravidez, tal como o tratamento de indução da ovulação, correção de varicocelo (reparação de veias varicosas no saco escrotal) e microcirurgia para correção de trompas de Falópio lesadas. A meta do tratamento de fertilidade é ajudar os casais a ter filhos.

> TROMPAS DE FAL√ďPIO

Ou tubas uterinas, s√£o dois canais extremamente finos que ligam os ov√°rios ao √ļtero e pelos quais os √≥vulos passam at√© chegar ao √ļtero, ap√≥s serem libertados do fol√≠culo. Os espermatozoides normalmente encontram o √≥vulo na trompa, o local no qual a fertiliza√ß√£o usualmente acontece. O nome √© em homenagem ao seu descobridor, o anatomista italiano do s√©culo XVI, Gabriele Falloppio. Existem duas trompas de Fal√≥pio, cada uma ligando a um lado do √ļtero e terminando perto de um ov√°rio. Entretanto, as trompas de Fal√≥pio n√£o est√£o diretamente ligadas aos ov√°rios, mas abertas na cavidade peritonial (o interior do abd√≥men). Desta forma, elas s√£o uma liga√ß√£o direta entre a cavidade peritonial e o exterior do corpo feminino, via a abertura da vagina. Nos seres humanos, as trompas de Fal√≥pio t√™m por volta de 7 a 14 cm.

> U

> ULTRASSONOGRAFIA TRANS-VAGINAL

Exame utilizado em detrimento dos raios-X para visualizar os órgãos reprodutores; por exemplo, para monitorizar o desenvolvimento folicular.

> V

> VAGINA

√ďrg√£o sexual feminino dos mam√≠feros, parte do aparelho reprodutor que consiste num pequeno canal que se estende do colo do √ļtero √† vulva.

> VARICOCELO

Varizes do escroto. Causa diminuição da qualidade do sémen.

> VASECTOMIA

Na vasectomia há ligadura (que quer dizer interrupção, no jargão médico) dos dois ductos deferentes (pequenos ductos que levam os espermatozoides dos epidídimos e testículos até a uretra prostática). Os testículos continuarão a funcionar normalmente, sendo que apenas os espermatozoides produzidos não sairão mais pela ejaculação e serão absorvidos.

> VASECTOMIZADOS

Homens que passaram pela cirurgia de Vasectomia.

> VULVA

Vulva √© a parte externa do √≥rg√£o genital feminino. Externamente pode ser revestida por pelos p√ļbicos. √Č constitu√≠da pelos grandes l√°bios (labia majora), revestidos internamente por tecido muscular. Em seguida h√° um par de pregas mais finas, os pequenos l√°bios (labia minora), que podem ou n√£o estar inclusos nos grandes l√°bios. No interior dos l√°bios encontram-se o cl√≠toris, a abertura da uretra e a abertura da vagina.

> W

> WAALER-ROSE (TESTE)

Teste para a determinação direta e semi-quantitativa de Fatores Reumatoides (FR) no soro humano.

> X

> X-Fr√°gil ou SXF

Doen√ßa gen√©tica rara associada ao d√©fice cognitivo ligeiro a grave, que pode estar associado a dist√ļrbios comportamentais e caracter√≠sticas f√≠sicas t√≠picas. S√≠ndrome √© a causa heredit√°ria mais comum de defici√™ncia mental e √© causada por uma altera√ß√£o, ou muta√ß√£o, de um √ļnico gene. A muta√ß√£o ocorre no cromossoma sexual X, pelo que os rapazes, que t√™m apenas um cromossoma X, s√£o mais suscet√≠veis de ser afetados do que as raparigas (Fonte APSXF)

> X (CROMOSSOMA)

O cromossoma X é um dos cromossomas que determina o sexo humano. Homens e mulheres possuem dois cromossomas sexuais. As mulheres são portadoras de dois cromossomas X e os homens de um cromossoma X e de um cromossoma Y.

> Y

> Y (CROMOSSOMA)

O cromossoma Y é o cromossoma sexual que se encontra apenas nos homens, ao contrário do cromossoma X que se encontra em homens e mulheres. Os indivíduos do sexo masculino têm como cromossomas sexuais o cromossoma X e o cromossoma Y, enquanto que os indivíduos do sexo feminino têm dois cromossoma X em cada célula.

> Z

> ZIFT

Sigla para Transferência Intrafalopiana de Zigotos. Técnica de PMA que consiste na introdução nas trompas de falópio de zigotos.

> ZIGOTO

√ďvulo fertilizado, antes de come√ßar a divis√£o celular (embri√£o).