Protocolos

Newsletter de Abril 2010
 

A APFertilidade continua a reforçar os seus protocolos para dar maior apoio aos seus associados. Foram celebrados novos protocolos com:

Farmácias Lisboa:

  • Na farmácia Barral (Lisboa) o protocolo já estabelecido foi alterado, trazendo mais benefícios. Agora os associados poderão usufruir de 40% de desconto nos medicamentos de fertilidade, abrangidos pelo despacho ministerial 10910 de 2009, os medicamentos e produtos de venda livre com IVA a 20% têm um desconto de 20% e nos medicamentos prescritos e de venda livre com IVA a 5%, os associados podem usufruir de um desconto de 10%. As restantes farmácias da rede Barral fazem um desconto de 20% nos medicamentos de fertilidade e também nos medicamentos e produtos de venda livre com IVA a 20%, no caso de medicamentos prescritos e de venda livre com o IVA a 5%, o desconto é de 10%.
  • Farmácia Exposul (Lisboa – Alameda dos Oceanos, Parque das Nações) que é oferecido 15% de desconto sobre o “valor ao utente” dos medicamentos sujeitos a receita médica com comparticipação e 10% sobre o PVP dos produtos de IVA a 20%.
  • Na farmácia Azevedos (Lisboa – Praça D. Pedro IV) onde se poderá usufruir de 20% de desconto no valor a pagar pelo utente após comparticipação com receita, nos medicamentos para o tratamento da infertilidade. Abrange ainda 10% de desconto em todos os produtos de venda livre.
  • Farmácia S. Miguel (Lisboa - Alvalade) - 40% de desconto no valor a pagar pelo utente após comparticipação com receita, nos medicamentos para o tratamento da infertilidade.

Farmácias Porto:

  • Farmácia Bessa (Porto – Rua François Guichard) com 20% de desconto sobre o “valor ao utente” nos medicamentos de tratamento da infertilidade e 10% em todos os produtos adquiridos na farmácia, com excepção dos leites e alimentação infantil.
  • Farmácia do Campo (Praça da República nº 118/119) oferece aos associados da APFertilidade 20% de desconto nos medicamentos para tratamento da fertilidade e 10% nos restantes medicamentos;
  • Farmácia do Passeio Alegre (R. do Passeio Alegre 296) oferece igualmente um desconto de 20% para tratamento de fertilidade.

Farmácia Almada: Farmácia Ramalhinho (Rua Dr. Alberto Araújo, 19-A) oferece 20% de desconto sobre o “valor utente” nos medicamentos para a infertilidade comparticipados com receita e 10% de desconto sobre o PVP dos restantes produtos (não comparticipados) e serviços prestados.

Criopreservação:
A APFertilidade estabeleceu um protocolo com a Bioteca que prevê um desconto de 5% em relação à tabela de preços praticada para o público em geral, sobre os serviços de criopreservação de células estaminais.

Outras áreas:
A APFertilidade estabeleceu ainda um protocolo com a Excellent Óptica na aquisição de óculos graduados, lentes de contacto, óculos de sol, etc. Este protocolo é extensível a todas as lojas da óptica. Os descontos variam entre 10 a 25%. Nos estabelecimentos da Óptica António Mouzinho, os associados da APFertilidade têm um desconto de 25% em todos os artigos de óptica comercializados.

No Hotel Riviera Carcavelos é também possível usufruir de 15% de desconto na reserva de qualquer “Programa à sua medida”.


A lista de todas as farmácias, parcerias e informações adicionais em : www.apfertilidade.org/phpBB2/viewtopic.php?t=7098

Notícias

Newsletter de Abril 2010
 

Procriação Medicamente Assistida até aos 42 anos
As mulheres até aos 42 anos com indicação médica para recorrer a tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) poderão aceder a técnicas de primeira linha (indução de ovulação e inseminação intra-uterina) e as mulheres até aos 40 anos poderão recorrer a técnicas de segunda linha (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóide). Segundo comunicado do gabinete da Ministra da Saúde, Ana Jorge, estas medidas entrarão em vigor quando o sistema FERTIS (sistema de informação de apoio aos projectos de fertilidade e de Procriação Medicamente assistida do Serviço Nacional de Saúde) entrar em funcionamento, o que se espera que aconteça ainda este ano. Actualmente os tratamentos de segunda linha aumentaram também de uma tentativa para três.

5º Encontro Nacional da APFertilidade
No próximo dia 19 de Junho, a Associação Portuguesa de Fertilidade promove o 5º Encontro Nacional da APFertilidade, no Restaurante “Varanda do Lago”, no Luso.
Este encontro organiza-se, como habitualmente, em torno de um almoço, promovendo o convívio entre a comunidade. Aproveitaremos a iniciativa também para a comemoração do Dia Nacional da Fertilidade (21 Junho) e do mês Internacional da Fertilidade. Os interessados deverão confirmar a sua inscrição através do site da APFertilidade (www.apfertilidade.org/eventos/2010)
Não deixem de participar. Estão todos desde já convidados.

Assembleia Geral APFertilidade
Foi realizada a Assembleia-Geral Ordinária da Associação Portuguesa de Fertilidade no dia 14 de Março de 2010, pelas 10h, na Rua Conde Alto Mearim, nº1133, 7º andar - Sala 75, em Matosinhos, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Discussão e votação do relatório e contas da gerência do ano de 2009;
2. Discussão e votação do parecer do Conselho Fiscal;
3. Discussão de outros assuntos de interesse geral.
O primeiro ponto da OT foi aprovado por unanimidade e no terceiro ponto foi aprovada a realização da 5ª edição do encontro nacional, no dia 19 de Junho,   na zona centro do país.

Actividades

Newsletter de Abril 2010
 

20 de Abril de 2010
Participação da APFertilidade (Cláudia Vieira), entrevista à TSF.

Abril de 2010
Assinatura de Protocolo com o Centro Clínico S. Cristóvão (Amadora)

Abril de 2010
Assinatura de Protocolo com a Bioteca - Preservação de Células Estaminais SA.

07 de Abril de 2010
Participação da APFertilidade (Cláudia Vieira e Marta Casal), em reportagem sobre infertilidade, que irá passar hoje no Jornal da Tarde, na RTP.

22 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a Farmácia Sanex (Lisboa)

19 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a Farmácia Ramalhinho (Almada)

19 de Março de 2010
Participação da APfertilidade (Cláudia Vieira), em programa sobre Fertilidade no canal RTV (canal 88 da Zon, e 14 da cabovisão). O programa irá passar entre as 22H e as 24H, havendo uma repetição no dia 22 de Março às 12H.

18 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Passeio Alegre (Porto)

17 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Campo (Porto)

14 de Março de 2010
Assembleia Geral da APFertilidade.

06 e 07 de Março de 2010
Reunião da Direcção da APFertilidade

21 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Bessa (Porto)

20 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com Excellent Óptica.

19 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo Farmácia Azevedos (Lisboa)

07 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com Farmácia Exposul (Lisboa).

Entrevista

Newsletter de Abril 2010
 

O Prof. Dr. Calhaz Jorge, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, aceitou dar uma entrevista à APFertilidade, onde exprimiu algumas das suas opiniões individuais face ao panorama nacional da infertilidade.

1 –Tendo recentemente assumido a presidência da Direcção, qual o papel que deseja para a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, considerando a medicina reprodutiva e a própria sociedade civil?
A SPMR tem constituído, ao longo dos seus 35 anos de existência, um factor absolutamente fundamental no desenvolvimento técnico na sua área de acção. É esse trabalho que a Direcção actual pretende continuar lançando mão dos meios de comunicação actualmente disponíveis e de uso generalizado. Pretendemos contribuir para a melhoria do conhecimento e da sua aplicação quer dos vários estratos de intervenientes técnicos, quer dos casais com infertilidade quer da população interessada nestes assuntos. É também um objectivo desta Direcção, o tornar a SPMR num interlocutor permanente e de capacidade e idoneidades reconhecidas por todas as estruturas oficiais ligadas aos problemas da infertilidade, sejam estruturas do Ministério da Saúde (caso da  Direcção Geral de Saúde), seja o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (estrutura dependente da Assembleia da República), seja a Ordem dos Médicos, sejam as associações representativas dos pacientes. E vários passos concretos já ocorreram em relação a várias das estruturas referidas.

2 – Após um período de importantes alterações legais, quais são, em seu entender, os problemas que persistem no âmbito da procriação medicamente assistida (PMA) em Portugal?
Para além de problemas pontuais, obviamente relevantes a nível individual, o grande problema em Portugal é a acessibilidade dos casais inférteis aos tratamentos. As listas de espera existentes em certas áreas do país são absolutamente inaceitáveis pelas repercussões que têm sobre a maioria dos casais, incluindo a diminuição da eficácia potencial dos tratamentos com o acumular dos anos dos cônjuges femininos. As alterações que têm ocorrido nos últimos meses são um sinal de esperança mas terá que se aguardar pela entrada em funcionamento global do sistema de referenciação anunciado para se possa ter uma noção correcta das melhorias resultantes.

3 – De uma prática médica centrada no tratamento da infertilidade, a PMA vem sendo cada vez mais uma opção reprodutiva ao serviço das pessoas em geral, por vezes com limites nem sempre fáceis de estabelecer. Como entende este caminho de abertura e generalização da PMA?
A procura de utilizações alargadas de técnicas criadas para um determinado fim é um fenómeno praticamente generalizado no nosso mundo.
No campo específico da PMA o que está em causa é a sua utilização para enquadramentos sociais (nomeadamente de concepção de família) que suscitam grandes e acalorados choques de opinião. Não tem nada de especificamente técnico. Por exemplo, se uma sociedade aceita como natural (e o inscreve na respectiva legislação) não há qualquer dificuldade técnica em efectuar inseminações em mulheres solteiras.
Para lá destas considerações genéricas a minha qualificação técnica não dá à minha opinião qualquer valor acrescentado em relação à de qualquer outro cidadão.

4 – Existe algum novo tratamento em vista na PMA que possa antecipar como importante para as pessoas com problemas de infertilidade?
Esperam-se algumas melhorias em detalhes que possam simplificar a aplicação prática de alguns fármacos. Aguarda-se com expectativa o desenvolvimento laboratorial de algumas alternativas técnicas, como por exemplo a congelação de ovócitos, que possam dar resposta a problemas específicos de certos casais. No entanto, não são previsíveis a breve trecho nenhumas inovações terapêuticas de grande monta, isto é, com repercussões significativas na taxa de êxito destas técnicas.

5 – Não deviam a SPMR (os médicos) e Associação Portuguesa de Fertilidade (os doentes) estar naturalmente representadas no órgão regulador da PMA, como sucede noutros países? Como explica estas exclusões?
Há diversos modelos de entidades reguladoras nos países europeus. A versão encontrada pelos legisladores nacionais foi a de nomeação de individualidades e não de representatividade institucional. Tem riscos e tem vantagens, nomeadamente de operacionalidade e estabilidade, dependentes do empenhamento e qualidade dos seus membros. Em qualquer dos casos, a estrutura actual é excessivamente minimalista para as necessidades de regulação na área da PMA. Todas as entidades reguladoras europeias independentes de estruturas governamentais (como é o caso do CNPMA) são de dimensão muito superior e incorporam nos seus conselhos consultivos (que não deliberativos) representantes de múltiplas origens, em que técnicos de saúde (e não só médicos) e organizações de doentes estão obviamente incluídos.

Biopsia Testicular

Newsletter de Abril 2010
 

Em que consiste a Biopsia Testicular?
A biopsia testicular consiste numa pequena intervenção cirúrgica, de curta duração,  cujo objectivo é retirar uma pequena amostra de tecido testicular para verificar a existência de espermatozóides.

Descrição do procedimento
A intervenção demora, geralmente, entre 15 e 20 minutos e pode ser realizado no consultório médico. Os testículos são limpos com uma solução anticéptica; seguidamente é administrado um anestésico local.  É efectuada uma pequena incisão através da pele e um pequeno pedaço do tecido do testículo é removido. As amostras são observadas ao microscópio para verificar a existência de espermatozóides. Caso não sejam encontrados espermatozóides, o procedimento pode ser repetido noutras zonas do testículo ou no outro testículo. Posteriormente são dados alguns pontos para fechar a abertura no testículo e a incisão na pele.

Quais as complicações que podem surgir?
Com excepção da injecção da anestesia local, o exame não deverá ser doloroso; contudo, os testículos podem ficar doridos durante alguns dias após o exame e apresentar algumas equimoses. Recomenda-se que a actividade sexual seja evitada durante uma ou duas semanas após a intervenção.

Em que casos é que está indicada?
A biopsia testicular está indicada para casos em que não se encontram espermatozóides no ejaculado (Azoospermia), de forma a avaliar se estamos na presença de uma Azoospermia obstrutiva ou secretora.
No caso de suspeita de uma Azoospermia obstrutiva, a biopsia testicular poderá ser efectuada para recolha dos espermatozóides directamente no testículo para posterior utilização em técnicas de reprodução medicamente assistida.
Na presença de suspeitas de uma Azoospermia secretora a realização de uma biopsia diagnostica pode revelar a existência ou não de produção de espermatozóides, essencial para o diagnóstico do paciente.

Bibliografia
Vitor Moreira da Silva, Luís Ferraz, 2004. A Importância da Biópsia Testicular Diagnostica no Estudo do Doente Azoospérmico. Acta Urológica, 21; 4: 27-31.

West, Zita, 2004. Fertilidade e concepção. 192p.

Manual da Associação Portuguesa de Infertilidade

Sites consultados:
http://www.ferticentro.pt,
http://www.cgrabarros.pt,
http://www.abcdasaude.com.br
http://www.tudosobreinfertilidade.com.br

Feliz Natal

Newsletter de Dezembro 2009
 

Actualidades

Newsletter de Dezembro 2009
 

ACTUALIDADES PMA

Novo site sobre fertilidade

Foi recentemente lançado um novo site sobre fertilidade no endereço http://www.fertilidadeumaviagem.com. Este site procura ajudar os casais que sofrem desta doença, disponibilizando uma série de informações úteis que vão desde a opção de tratamentos, aos exames e diagnóstico.

Primeiro Workshop dedicado à “Preservação da Fertilidade em Doentes Oncológicos”

Realizou-se no passado dia 7 de Novembro, no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, o Primeiro Workshop dedicado à “Preservação da Fertilidade em Doentes Oncológicos”. Seguindo a tendência internacional de sensibilização de Médicos especialistas em Oncologia para este tema, o Hospital CUF Descobertas, com a colaboração do Centro Médico de Assistência à Reproduação- CEMEARE, promoveu uma sessão de discussão e esclarecimento sobre os métodos e técnicas disponíveis internacionalmente. O Centro Médico de Assistência à Reprodução – CEMEARE, foi pioneiro em Portugal na aplicação da Maturação oocitária in vitro - IVM no âmbito da preservação da fertilidade em mulheres com carcinoma. Através da participação da Drª Maria José Carvalho, especialista em Infertilidade e do Prof. Dr. Carlos Plancha, Embriologista Sénior e membro do Comité Executivo da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), este Centro contribuiu activamente para a divulgação das novas técnicas que podem a partir de agora ser disponibilizadas aos pacientes oncológicos, que se encontrem em idade fértil e manifestem o desejo de vir a constituir família após terapia.

Estudo Afrodite- Caracterização da infertilidade em Portugal

Foi editado em Portugal um estudo pioneiro da autoria do Prof. João Luis Silva Carvalho, denominado Estudo Afrodite- Caracterização da infertilidade em Portugal que teve como objectivo a caracterização dos conhecimentos, conceitos, atitudes, comportamentos e práticas relativos à infertilidade em Portugal (20-69 anos). Este trabalho consistiu num estudo epidemiológico transversal de uma amostra representativa da população Portuguesa com idade entre os 20 e os 69 anos que respondeu presencialmente a um questionário estuturado mediante visita domiciliária. Das conclusões obtidas no estudo destacam-se as que dizem respeito à prevalência da infertilidade estimando-se que em Portugal a prevalência da infertilidade ao longo da vida está entre os 9 e os 10% e a prevalência da infertilidade corrente ronde os 8%. Estima-se que em Portugal, em 2009, existam entre 266.088 e 292.996 mulheres (casais) inférteis. Outra das conclusões foi o facto de 93,7% dos Portugueses pensarem que o Sistema Nacional de Saúde deveria pagar integralmente (50,9%) ou comparticipar (42,8%) os tratamentos de infertilidade.

OUTRAS ACTUALIDADES

Adopção Internacional

Foram publicadas em Diário da República as Portarias que autorizam duas associações nacionais a exercer actividades de mediação em matéria de adopção internacional:

· A Portaria nº 1111/2009 de 28 de Setembro que autoriza a Associação Emergência Social a exercer a mediação da adopção internacional nos seguintes países de origem das crianças: Angola; Brasil; Bulgária; Colômbia; Etiópia; Índia; Peru e Polónia.

· A Portaria nº 1267/2009 de 16 de Outubro que autoriza a Associação Bem Me Queres a exercer a mediação da adopção internacional nos seguintes países de origem das crianças: Brasil; Bulgária; China; Colômbia; Filipinas e Ucrânia.

Notícias APFertilidade

Newsletter de Dezembro 2009
 

Infertilidade na Comunicação Social

A infertilidade voltou a marcar presença na agenda da comunicação social. São estes os destaques do último trimestre:

19 de Outubro

Participação da APFertilidade no Programa televisivo “Praça da Alegria” da RTP1 representada por Cláudia Vieira e Angélica Luis

24 de Outubro

Reportagem no Jornal 24 Horas com a colaboração de Elsa Ferreira e Filomena Gonçalves.

21 de Novembro

Publicação de um artigo no Jornal Expresso com declarações de Filomena Gonçalves.

25 de Novembro

Entrevista à TSF de Cláudia Vieira, sobre novo anúncio do adiamento do arranque do programa “Fertis” para o 1º trimestre de 2010.

30 de Novembro

Participação da APFertilidade no programa “Grande Reportagem” da SIC com colaboração de Cláudia Vieira e testemunhos de casais que passaram e passam por tratamentos de infertilidade (Susana Santos e Edgar Borges, Olinda Dinis e Joaquim Lopes, Anabela Leal e Luis Leal, Maria da Luz Jesus e Marco Quintal de Jesus)

Os vídeos dos programas televisivos poderão ser acedidos pelo site da associação em www.apfertilidade.org.

Assembleia-Geral da APFertilidade

Foi realizada no dia 14 de Novembro uma reunião da Assembleia-Geral da APFertilidade. O programa de acção e o orçamento para 2010, temas que fizeram parte da ordem de trabalhos, foram aprovados por unanimidade.

Protocolos

Foi alargada a rede de protocolos entre a APFertilidade a as farmácias nacionais com a inclusão dos seguintes estabelecimentos: Farmácia Salutar (Lisboa); Farmácia União (Lisboa); Farmácia Fontes Pereira de Melo (Lisboa); Farmácia Pinto Leal (Lisboa), Farmácia Melo Almeida (Linda-a-Velha), Farmácia Triunfo (Anadia), Farmácia Almeida (Faro).

Foi também estabelecido protocolo entre esta associação e a clínica Fertimed em Faro

Para mais informações sobre estes serviços, devem os Associados contactar a APFertilidade através do endereço de correio electrónico geral@apfertilidade.org ou por telefone.

Participação em Seminários

25 de Setembro de 2009

A APFertilidade, representada por Fernando Oliveira, participou nas Jornadas da Associação para o Planeamento da Família, com uma comunicação intitulada “Procriação Medicamente Assistida: Associativismo, Informação e Preconceito”

04 de Dezembro de 2009

A APFertilidade esteve presente num seminário sobre infertilidade que se realizou no auditório da Escola Superior de Saúde de Bragança, do Instituto Politécnico de Bragança, tendo sido representada pela sua psicóloga, Dra. Matilde Catalão.

Entrevista

Newsletter de Dezembro 2009
 

Amélia Augusto

  1. Um dos aspectos que atravessa a sua reflexão sobre a PMA é a “patologização da infertilidade”, ou seja, a construção de um discurso que tende a percepcionar a infertilidade exclusivamente como doença. Quais são, em seu entender, as razões e as consequências deste discurso?

A medicalização é um processo complexo, daí que as suas causas impliquem uma articulação de interesses variados entre médicos e inférteis, e as suas consequências não possam ser simplesmente classificadas como positivas ou negativas. A patologização da infertilidade legitima uma forte intervenção médica, conferindo aos especialistas uma autoridade privilegiada nos debates públicos e na tomada de decisão relacionada com a infertilidade e as suas possibilidades de tratamento. Inegavelmente, a medicalização da infertilidade abriu um campo inovador para o poder e a actuação médicos. Finalmente, e não menos importante, a consciência e a reflexão sobre as causas sociais das doenças são diminuídas com a medicalização.

Contudo, existem outras dimensões associadas à definição da infertilidade como doença que têm claras implicações sociais para quem procura uma solução para o seu problema de fertilidade. Colocar a infertilidade no campo das doenças, pode contribuir para minimizar os aspectos normativos e de culpabilização muitas vezes associados a esta condição. A doença é algo que nos acontece, que está para além das nossas possibilidades individuais e, como tal, implica uma desresponsabilização. No entanto, convém salientar que nem sempre o rótulo de doença ajuda a minimizar uma certa culpabilização associada à infertilidade, seja por parte do próprio sofredor, ou dos especialistas. De entre aqueles que foram entrevistados, surgiu com alguma frequência um certo discurso culpabilizador, sobretudo das mulheres, por um certo estilo de vida hedonista e pelo adiar da maternidade por motivos profissionais, isto mesmo quando a causa masculina parece ter vindo a aumentar.

Uma outra dimensão diz respeito ao domínio mais vasto das políticas sociais. Para muitos inférteis, a questão de saber até que ponto a infertilidade é ou não uma doença ultrapassa as considerações médicas, filosóficas ou sociais. Eles estão preocupados em legitimar o seu acesso a recursos sociais, à semelhança do que acontece com outras doenças. Fazem um uso estratégico da designação e da linguagem da doença como modo de pressionar o Estado e atingir os seus objectivos. Querem igualdade de acesso e de benefícios sociais e sabem que esse é o modo de os conseguirem.

2- Como perspectiva o papel do associativismo na área da PMA? Como pode este movimento escapar à “patologização da infertilidade”?

O carácter auto-regulado dos procedimentos técnicos, o seu grau de invasão e a dificuldade em interpretar a informação médico-científica que é proporcionada contribuem para uma certa falta de controlo que foi explicitada por alguns casais. Uma grande parte daqueles com quem falei, provavelmente como resultado da medicalização da infertilidade, considera que estas são questões médicas, pelo que a fonte privilegiada de informação é também médica. Mas nem sempre o conhecimento médico das questões é aquele que é sentido como mais necessário. Houve quem mencionasse a falta de troca de experiências, de um espaço fora do contexto clínico, da relação médico-doente, onde estas questões pudessem ser abordadas de modo mais informal, com menor pressão do que a que costuma estar associada aos tempos de consulta ou de exames. Aliás, os casais que indicaram ter nas suas relações de amizade outros casais que estão a passar ou já passaram pelo mesmo processo descreveram essa partilha de experiências como momentos fundamentais para ultrapassar sentimentos de diferença e de exclusão, que não raramente estão associados à vivência da infertilidade. De modo a que os casais tenham um envolvimento mais activo e mais reflexivo num processo que lhes diz claramente respeito, torna-se necessário que mais e melhor informação lhes seja facultada, e que sejam existam espaços para uma participação e decisão efectivamente informadas. A Associação Portuguesa de Fertilidade ocupou um espaço vazio nesta área e tem vindo crescentemente a assumir-se como o espaço privilegiado para essa partilha de experiências, discussão e reflexão.

O seu surgimento possibilitou que as pessoas com problemas de fertilidade se pudessem assumir como os seus próprios porta-voz junto da sociedade, mas também dos médicos. Em várias investigações internacionais são referenciadas associações e grupos de auto-ajuda de inférteis, sendo-lhes reconhecido um papel fundamental devido ao apoio e informação que prestam, mas não só. A organização destes doentes tem contribuído para o seu empowerment. Estas associações, que existem em quase toda a Europa, têm desempenhado papéis fundamentais, providenciando um ambiente de apoio e aconselhamento para os inférteis, colectando e providenciando informação, seguindo e monitorizando os desenvolvimentos médicos na área, denunciando abusos, discutindo alternativas como a adopção, exercendo pressão no sentido de um maior e mais fácil acesso às tecnologias de reprodução.

3. Como interpreta a exclusão da APFertilidade do CNPMA?

Aquando da minha investigação, já era frequentemente mencionada no discurso dos especialistas a necessidade da criação de um tal Conselho, sendo que era assumida a importância da inclusão de uma “associação de doentes”, caso ela viesse a ser constituída. A constituição veio a concretizar-se, a inclusão, não. E eu considero uma grande falha a não participação dos principais interessados e, em última instância, dos que realmente poderão vir a ser afectados pelas decisões que aí venham a ser tomadas. Como disse antes, estas pessoas não necessitam de interlocutores privilegiados, nem de porta-voz dos seus interesses e preocupações, necessitam, isso sim, que lhes seja reconhecida a relevância da sua actuação na área da infertilidade e lhes seja concedido o espaço de intervenção que lhes é devido.

4. Como avalia a Lei Nº 32/2006 no que diz respeito aos modelos familiares nela representados e por ela excluídos?

Há um aspecto que parece ter-se mantido consensual ao longo de todo este percurso da PMA e que culminou na Lei Nº 32/2006, aspecto esse que sempre uniu especialistas, CNECV e legislador e que diz respeito aos beneficiários destas técnicas.

De entre todos os especialistas que entrevistei no decorrer da minha investigação, anterior à actual Lei, apenas um aceitaria inseminar mulheres sós, sem parceiro ou lésbicas. Foram vários os argumentos avançados para essa recusa, o da doença, que é definida de um modo particular, dado que por mais de uma vez foi indicado que não existem homens ou mulheres inférteis, e sim casais inférteis; o argumento da defesa das crianças nascidas por esse processo, já que se sentem obrigados a protegê-los de terem pais inapropriados ou só uma figura parental. Estes juízos, embora se revistam de uma autoridade clínica são, de facto, juízos sociais e morais. Esta defesa da manutenção das técnicas de PMA no âmbito da família tradicional é hoje particularmente ideológica. Isto porque cada vez mais filhos estão a ser concebidos e criados em contextos que pouco têm a ver com a família tradicional. A própria lei da adopção prevê a adopção por indivíduos singulares.

5- Qual a sua posição sobre o anonimato dos dadores de gâmetas?

O recurso a fecundação com gâmetas de dadores depende, obviamente, da existência de dadores. O facto de um dador não saber até que ponto poderá vir a ser confrontado no futuro com “a visita” de alguém que diz ser resultado daquela doação de há x anos, é algo que pode dissuadir muitos potenciais dadores. Além disso, acho que o privilégio pelos laços de sangue ofusca e remete para segundo plano as relações afectivas e o investimento emocional de quem decidiu ter um filho com recurso a dador. Acho que deve haver anonimato.

6- Deve o Estado avançar com um limite de idade, ou aceita que este seja decidido pela equipa médica?

A lei refere uma idade mínima, mas não uma idade máxima. O limite de idade é, conjuntamente com outros factores, característico da desigualdade que entre nós tem marcado o acesso a estes serviços. E já nem me estou a referir às desigualdades óbvias existentes entre o sector público e o sector privado, mas às desigualdades existentes no âmbito do público e cuja resolução não é claramente explicitada pela presente lei.

Cada unidade de medicina da reprodução definiu os critérios que presidem às suas decisões de aceitar ou não os casais. Assim, para alguns serviços a idade da mulher é um critério decisivo, contudo, a idade limite não reúne consensos. Ronda os 38 anos, para uns, enquanto que para outros a idade não é decisiva e sim o FSH (a actividade ovárica), tendo mesmo realizado tratamentos em mulheres de 42 anos que engravidaram. De salientar que no sector privado esta idade é amplamente alargada e situa-se pelos 45 anos.

A “sorte” de ser encaminhada para uma ou outra instituição de saúde, onde os médicos poderão ser mais ou menos flexíveis ao argumento da idade, não poderá ditar se uma mulher está ou não em condições de ingressar num tratamento de infertilidade. É importante que haja uma idade limite, mas ela tem de ser ponderada tendo em conta vários factores. Factores esses que não podem ser considerados tendo apenas em conta tudo o que é tecnologicamente possível ou economicamente rentável.


A Professora Doutora Amélia Augusto, é Pró-Reitora da Universidade da Beira Interior desde Junho de 2009, cargo que acumula com o de Professora Auxiliar no Departamento de Sociologia. É também Vice-Presidente do UBI_CES (Centro de Estudos Sociais da Universidade da Beira Interior) e investigadora na área da infertilidade. A sua tese de doutoramento subordinada ao tema intitula-se “Infertilidade e Reprodução Medicamente Assistida em Portugal: dos problemas privados aos assuntos públicos” (2005) .

Testemunho

Newsletter de Dezembro 2009
 

O João é a luz das nossas vidas e o nosso orgulho!

Tratamentos falhados uns atrás dos outros, desilusão, angústia, tristeza e muitas lágrimas.
Os anos começavam a passar e os tratamentos para tentar engravidar não estavam a resultar!
O meu marido é que deu o primeiro passo e começou aos poucos a falar em adoptarmos uma criança. Os médicos com quem falava, também começaram a tentar preparar-me para me ir mentalizando: podia engravidar, mas também podia nunca conseguir e não devia ser por causa disso que a minha vida acabava, que havia alternativas!

Não foi fácil. Durante uma temporada eu não queria aceitar que não podia ter um filho biológico, sentia uma revolta enorme, sentia que era injusto: eu que não faço mal a ninguém, não merecia tal castigo! Foi como se me arrancassem um pedaço de mim; foi muito doloroso!

Mas os anos foram passando e os tratamentos continuavam a não dar certo. Aos poucos e com a ajuda do meu marido, lá me fui mentalizando para a dura realidade; havia outras alternativas para ser mãe. Já que não seria mãe biológica ia concerteza ser mãe do coração.

No inicio tive algum receio da reacção da minha família e de mim também, mas felizmente todos aceitaram bem, também eles já estavam cansados de me verem sofrer. Logo os receios e os medos passaram com a ajuda do meu amor e das técnicas da adopção.

Existiria com certeza um/a menino/a com muitas dificuldades, a aguardar uma mãe e um pai que lhe dessem todo o amor, carinho, afecto e atenção que nós tínhamos para dar e receber. O destino havia-me pregado uma partida, mas de certeza que iria ser compensada com uma alegria.

Então, em Maio de 2006, demos início ao processo de adopção, entregámos todos os documentos necessários e pedimos uma criança até um ano. Percebi que iria ser uma “gravidez” muito comprida, pois as listas de espera eram enormes.

Tivemos as entrevistas com a psicóloga e a assistente social e só passados dois anos é que recebemos o certificado. Ficámos muito felizes por sabermos que fomos considerados aptos para sermos pais, mas tínhamos que continuar a esperar. O ano passado resolvemos marcar uma reunião para saber como estava a lista de espera, e ficámos muito tristes, porque nos foi dito pelas técnicas que ainda tínhamos alguns anos pela frente, mas convenceram-nos a alargar a idade para os três anos; que assim não se esperava tanto, e assim o fizemos.

Este ano, no meu primeiro dia de férias, o meu telefone finalmente tocou: era uma das técnicas de adopção a dizer que tinha um menino de apenas 6 meses de idade para mim. Naquele momento tremia da cabeça aos pés, não queria acreditar, era bom demais para ser verdade.

O primeiro encontro com o nosso filho foi emocionante: olhou para nós com uns olhitos muito grandes e logo começou a sorrir e aos pulinhos. É um encanto. Apaixonámo-nos logo pelo nosso menino, tão frágil e tão inocente, a precisar de tanto amor e carinho. Passámos o dia com ele e ao final trouxemo-lo logo para casa. Desde esse dia a nossa vida mudou muito.

Acabaram-se as tristezas, as lágrimas e a revolta. O João veio colorir as nossas vidas, e quando acordo e olho para ele, é como se todo o sofrimento de 10 anos de infertilidade tivesse uma razão maior, como se nada na vida acontecesse por acaso.

Estamos nas nuvens, a viver um conto de fadas.

Amamos muito o nosso filho. Entrou nas nossas vidas e nos nossos corações para sempre!

Paula Santos