Notícias
Protocolos
A APFertilidade continua a apostar no alargamento da rede de parcerias com as farmácias nacionais. Foram recentemente estabelecidos protocolos com as seguintes farmácias: Farmácia Central (V.N.Gaia), Farmácia Salutar (Santo Tirso); Farmácia Avenida (Porto); Farmácia do Junqueiro (Parede - Cascais) e Farmácia Bom Sucesso (Lisboa).
Para mais informações sobre estes serviços deverão contactar a APFertilidade através do endereço de correio electrónico geral@apfertilidade.org ou por telefone 229 350 845.
Novo site
A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) relançou recentemente o seu site (www.apfertilidade.org) apostando numa nova imagem que crê ser mais apelativa para o mais de um milhão de cibernautas que procuram informação neste espaço online. Novas áreas de informação e de multimédia, um novo sistema de registo de associados e a presença no Twitter são algumas das novas alterações em relação ao anterior site e que conferem ao actual uma ainda maior proximidade com a comunidade bem como o reforço da visibilidade social da Procriação Medicamente Assistida.
Infertilidade na Comunicação Social
A infertilidade foi o tema central do programa da Fátima Lopes na SIC na semana de 14 de Setembro e contou com a presença de Filomena Gonçalves em representação da associação e dos testemunhos de Anabela Leal, Olinda Dinis e Cristina Parreira como porta-vozes dos vários casais portugueses que passaram e passam pela situação de infertilidade. Também o Programa “Serviço de Saúde” na RTP1 do dia 22 de Setembro foi dedicado ao tema da infertilidade e contou em estúdio com a presença de Filomena Gonçalves da APFertilidade e com as reportagens contendo os testemunhos de Teresa Marques e Sandra Goma. A imprensa escrita também abordou o tema com a publicação na revista Visão de 17 de Setembro de uma reportagem dedicada a esta problemática. Os vídeos dos programas televisivos poderão ser acedidos pelo site da associação em www.apfertilidade.org.
ACTUALIDADES PMA
Hospital do Lusiadas com Centro de PMA a funcionar em pleno
Desde o início de Agosto que o Centro de Procriação Medicamente Assistida, da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital dos Lusíadas, se encontra na lista de centros autorizados da Direcção Geral de Saúde. Este centro que funciona integrado numa unidade hospital será mais um dos locais com ajuda especializada para os casais que sofrem de infertilidade.
Testemunho
A minha história começou em 2000, quando eu e o meu marido pensámos que era uma boa altura para sermos pais. Depois de um ano de tentativas procurámos ajuda, primeiro num ginecologista e depois num especialista em infertilidade.
Já nessa altura tinha medo de que o meu receio de não conseguir ser mãe fosse real. Chorei muitas lágrimas de revolta, raiva e tristeza. Não foi uma época fácil porque eu não sabia como enfrentar o problema e vivia angustiada, frustrada, triste e desanimada. Os tratamentos eram muitos caros e a minha vida mudou a todos os níveis. Deixei de ser um ser humano para passar a tentar fazer o meu corpo funcionar de forma mecânica. E continuava sem conseguir.
Desisti. Decidi que ia esquecer os tratamentos e acreditei que ia engravidar. Mas já era tarde; eu estava doente e a minha relação com o meu marido estava mal (eu queria desistir e ele não, pois achava que devíamos tentar mais uma vez). Perdi o emprego, mudei de médica e numa laparoscopia descobri que tinha endometriose.
Fiz preparação para quatro FIV mas nenhuma resultou. Desisti mais uma vez. Em Agosto de 2005 quis fazer uma nova tentativa: uma ICSI num hospital público. Contudo não a pude fazer, pois os valores de FSH estavam muito elevados e o processo não foi aceite. Mais uma vez quis desistir, não queria voltar a criar expectativas e depois ter de gerir mais uma perda de “nada”, porque era assim que me sentia: todos os meses num cantinho muito secreto de mim engravidava e sonhava como iria contar ao meu marido. Todos os meses sentia que tinha perdido mais uma oportunidade de gerar um filho.
Depois de uma longa pausa fiz um tratamento com doação de ovócitos. Primeiro reagi mal à ideia da doação mas a verdade é que essa era a única possibilidade de ser mãe. O meu marido deu-me muita força e avançámos para o tratamento no final de 2008. E em Junho abraçámos finalmente a nossa filha. Que felicidade, que momentos mágicos! Se o olhar do meu marido quando viu as duas riscas do teste já tinha deixado o meu coração a transbordar de alegria, o olhar dele quando olhou pela primeira vez para a nossa filha deixou-me extasiada.
Se penso muitas vezes que ela só existe porque outra mulher me deu a possibilidade de ser mãe? Algumas vezes, mas sei que foi um acto de amor. A minha filha teve várias pessoas do lado dela, o que a torna ainda mais especial. Se a amo tanto como amaria se não tivesse recorrido a este tipo de tratamento? Com toda a certeza que sim. Se me incomoda que ela não seja parecida comigo? Nada, ela é linda como o pai.
Para mim este era o único caminho para poder realizar o sonho de ser mãe e ainda bem que a ciência o permitiu. Agradeço muito aos profissionais da clínica, à dadora e ao meu marido que nunca me deixou desistir. Todos os dias olho para a minha filha e fico comovida. Foi uma longa luta mas sem dúvida que valeu a pena!
Avalon
Saiba mais sobre
DGPI - Diagnóstico Genético Pré-Implantação
O Diagnóstico Genético Pré-Implantação (DGPI) é utilizado para despistar distúrbios genéticos nos embriões que podem inviabilizá-los ou comprometer gravemente o desenvolvimento normal do feto. O DGPI é indicado para casais que apresentam um elevado risco de transmissão de distúrbios genéticos ou em casos de abortos consecutivos onde se desconfia de malformações no embrião. Algumas das malformações genéticas que podem ser despistadas por este teste são, a doença de Huntington e a apolineuropatia amiloidótica familiar (PAF) também conhecida por “doença dos pezinhos” bem como outras anomalias cromossómicas (exemplo: trissomia 21).
Este diagnóstico é realizado a partir da aspiração de uma ou mais células de um pré-embrião ou do primeiro corpúsculo polar do ovócito, obtido por FIV ou ICSI, através de micromanipulação.
No terceiro dia de desenvolvimento, o embrião tem entre seis a oito células que são designadas por blastómeros. Através da micromanipulação são retiradas uma a duas células onde será analisado o seu ADN (ácido desoxirribonucleico). Este procedimento de micromanipulação não afecta o embrião, uma vez que neste estado evolutivo, todas as células que o constituem são geneticamente iguais, mantendo-se todo o potencial de diferenciação celular após remoção das células.
O ADN destas células é isolado e analisado por técnicas de genética molecular. Podem ser utilizadas duas técnicas de DGPI: a FISH (Fluorescent “In situ” Hibridization), para detecção de patologias cromossómicas e a PCR (Polimerase Chain Reaction) para detecção de patologias génicas.
Apenas embriões sem patologias genéticas são transferidos.
Fontes:
West, Zita, 2004. Fertilidade e concepção. 192p.
Sites consultados:
http://www.cgrabarros.pt/dgpi.htm
http://www.mae.iol.pt/artigo.php?div_id=3608&id=763759
http://www.apfertilidade.org/glossario.html
http://pt.wikipedia.org