Protocolos
A APFertilidade continua a reforçar os seus protocolos para dar maior apoio aos seus associados. Foram celebrados novos protocolos com:
Farmácias Lisboa:
- Na farmácia Barral (Lisboa) o protocolo já estabelecido foi alterado, trazendo mais benefícios. Agora os associados poderão usufruir de 40% de desconto nos medicamentos de fertilidade, abrangidos pelo despacho ministerial 10910 de 2009, os medicamentos e produtos de venda livre com IVA a 20% têm um desconto de 20% e nos medicamentos prescritos e de venda livre com IVA a 5%, os associados podem usufruir de um desconto de 10%. As restantes farmácias da rede Barral fazem um desconto de 20% nos medicamentos de fertilidade e também nos medicamentos e produtos de venda livre com IVA a 20%, no caso de medicamentos prescritos e de venda livre com o IVA a 5%, o desconto é de 10%.
- Farmácia Exposul (Lisboa – Alameda dos Oceanos, Parque das Nações) que é oferecido 15% de desconto sobre o “valor ao utente” dos medicamentos sujeitos a receita médica com comparticipação e 10% sobre o PVP dos produtos de IVA a 20%.
- Na farmácia Azevedos (Lisboa – Praça D. Pedro IV) onde se poderá usufruir de 20% de desconto no valor a pagar pelo utente após comparticipação com receita, nos medicamentos para o tratamento da infertilidade. Abrange ainda 10% de desconto em todos os produtos de venda livre.
- Farmácia S. Miguel (Lisboa - Alvalade) - 40% de desconto no valor a pagar pelo utente após comparticipação com receita, nos medicamentos para o tratamento da infertilidade.
Farmácias Porto:
- Farmácia Bessa (Porto – Rua François Guichard) com 20% de desconto sobre o “valor ao utente” nos medicamentos de tratamento da infertilidade e 10% em todos os produtos adquiridos na farmácia, com excepção dos leites e alimentação infantil.
- Farmácia do Campo (Praça da República nº 118/119) oferece aos associados da APFertilidade 20% de desconto nos medicamentos para tratamento da fertilidade e 10% nos restantes medicamentos;
- Farmácia do Passeio Alegre (R. do Passeio Alegre 296) oferece igualmente um desconto de 20% para tratamento de fertilidade.
Farmácia Almada: Farmácia Ramalhinho (Rua Dr. Alberto Araújo, 19-A) oferece 20% de desconto sobre o “valor utente” nos medicamentos para a infertilidade comparticipados com receita e 10% de desconto sobre o PVP dos restantes produtos (não comparticipados) e serviços prestados.
Criopreservação:
A APFertilidade estabeleceu um protocolo com a Bioteca que prevê um desconto de 5% em relação à tabela de preços praticada para o público em geral, sobre os serviços de criopreservação de células estaminais.
Outras áreas:
A APFertilidade estabeleceu ainda um protocolo com a Excellent Óptica na aquisição de óculos graduados, lentes de contacto, óculos de sol, etc. Este protocolo é extensível a todas as lojas da óptica. Os descontos variam entre 10 a 25%. Nos estabelecimentos da Óptica António Mouzinho, os associados da APFertilidade têm um desconto de 25% em todos os artigos de óptica comercializados.
No Hotel Riviera Carcavelos é também possível usufruir de 15% de desconto na reserva de qualquer “Programa à sua medida”.
A lista de todas as farmácias, parcerias e informações adicionais em : www.apfertilidade.org/phpBB2/viewtopic.php?t=7098
Notícias
Procriação Medicamente Assistida até aos 42 anos
As mulheres até aos 42 anos com indicação médica para recorrer a tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) poderão aceder a técnicas de primeira linha (indução de ovulação e inseminação intra-uterina) e as mulheres até aos 40 anos poderão recorrer a técnicas de segunda linha (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóide). Segundo comunicado do gabinete da Ministra da Saúde, Ana Jorge, estas medidas entrarão em vigor quando o sistema FERTIS (sistema de informação de apoio aos projectos de fertilidade e de Procriação Medicamente assistida do Serviço Nacional de Saúde) entrar em funcionamento, o que se espera que aconteça ainda este ano. Actualmente os tratamentos de segunda linha aumentaram também de uma tentativa para três.
5º Encontro Nacional da APFertilidade
No próximo dia 19 de Junho, a Associação Portuguesa de Fertilidade promove o 5º Encontro Nacional da APFertilidade, no Restaurante “Varanda do Lago”, no Luso.
Este encontro organiza-se, como habitualmente, em torno de um almoço, promovendo o convívio entre a comunidade. Aproveitaremos a iniciativa também para a comemoração do Dia Nacional da Fertilidade (21 Junho) e do mês Internacional da Fertilidade. Os interessados deverão confirmar a sua inscrição através do site da APFertilidade (www.apfertilidade.org/eventos/2010)
Não deixem de participar. Estão todos desde já convidados.
Assembleia Geral APFertilidade
Foi realizada a Assembleia-Geral Ordinária da Associação Portuguesa de Fertilidade no dia 14 de Março de 2010, pelas 10h, na Rua Conde Alto Mearim, nº1133, 7º andar - Sala 75, em Matosinhos, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Discussão e votação do relatório e contas da gerência do ano de 2009;
2. Discussão e votação do parecer do Conselho Fiscal;
3. Discussão de outros assuntos de interesse geral.
O primeiro ponto da OT foi aprovado por unanimidade e no terceiro ponto foi aprovada a realização da 5ª edição do encontro nacional, no dia 19 de Junho, na zona centro do país.
Actividades
20 de Abril de 2010
Participação da APFertilidade (Cláudia Vieira), entrevista à TSF.
Abril de 2010
Assinatura de Protocolo com o Centro Clínico S. Cristóvão (Amadora)
Abril de 2010
Assinatura de Protocolo com a Bioteca - Preservação de Células Estaminais SA.
07 de Abril de 2010
Participação da APFertilidade (Cláudia Vieira e Marta Casal), em reportagem sobre infertilidade, que irá passar hoje no Jornal da Tarde, na RTP.
22 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a Farmácia Sanex (Lisboa)
19 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a Farmácia Ramalhinho (Almada)
19 de Março de 2010
Participação da APfertilidade (Cláudia Vieira), em programa sobre Fertilidade no canal RTV (canal 88 da Zon, e 14 da cabovisão). O programa irá passar entre as 22H e as 24H, havendo uma repetição no dia 22 de Março às 12H.
18 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Passeio Alegre (Porto)
17 de Março de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Campo (Porto)
14 de Março de 2010
Assembleia Geral da APFertilidade.
06 e 07 de Março de 2010
Reunião da Direcção da APFertilidade
21 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com a farmácia do Bessa (Porto)
20 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com Excellent Óptica.
19 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo Farmácia Azevedos (Lisboa)
07 de Janeiro de 2010
Assinatura de Protocolo com Farmácia Exposul (Lisboa).
Entrevista
O Prof. Dr. Calhaz Jorge, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, aceitou dar uma entrevista à APFertilidade, onde exprimiu algumas das suas opiniões individuais face ao panorama nacional da infertilidade.
1 –Tendo recentemente assumido a presidência da Direcção, qual o papel que deseja para a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, considerando a medicina reprodutiva e a própria sociedade civil?
A SPMR tem constituído, ao longo dos seus 35 anos de existência, um factor absolutamente fundamental no desenvolvimento técnico na sua área de acção. É esse trabalho que a Direcção actual pretende continuar lançando mão dos meios de comunicação actualmente disponíveis e de uso generalizado. Pretendemos contribuir para a melhoria do conhecimento e da sua aplicação quer dos vários estratos de intervenientes técnicos, quer dos casais com infertilidade quer da população interessada nestes assuntos. É também um objectivo desta Direcção, o tornar a SPMR num interlocutor permanente e de capacidade e idoneidades reconhecidas por todas as estruturas oficiais ligadas aos problemas da infertilidade, sejam estruturas do Ministério da Saúde (caso da Direcção Geral de Saúde), seja o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (estrutura dependente da Assembleia da República), seja a Ordem dos Médicos, sejam as associações representativas dos pacientes. E vários passos concretos já ocorreram em relação a várias das estruturas referidas.
2 – Após um período de importantes alterações legais, quais são, em seu entender, os problemas que persistem no âmbito da procriação medicamente assistida (PMA) em Portugal?
Para além de problemas pontuais, obviamente relevantes a nível individual, o grande problema em Portugal é a acessibilidade dos casais inférteis aos tratamentos. As listas de espera existentes em certas áreas do país são absolutamente inaceitáveis pelas repercussões que têm sobre a maioria dos casais, incluindo a diminuição da eficácia potencial dos tratamentos com o acumular dos anos dos cônjuges femininos. As alterações que têm ocorrido nos últimos meses são um sinal de esperança mas terá que se aguardar pela entrada em funcionamento global do sistema de referenciação anunciado para se possa ter uma noção correcta das melhorias resultantes.
3 – De uma prática médica centrada no tratamento da infertilidade, a PMA vem sendo cada vez mais uma opção reprodutiva ao serviço das pessoas em geral, por vezes com limites nem sempre fáceis de estabelecer. Como entende este caminho de abertura e generalização da PMA?
A procura de utilizações alargadas de técnicas criadas para um determinado fim é um fenómeno praticamente generalizado no nosso mundo.
No campo específico da PMA o que está em causa é a sua utilização para enquadramentos sociais (nomeadamente de concepção de família) que suscitam grandes e acalorados choques de opinião. Não tem nada de especificamente técnico. Por exemplo, se uma sociedade aceita como natural (e o inscreve na respectiva legislação) não há qualquer dificuldade técnica em efectuar inseminações em mulheres solteiras.
Para lá destas considerações genéricas a minha qualificação técnica não dá à minha opinião qualquer valor acrescentado em relação à de qualquer outro cidadão.
4 – Existe algum novo tratamento em vista na PMA que possa antecipar como importante para as pessoas com problemas de infertilidade?
Esperam-se algumas melhorias em detalhes que possam simplificar a aplicação prática de alguns fármacos. Aguarda-se com expectativa o desenvolvimento laboratorial de algumas alternativas técnicas, como por exemplo a congelação de ovócitos, que possam dar resposta a problemas específicos de certos casais. No entanto, não são previsíveis a breve trecho nenhumas inovações terapêuticas de grande monta, isto é, com repercussões significativas na taxa de êxito destas técnicas.
5 – Não deviam a SPMR (os médicos) e Associação Portuguesa de Fertilidade (os doentes) estar naturalmente representadas no órgão regulador da PMA, como sucede noutros países? Como explica estas exclusões?
Há diversos modelos de entidades reguladoras nos países europeus. A versão encontrada pelos legisladores nacionais foi a de nomeação de individualidades e não de representatividade institucional. Tem riscos e tem vantagens, nomeadamente de operacionalidade e estabilidade, dependentes do empenhamento e qualidade dos seus membros. Em qualquer dos casos, a estrutura actual é excessivamente minimalista para as necessidades de regulação na área da PMA. Todas as entidades reguladoras europeias independentes de estruturas governamentais (como é o caso do CNPMA) são de dimensão muito superior e incorporam nos seus conselhos consultivos (que não deliberativos) representantes de múltiplas origens, em que técnicos de saúde (e não só médicos) e organizações de doentes estão obviamente incluídos.
Biopsia Testicular
Em que consiste a Biopsia Testicular?
A biopsia testicular consiste numa pequena intervenção cirúrgica, de curta duração, cujo objectivo é retirar uma pequena amostra de tecido testicular para verificar a existência de espermatozóides.
Descrição do procedimento
A intervenção demora, geralmente, entre 15 e 20 minutos e pode ser realizado no consultório médico. Os testículos são limpos com uma solução anticéptica; seguidamente é administrado um anestésico local. É efectuada uma pequena incisão através da pele e um pequeno pedaço do tecido do testículo é removido. As amostras são observadas ao microscópio para verificar a existência de espermatozóides. Caso não sejam encontrados espermatozóides, o procedimento pode ser repetido noutras zonas do testículo ou no outro testículo. Posteriormente são dados alguns pontos para fechar a abertura no testículo e a incisão na pele.
Quais as complicações que podem surgir?
Com excepção da injecção da anestesia local, o exame não deverá ser doloroso; contudo, os testículos podem ficar doridos durante alguns dias após o exame e apresentar algumas equimoses. Recomenda-se que a actividade sexual seja evitada durante uma ou duas semanas após a intervenção.
Em que casos é que está indicada?
A biopsia testicular está indicada para casos em que não se encontram espermatozóides no ejaculado (Azoospermia), de forma a avaliar se estamos na presença de uma Azoospermia obstrutiva ou secretora.
No caso de suspeita de uma Azoospermia obstrutiva, a biopsia testicular poderá ser efectuada para recolha dos espermatozóides directamente no testículo para posterior utilização em técnicas de reprodução medicamente assistida.
Na presença de suspeitas de uma Azoospermia secretora a realização de uma biopsia diagnostica pode revelar a existência ou não de produção de espermatozóides, essencial para o diagnóstico do paciente.
Bibliografia
Vitor Moreira da Silva, Luís Ferraz, 2004. A Importância da Biópsia Testicular Diagnostica no Estudo do Doente Azoospérmico. Acta Urológica, 21; 4: 27-31.
West, Zita, 2004. Fertilidade e concepção. 192p.
Manual da Associação Portuguesa de Infertilidade
Sites consultados:
http://www.ferticentro.pt,
http://www.cgrabarros.pt,
http://www.abcdasaude.com.br
http://www.tudosobreinfertilidade.com.br