Biopsia Testicular
Abril 22nd, 2010 Posted e-letter #14Em que consiste a Biopsia Testicular?
A biopsia testicular consiste numa pequena intervenção cirúrgica, de curta duração, cujo objectivo é retirar uma pequena amostra de tecido testicular para verificar a existência de espermatozóides.
Descrição do procedimento
A intervenção demora, geralmente, entre 15 e 20 minutos e pode ser realizado no consultório médico. Os testículos são limpos com uma solução anticéptica; seguidamente é administrado um anestésico local. É efectuada uma pequena incisão através da pele e um pequeno pedaço do tecido do testículo é removido. As amostras são observadas ao microscópio para verificar a existência de espermatozóides. Caso não sejam encontrados espermatozóides, o procedimento pode ser repetido noutras zonas do testículo ou no outro testículo. Posteriormente são dados alguns pontos para fechar a abertura no testículo e a incisão na pele.
Quais as complicações que podem surgir?
Com excepção da injecção da anestesia local, o exame não deverá ser doloroso; contudo, os testículos podem ficar doridos durante alguns dias após o exame e apresentar algumas equimoses. Recomenda-se que a actividade sexual seja evitada durante uma ou duas semanas após a intervenção.
Em que casos é que está indicada?
A biopsia testicular está indicada para casos em que não se encontram espermatozóides no ejaculado (Azoospermia), de forma a avaliar se estamos na presença de uma Azoospermia obstrutiva ou secretora.
No caso de suspeita de uma Azoospermia obstrutiva, a biopsia testicular poderá ser efectuada para recolha dos espermatozóides directamente no testículo para posterior utilização em técnicas de reprodução medicamente assistida.
Na presença de suspeitas de uma Azoospermia secretora a realização de uma biopsia diagnostica pode revelar a existência ou não de produção de espermatozóides, essencial para o diagnóstico do paciente.
Bibliografia
Vitor Moreira da Silva, Luís Ferraz, 2004. A Importância da Biópsia Testicular Diagnostica no Estudo do Doente Azoospérmico. Acta Urológica, 21; 4: 27-31.
West, Zita, 2004. Fertilidade e concepção. 192p.
Manual da Associação Portuguesa de Infertilidade
Sites consultados:
http://www.ferticentro.pt,
http://www.cgrabarros.pt,
http://www.abcdasaude.com.br
http://www.tudosobreinfertilidade.com.br