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Em declarações à Lusa, João Silva Carvalho, presidente da SPMR - Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, referiu que, em Portugal, o número de ciclos de procriação medicamente assistida é muito reduzido quando comparado com o que aconselha a Sociedade Europeia de Reprodução. Silva Carvalho exigiu mais apoio do Estado: «Esta situação deve-se ao facto dos casais inférteis não terem possibilidades económicas para custear os tratamentos, ao insuficiente apoio do Estado e de ele ser nulo, por parte das seguradoras. É uma situação que urge modificar», disse o presidente da SPMR. Os tratamentos para a infertilidade realizados nos hospitais públicos são gratuitos, mas os casais têm sempre que suportar os custos da medicação, que rondam os mil euros por cada tratamento, disse. Salientando o impacto económico, social e demográfico que as técnicas de combate à infertilidade estão a ter hoje, Silva Carvalho afirmou que a reprodução medicamente assistida representa já cerca de «três a quatro por cento das crianças que nascem na Europa». De acordo com a SPMR, nos 25 países da União Europeia a taxa de fertilidade total aproxima-se actualmente de 1,5 crianças por mulher, um valor que está abaixo do nível necessário de substituição de 2,1 para sustentar a renovação da população. Com estas taxas de natalidade, estima-se que já em 2010 o crescimento natural da população dos 25 países da UE se torne negativo, sendo apenas com a imigração que a população europeia continuará a crescer. http://www.algarvenoticias.com/noticias/artigo.php?op=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&id=a11ce019e96a4c60832eadd755a17a58
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