Um em cada sete casais debate-se com problemas de fertilidade
05-05-2008
Cerca de 500 mil casais portugueses debatem-se actualmente com a questão da infertilidade, que é já um dos principais problemas de saúde pública.
Pela primeira vez, no Orçamento de Estado de 2008, foram anunciadas medidas de apoio à natalidade que incluíam financiamento à Procriação Medicamente Assistida (PMA). Contudo, até à data não foi apresentada a calendarização nem os termos para a aplicação concreta destas medidas.
Cláudia Vieira, presidente da Associação Portuguesa de Infertilidade, considera positiva a regulamentação da Lei, mas julga preocupante este atraso e falta de informação na execução do financiamento à PMA, uma vez que muitos casais estão a adiar os seus projectos de vida na expectativa de serem ajudados pelo Serviço Nacional de Saúde.
As declarações foram feitas no âmbito da campanha «500 mil mulheres querem começar a celebrar o Dia da Mãe», ligada à comemoração da maternidade, assinalada ontem.
Estima-se que cada um em sete casais tenha problemas de fertilidade e que, anualmente, surjam 10 mil novos casais com dificuldades em conceber. Além de todo o desgaste emocional, o esforço financeiro exigido é, nalguns casos, insustentável para a média dos salários auferidos em Portugal. Um ciclo de tratamento pode ascender aos 5 mil euros e, no entanto, as probabilidades de se conseguir uma gravidez rondam apenas os 30 por cento.
As dificuldades financeiras são acrescidas pelo facto das companhias de seguro não reconhecerem a infertilidade como uma doença, situação inquietante para Cláudia Vieira.
Com a regulamentação da lei da Procriação Medicamente Assistida publicada em Fevereiro de 2008, algumas mudanças irão ocorrer, nomeadamente as regras de funcionamento, auditoria, inspecção e fiscalização dos centros de PMA, a formação das equipas, e protecção de dados pessoais. Porém, continuam a surgir muitas dúvidas e questões relativamente à sua implementação e execução, já que se trata de uma Lei que vem colmatar um vazio legal que dura há mais de 20 anos. Numa altura em que a diminuição da natalidade é uma preocupação política, a Associação Portuguesa de Infertilidade considera fundamental um maior apoio aos casais inférteis.
A infertilidade é a incapacidade de um casal conceber após um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. Na maioria das vezes, advém de problemas de ambos os parceiros ou a causa não é conhecida.
http://www.noticiasdamanha.net/index.php?lop=artigo&op=2a79ea27c279e471f4d180b08d62b00a&id=b92336d2b694ce8dbd18e5293ca6ea99
 

 

 

Associação Portuguesa de Fertilidade

 


 

 

 

Este site tem o apoio de:

 

Ferring Serono SP

 
Faixa publicitária
Faixa publicitária