Nova rede de apoio ajuda casais inférteis. Associação Portuguesa de Infertilidade cria rede nacional
10-10-2007

A Associação Portuguesa de Infertilidade (API) está a criar uma rede nacional de grupos de apoio, para ajudar os casais que sofrem de infertilidade, condição que «afecta um número cada vez maior de pessoas em Portugal, com uma prevalência que se estima atingir cerca de 15 por cento da população em idade reprodutiva», refere a API em comunicado.

Este projecto conta já com uma experiência-piloto, a decorrer em Braga, e, até ao final do ano de 2007, abrirão núcleos de apoio em Lisboa, Faro, Coimbra e Porto. Ao longo de 2008, terão início outros dois grupos em cidades do interior do país.

Os grupos de apoio constituem iniciativas de cidadãos e fazem parte do projecto "Saúde para todos", elaborado pela Organização Mundial de Saúde. Esta é uma iniciativa que pretende alertar a comunidade portuguesa para as inúmeras dificuldades sociais, económicas e psicológicas que continuam a afectar as pessoas com problemas de fertilidade. «Estudos recentes demonstram que o impacto psicológico causado é equivalente a uma doença crónica», diz o comunicado.

Segundo a API, a infertilidade é a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de relações sexuais regulares. A maioria dos casais assume que é fértil, no entanto, 10 por cento das mulheres em idade fértil tem dificuldades em engravidar e, pelo menos um quarto, viverá um período de infertilidade no decurso das suas vidas. Entre os casais que procuram ajuda médica, a infertilidade é um problema da mulher em 40 por cento dos casos e exclusivamente do homem em 30 por cento dos casos. No entanto, na maioria das vezes a infertilidade advém de problemas de ambos ou então a causa não é conhecida.

10 de Outubro de 2007

(Newsletter sapo.pt_10.10.07)

Sónia Santos Dias
 

 

 

Associação Portuguesa de Fertilidade

 


 

 

 

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