Notícia Lusa encaminhamento dos casais - 38!!!!]

Lisboa, Portugal 30/09/2009 07:04 (LUSA)*
*Temas*: Saúde, Doenças

 

Lisboa, 30 Set (Lusa) - Quase seis meses após o anúncio do “encaminhamento
imediato” para centros privados de casais inférteis que aguardam por
tratamento nos serviços públicos, apenas 38 foram encaminhados para centros
em Lisboa, onde a lista de espera é maior.

A medida foi anunciada a 20 de Abril pela ministra da Saúde, Ana Jorge, que
também anunciou o aumento da comparticipação dos medicamentos para estes
tratamentos.

Na altura, a ministra disse que o encaminhamento para o privado dos casais
que aguardam há mais de um ano por um tratamento nos serviços públicos seria
“imediato”.

Contudo, só dois meses depois é que a Administração Regional de Saúde de
Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) anunciou que o encaminhamento na região iria
avançar em Julho, resultando dos protocolos assinados entre a Administração,
o British Hospital e o Instituto Valenciano de Infertilidad.

Segundo a ministra da Saúde, existem 2800 casais inférteis em lista de
espera em todo o país, sendo as situações mais graves na região de Lisboa e
Vale do Tejo e no Sul, porque apenas existem duas instituições públicas
(Maternidade Alfredo da Costa e Hospital de Santa Maria) para dar resposta a
estes casos.

A Lusa contactou os dois centros privados e, até ao momento, foram
encaminhados 38 casais.

O centro de reprodução do British Hospital começou a receber casais no dia
03 de Agosto, provenientes da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e no dia 09
de Setembro do Hospital Santa Maria.

A Maternidade Alfredo da Costa encaminhou 23 casais, enquanto o Hospital
Santa Maria encaminhou oito.

O centro de reprodução do British Hospital propôs-se receber semanalmente
nove casais provenientes do sector público.

O Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) recebeu, até agora, oito
casais, provenientes da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Santa
Maria.

O IVI conta que, no próximo ano, “com o gradual licenciamento de outros
Centros de PMA na região de Lisboa, o natural será que cada clínica,
independentemente da sua disponibilidade, acabe por receber um número
relativamente baixo de casais”.

Para a Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade), o número de casais
encaminhados fica “muito aquém das necessidades dos casais que precisam de
um tratamento de infertilidade”.

Em declarações à Lusa, Filomena Gonçalves disse ter conhecimento de “poucas
dezenas” de casais que foram encaminhados do público para o privado e receia
que a medida não tenha passado “de um anúncio político”.

“Continuamos a assistir ao adiamento da concretização desta medida e não
percebemos que as acções na área da PMA demorem tanto a dar frutos”, disse.

Da informação que chega à associação através dos casais inférteis
associados, Filomena Gonçalves destaca o “desespero em que alguns vivem”.

“Os casais andam de esperança em esperança, atrás de anúncios que nunca dão
em nada”, lamenta esta dirigente da APFertilidade.

SMM.

Lusa/Fim

 

 

 

Associação Portuguesa de Fertilidade

 


 

 

 

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