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Correio da Manha - 27/04/2010 Cinco milhões para infertilidadeGoverno assinou contratos com hospitais públicos e privados para tentar diminuir a espera de mais de 120 mil casais que querem ter filhos. O Programa Específico para a Melhoria do Acesso ao Diagnóstico e Tratamento da Infertilidade custou ao Estado cerca de cinco milhões de euros só em contratos de parceria celebrados com 25 hospitais públicos e privados, entre Junho e Dezembro de 2009. De acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), os contratos mais elevados foram celebrados com a Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa (mais de um milhão de euros), seguida do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (760 mil euros) e do Hospital de São João (Porto), cujo acordo ultrapassa os 751 mil euros. O objectivo do Governo era diminuir as listas de espera dos casais que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para engravidar. Segundo estudos recentes, a infertilidade afecta cerca de 120 mil casais portugueses. Onze meses depois do início do programa especial do Governo, o balanço é ainda negativo. Cláudia Vieira, presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), diz que o encaminhamento de casais inférteis para o sector privado 'está a acontecer, mas não há resposta capaz para colmatar as listas de espera'. Um estudo da Deco revelou que 70% dos casais continuam a recorrer a clínicas privadas, apesar dos preços. Os tratamentos, sem a comparticipação do SNS, oscilam entre os 2900 e os 3800 euros. A ministra da Saúde, Ana Jorge, promete facilitar ainda mais o acesso aos tratamentos
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